BMW 320e Touring. Quanto vale o Plug-in de entrada na gama Série 3?

Fundamental para as frotas, a gama Série 3 recebe mais um Plug-In. O BMW 320e é a nova versão de entrada na gama Plug-in do construtor.

BMW
Familiar
BMW 320e Touring

Historicamente o modelo mais importante da BMW, o Série 3 mantém na atualidade essa preponderância no volume da marca germânica, mesmo com uma gama SUV muito bem sucedida. Tradicionalmente composto de uma gama muito vasta, o BMW Série 3 acaba por apresentar versões com amplitudes de potência e preço relativamente grandes. A atual geração G20, lançada em 2018, não é exceção.

No fundamental mercado das vendas para clientes empresariais, os modelos Plug-in têm uma importância crescente, em virtude dos benefícios fiscais que proporcionam. Assim, a BMW expande a sua gama Série 3 com o 320e, na senda de modelos como o 318 Tds ou o 320d, muito populares em Portugal. Afinal, o BMW 320e assume-se como entrada na gama plug-in do Série 3, com o 330e a ficar como versão mais potente. No patamar acima, ou seja no Série 5, a conversa é outra, já que contamos com o 545e como topo de gama.

Alterações só debaixo do capot… e da bagageira!

Mantendo intactas todas as suas capacidades familiares, o BMW 320e, aqui presente na versão Touring, não tem quaisquer alterações exteriores face aos restantes modelos da gama, aparte a porta de carregamento. Igualmente um modelo bem conhecido do Escape Livre, aquando do ensaio à versão 320d.

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Também o interior não sofre alterações na zona dos passageiros, e nele encontramos boas quotas de espaço quer na dianteira, quer na traseira.

Todavia, a bagageira perde capacidade com a colocação da bateria, descendo para os 410 litros, menos 90 litros que as versões 100% combustão.

Pacote M acrescenta equipamento e apelo estético ao 320e

A unidade que ensaiamos beneficiava sobremaneira do pack M Plus, no valor de 6150€ e que inclui para-choques exteriores mais desportivos e jantes específicas (as de 19″ que podes ver nas fotos são opcionais por 770€) ao passo que no interior encontramos bons bancos desportivos em pele e tecido, um volante de três raios com pega mais espessa… talvez até demasiado… frisos metálicos e forro interior do tejadilho em preto. Também neste pack temos a suspensão adaptativa, os vidros escurecidos, as patilhas da caixa no volante, a iluminação LED adaptativa e a camara traseira.

Com uma posição de condução boa e fácil de encontrar, o interior é dominado pelo info-entretenimento idrive, que continua a ser um dos melhores. Mantendo o comando rotativo e os botões físicos permite também controlo através do ecrã. Os menus estão bem organizados e os mapas têm boa definição. É também possível ligar smartphones através de Apple Carplay ou Android Auto, sem fios. Em frente ao condutor temos um ecrã que substitui os manómetros, contudo, este revela-se pouco personalizável e de legibilidade confusa. A melhorar…

Na traseira vão sempre melhor dois do que três ocupantes, cortesia de um túnel central volumoso, mas de qualquer forma estes contam com comandos de climatização e entradas USB. Como já referimos, a bagageira perdeu capacidade, mas tem um formato regular. A prática abertura individual do vidro da bagageira continua presente, especialmente útil quando se estaciona a 320e de traseira. Todavia a chapeleira devia ter funcionamento automático, em simultâneo com a porta da bagageira.

Mais modos de condução para configurar o sistema híbrido

O BMW 320e é um plug-in que se caracteriza por possuir um motor 2 litros gasolina com 163 cv e 300 Nm. Este é acompanhado de um motor elétrico de 113 cv, alimentado por uma bateria de 12 kWh. A bateria pode ser carregada a uma velocidade máxima de 3,6 kWh, um valor que se revela aquém do que a concorrência já permite e que implica esperar sensivelmente 4h por uma carga completa.

Para gerir o sistema híbrido a BMW adicionou mais modos de condução ao Série 3. Assim, podemos escolher entre Sport / Hybrid / Electric / Adaptative além de termos derivações Eco Pro ou Individual dentro de cada modo.

A autonomia em modo elétrico ronda os 45 km, num misto de estrada e cidade. No entanto, com mais trânsito e o modo Eco Pro a limitar a velocidade é possível atingir os 50 km de autonomia que a BMW anuncia. Terminada a a carga da bateria, mas não totalmente, pois fica sempre uma reserva de energia para ajudar, o motor a gasolina toma conta das operações. Como é natural perdemos alguma “genica” na resposta ao acelerador, bem como nas rotações mais altas, mas sem nunca comprometer.

Gestão automática do sistema híbrido inclui o BMW eDriveZone!

Já em modo Hybrid, que gere automaticamente o motor com a bateria, as impressões são muito positivas. A resposta ao arranque é muito boa e faz o 320e parecer ter mais do que os 204 cv, cortesia do boost elétrico, além de que a resposta ao acelerador fica mais expedita. Esta energia adicional não surge à conta dos consumos, balizados entre os 5,5 e os 6 l/100 km.

Nos grandes centros urbanos é ainda possível contar com o BMW eDriveZones que força a utilização do motor elétrico assim que entra dentro do perímetro da zona definida. Isto desde que o nível de carga da bateria assim o permita. Em Portugal, esta tecnologia já está disponível para as cidades de LisboaPorto e Braga, e foi na primeira que pudemos testar com sucesso o sistema.

Conforto é ponto forte!

A opcional suspensão adaptativa, com dois níveis de regulação (Comfort e Sport) traz algumas diferenças face à suspensão desportiva M, nomeadamente uma maior amplitude de funcionamento. Ou seja, mesmo com jantes de 19″ equipadas com pneus Run-Flat, o conforto está em muito bom nível, quer em tampas desniveladas, quer em lombas ou buracos. Aquelas pancadas secas que os pneus Run-Flat trazem em certas situações encontram-se minoradas e nem era preciso uma medida de jante tão grande.

Já em modo Sport é notória a maior rigidez da suspensão e um controlo dos movimentos da carroçaria mais “apertado”. Nesse momento não sentimos o peso adicional da bateria solto na traseira em virtude da boa distribuição do peso. Quanto a nós a suspensão desportiva acaba por ter um controlo superior e mais natural. Contudo esta unidade acaba por ser um ótimo compromisso para quem faz uma utilização maioritariamente estradista e familiar, com um ocasional momento mais “animado”. Nessa altura, a caixa de velocidades automática de 8 relações tem resposta rápida (e patilhas no volante) e os travões revelaram-se sempre isentos de fadiga.

Além do já mencionado pack M Plus e das jantes de 19″ a BMW 320e que testamos possuía ainda os travões desportivos M com pinças azuis (740€) e o pacote de arrumação na bagageira. Este integra o mecanismo de rebatimento dos bancos pela traseira (100€). Sim, é um opcional na Série 3 da BMW…

Deste modo, partindo de um preço base de 51 860€ chegamos aos 61 031€ da unidade testada. Ainda assim importa ressalvar que em compras via empresa é necessário fazer mais contas do que apenas o PVP em face dos benefícios fiscais oferecidos e que podem ser consultados neste especial.

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Conclusão

Com esta versão 320e a BMW cria um ponto de entrada mais baixo na gama Série 3. Mexendo apenas no motor a gasolina, pois bateria e motor elétrico ficam exatamente iguais, a BMW consegue ter um produto que mantém quase todas as suas virtudes familiares, mas possui mais competitividade no mercado das frotas. Com um visual apelativo, mas dependente dos opcionais, é capaz de fazer bons consumos em modo híbrido e tem performance suficientes. O Série 3, também nesta versão, mantém-se como um importante concorrente neste segmento.

Ficha Técnica

Cilindrada

1998 cm3

Cilindrada

350 Nm

Binário Máximo

204 cv

Potência

Cilindrada

7,9 s

0-100 KM/H

220 km/h

Velocidade Máxima

Cilindrada

1,9 l/100 km

Combinado

5,9 l/100 km

Registado

44 g/km

Emissões CO2

Cilindrada

51 860€

Base

61 031€

Ensaiado


Thumbs UpConsumos, Gestão do sistema hibrido, Conforto.

Thumbs DownCapacidade da Bagageira, Equipamento de série.