Suzuki. Pioneira na eletrificação e novas fontes de energia?

A história da Suzuki na eletrificação e outras formas de mobilidade não é recente, pelo contrário, o seu primeiro modelo 100% elétrico remonta a 1970.

A Suzuki sempre se caracterizou por desenvolver automóveis de baixos consumos e emissões. Durante este ano toda a gama de modelos comercializada em Portugal (Ignis, Swift, Vitara e S-Cross) irá dispor de tecnologia híbrida com consequente resultado nos consumos e emissões poluentes. É o caso do novo Vitara que fomos recentemente conhecer à vizinha Espanha.

O plano da marca para a eletrificação dos seus modelos dá pelo nome de “Suzuki Environmental Plan 2020” e consiste também em tecnologias de baixo impacto ambiental, otimização aerodinâmica e o uso de materiais ligeiros. Mas o que poucos conhecem são os marcos do construtor ao longo da sua história e no que diz respeito a novas fontes de energia e sistemas de propulsão.

Primeiro Suzuki elétrico

No passado dia 18 de fevereiro o primeiro automóvel 100% elétrico da Suzuki celebrou já 50 anos. O Carry Van (L40V) Electric era uma versão elétrica do monovolume ultracompacto desenhado por Giorgetto Giugiaro. De contidas dimensões, caracterizava-se por ser um veículo com uma extraordinária capacidade interior. As suas formas simétricas, portas de correr e grande superfície envidraçada fizeram da quarta geração do Suzuki Carry um ícone do design. A versão elétrica do Carry foi projetada para vigiar o local da Exposição Universal de Osaka de 1970. Fiel ao espírito futurista da época, no seu desenvolvimento e características evidenciava-se o silêncio e a ausência de fumo, com um tamanho compacto. Foram entregues 10 unidades à organização do evento, que cumpriram a sua missão sem problemas.

Foi possível manter o habitáculo intacto, colocando a bateria (desenvolvida pela Yuasa) e o motor elétrico por debaixo do solo do veículo, uma configuração que estava à frente do seu tempo. O motor, de 60V e 4,6 kW, conduzia o Carry Van Electric até 45 km/h e tinha uma autonomia de 50 km. Uma unidade restaurada deste modelo é preservada no Museu da Suzuki em Hamamatsu.

Primeiro automóvel a hidrogénio do mundo

Em 1979 a Suzuki mostrou também o seu espírito pioneiro e sustentável com o primeiro automóvel do mundo com um motor alimentado a hidrogénio. Desenvolvido em conjunto com o Musashi Institute of Technology com base num Suzuki Cervo, o Suzuki LH2 montou um motor de três cilindros de 539 cm3 a dois tempos, movido a hidrogênio líquido. Com o uso do hidrogénio, o desempenho e a eficiência do motor foram aumentados, e as emissões de NOx reduzidas em 60%. O Suzuki LH2 era capaz de 400 km de autonomia, e uma velocidade máxima de 118 km/h.

Suzuki LH2
Suzuki LH2

Pilha de combustível fez parte da história

A Suzuki desenvolveu ainda automóveis com pilha de combustível, em colaboração com a General Motors, desde 2001. Primeiro com os minicarros MR Wagon-FCV e Wagon R-FCV, e mais tarde com o SX4-FCV, um dos primeiros automóveis com esta tecnologia que foi autorizado pelo Ministério dos Transportes do Japão a rodar em vias públicas. O Suzuki SX4-FCV esteve presente na área de exibição e teste da 34ª Cúpula do G8 em Hokkaido Toyako. O SX4-FCV possui uma pilha de combustível de elevado desempenho (83 kW) com um tanque de hidrogênio de alta pressão (70MPa) e um condensador leve e compacto, que recupera energia nas fases de travagem e aplica-a nas fases de aceleração. Com um motor elétrico síncrono, este modelo desenvolve uma potência máxima de 68 kW e atinge uma velocidade máxima de 150 km/h, com uma autonomia de 250 km.

Suzuki sx4 fcv
Suzuki SX4-FCV (Fuel Cell Vehicle)

Híbridos não faltam

Não foi pioneira nos híbridos, mas também não ficou para trás. Em 2016 o construtor japonês apresentou o Suzuki Baleno SVHS, com uma tecnologia híbrida eficiente e eficaz para reduzir as emissões. O sistema híbrido SHVS desenvolvido pela Suzuki utiliza um ISG (Integrated Starter Generator), que ajuda o motor durante a aceleração e gera eletricidade através da travagem regenerativa. O primeiro Suzuki híbrido utiliza também uma bateria compacta de iões de lítio de elevado rendimento, situada por debaixo dos bancos dianteiros. O sistema de ignição ISG permite que o motor arranque de novo de uma forma suave e silenciosa com o sistema start&stop. Com um design inteligente, este sistema apenas incrementa 13,2 kg ao peso deste modelo. Graças a esta tecnologia, o Suzuki Baleno híbrido apresentava um consumo de apenas 4 l/100 km e umas emissões de 94 g/km.

Swift Sport também híbrido

Depois disso a marca decidiu levar a hibridização a todos os segmentos e o Swift Sport também irá beneficiar do sistema híbrido SHVS de 48V, sendo o primeiro automóvel do seu segmento a desfrutar desta tecnologia. O sistema de propulsão híbrido de 48V permite reduzir até 20% as emissões de CO2,  adicionar binário ao motor e uma melhoria de 15% em termos de consumo combinado, ciclo WLTP.

Tal como o sistema SHVS (Smart Hybrid Vehicle by Suzuki) de 12V apresentado em 2016, e que equipa o Suzuki Swift e o Ignis, o sistema híbrido de 48V incrementa muito pouco o peso total do veículo. O sistema híbrido SHVS de 48V incorpora três componentes principais. Um motor/gerador elétrico de 48 V denominado ISG (Integrated Starter Generator), uma bateria de íon de lítio de 48V e um conversor de 48V a 12V DC/DC. O aumento da voltagem a 48 voltes do ISG, em comparação com os 12V convencionais aumenta a quantidade de assistência do motor elétrico e expande a sua faixa de binário de regeneração.

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