e-Roadtrip EN230 – Do Atlântico à Estrela

Este é um roteiro detalhado para uma viagem incrível pela Estrada Nacional 230, de Aveiro à Covilhã, que fizemos a bordo do Nissan Ariya.

As e-Roadtrips Powered by Nissan Ariya não param! Neste projeto percorremos várias estradas de Portugal para descobrir os seus encantos, a sua história, a sua cultura, a sua gastronomia e muito mais. E, claro, os melhores hotéis, restaurantes e lugares únicos para visitar. A cereja no topo do bolo é que estes roteiros são preparados para que os possa percorrer na tranquilidade de um automóvel elétrico. Aqui, contamos-lhe tudo sobre as nossas viagens com o nosso companheiro de viagem, o Nissan Ariya e-4ORCE. Desta feita, uma e-Roadtrip pela EN230.

Com a evolução da rede de carregamento, percorrer Portugal em automóveis elétricos está cada vez mais intuitivo.

Assim, ao longo da viagem, vamos mostrar-lhe os melhores locais para carregar baterias, tanto dos viajantes como dos automóveis. Seja enquanto descansa numa das magníficas unidades hoteleiras ao longo da rota, ou enquanto visita os vários lugares imperdíveis deste percurso.

Estrada Nacional 230

Entre Aveiro e a Covilhã, há uma estrada que parece ter sido desenhada para quem aprecia a beleza das paisagens e o prazer de conduzir. A EN230 não é apenas uma rota entre dois pontos – é um convite à descoberta. A bordo do Nissan Ariya e-4ORCE, a mais recente proposta elétrica da marca japonesa, partimos à aventura por uma das estradas mais cénicas do país. Uma viagem de contraste, onde o mar dá lugar às montanhas. Esta estrada representa uma verdadeira ligação entre o Atlântico e a Estrela, não por uma mera memória, mas por uma vontade inestimável e afetiva de unir as diferentes gentes de Portugal.

Em 204km, viajamos da “Veneza” de Portugal até ao “coração” da Serra da Estrela através de paisagens e lugares inigualáveis.

São pouco mais de 200km que atravessam os concelhos de Aveiro, Águeda, Tondela, Carregal do Sal, Oliveira do Hospital e Covilhã. Ao longo das suas curvas e contracurvas, abraça praias fluviais de sonho, miradouros, museus, olarias tradicionais e anda a par e passo com as Regiões Vitivinícolas da Bairrada, do Dão e Beira Interior.

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O Nissan Ariya e-4ORCE

O crossover elétrico da Nissan está no seu elemento nas estradas nacionais. Por um lado, a fluidez com que o Ariya se “mexe” e a rápida resposta da aceleração permite aumentar ou reduzir o ritmo a bel-prazer. E, depois, a ausência de ruído permite-nos uma fusão perfeita com a natureza que nos rodeia.

O Nissan Ariya e-4ORCE AWD 87kWh, tem o equilíbrio ideal entre potêirncia, conforto, espaço e autonomia real. O design marca a nova imagem da Nissan e chama a atenção por onde quer que passe. É um carro elétrico de última geração e o espaço a bordo, especialmente nos bancos traseiros, fazem dele um companheiro de viagem perfeito, seja em família ou com um grupo de amigos.

Saiba mais sobre o nosso companheiro de viagem na sua página oficial!

Onde dormir, comer e, claro, carregar nesta e-Roadtrip EN230?

Ao longo da EN230 não faltam boas razões para parar e desfrutar. E se juntar à viagem alguns desvios da rota principal ao longo do caminho, vai conseguir aproveitar ao máximo esta e-Roadtrip! Dessa forma, sugerimos que reserve, pelo menos, um fim de semana para a percorrer.

Neste roteiro preparámos várias dicas para organizar a sua viagem.

Para facilitar o planeamento da sua viagem, vai encontrar por aqui boas sugestões de locais a visitar, lugares onde provar as iguarias da região e sítios onde pernoitar. Mas, claro, não se fique apenas pelas nossas sugestões e atreva-se a descobrir a fundo cada local por onde passa esta magnífica estrada, visitando os postos de turismo e falando com as gentes e comerciantes locais. Tire o máximo partido da viagem!

À boleia do Pedro Fernandes pela EN230

Para descobrir esta estrada, fomos à boleia do apresentador Pedro Fernandes. Sempre bem-disposto e com a curiosidade própria de um aventureiro, conduziu-nos pela EN230 à procura dos seus segredos. E, conduzindo ele próprio um Nissan Ariya no seu dia-a-dia, é a pessoa ideal para nos mostrar como tirar o máximo partido deste automóvel!

Um resumo da nossa e-Roadtrip

Planeámos a nossa viagem pela EN230 para durar um fim de semana. Marcámos a primeira noite no Meliã Ria Hotel & SPA, em Aveiro, onde chegámos a meio da tarde de sexta-feira para deixar o Ariya a carregar na garagem e aproveitar um pouco do muito que a cidade de Aveiro tem para nos oferecer.

O dia de sábado ficou reservado para percorrer a EN230 até Oliveira do Hospital, onde iríamos pernoitar no Aqua Village Health Resort & Spa. Situado na margem do rio Alva é projeto único que combina a qualidade de um hotel de luxo com uma experiência inesquecível aproveitando o melhor que a região tem para lhe oferecer em perfeita harmonia com a natureza. Da mesma forma, pelo caminho, aproveitámos ainda para descobrir alguns segredos desta estrada, visitar algumas praias, museus, monumentos e muito mais.

O último dia levou-nos até à Covilhã, onde termina a EN230. Uma vez mais, com muito para ver e visitar ao longo do caminho. Hoje, seguir este traçado que existiu a unir um Portugal tão diferente, onde as serras marcaram, de forma indelével, as curvas é uma viagem pelos 5 sentidos.

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Vamos então conhecer em detalhe esta viagem. Sente-se confortavelmente e deixe-nos guiá-lo pela EN230.

e-Roadtrip Estrada Nacional 230

Atrás fica o oceano, cujas ondas nos empurram rumo à serrania. Pela frente a natureza e a gentes que, longe das frias autoestradas, continuam a receber os visitantes com um caloroso abraço. Se a Covilhã é o nosso destino final, o ponto de partida é aqui, em Aveiro.

Aveiro

Suspensa por águas de uma ria que se espreguiça antes de entrar no mar, a cidade gera um misto de sentimentos onde o cheiro a maresia e o recorte da cidade não escondem aquilo que Aveiro é: uma cidade de mar. Já por aqui passámos na nossa e-Roadtrip pela EN109.

As salinas, os braços de ria, os velhos moliceiros, a gastronomia (que vai muito para além dos ovos moles) são uma imagem de marca de uma cidade que junta muitos mundos e ponto de cruzamento de muitos caminhos.

Antes de sair, há tempo para um passeio breve pelo centro, talvez um café à beira-ria, com vista para a animação matinal da cidade.

Canais, moliceiros, ovos moles e tradições, seja bem-vindo a Aveiro.

A freguesia de Esgueira, marcaria o ponto de partida do traçado da EN230. A primeira parte segue plana até Águeda. Como sugestão adicional, sugerimos que faça um desvio para descobrir a paisagem protegida da Pateira de Fermentelos, verdadeiro ex-libris de um património natural único.

Águeda

A estrada leva-nos até Águeda. Situada no coração da região Centro de Portugal, Águeda é uma cidade vibrante e encantadora, conhecida mundialmente pelos seus coloridos guarda-chuvas suspensos que decoram as ruas durante o verão, no famoso AgitÁgueda – Art Festival.

Águeda oferece uma mistura cativante de tradição e modernidade, com a sua rica gastronomia, trilhos naturais deslumbrantes ao longo da Pateira de Fermentelos, a maior lagoa natural da Península Ibérica, e uma forte ligação à arte urbana. É o destino perfeito para quem procura uma experiência autêntica, repleta de cultura, natureza e criatividade.

Águeda é uma cidade que surpreende a cada esquina. Passear pelas suas ruas é descobrir murais vibrantes, esculturas criativas e instalações inesperadas que transformam o espaço urbano num verdadeiro museu a céu aberto. Neste tema, aproveitámos para visitar o Centro de Artes de Águeda.

O Centro de Artes de Águeda é um polo cultural no coração da cidade.

A arquitetura contemporânea, em betão aparente, cria um diálogo com a antiga chaminé cerâmica preservada na praça exterior, materializando a fusão entre passado e futuro. O CAA tem vindo a afirmar-se como um espaço de excelência oferecendo uma programação eclética que inclui espetáculos, exposições nacionais e internacionais, cinema, concertos, teatro, eventos educativos e formação artística para todas as idades.

Para os amantes da natureza, os percursos pedestres e ciclovias revelam a serenidade das margens do rio. A hospitalidade local, os sabores típicos como o leitão assado e a doçaria tradicional, completam uma visita inesquecível num destino que mistura o charme do interior com um espírito inovador e acolhedor.

Seguimos, depois, pela EN230 num dos seus palcos mais icónicos: a travessia da Serra do Caramulo. São quilómetros a fio com curvas de montanha perfeitas para se desfrutar em cada meandro.

Dólmen da Arca

Localizado entre Águeda e a Serra do Caramulo, o Dólmen da Arca (também conhecido como Dólmen do Espírito Santo d’Arca ou Pedra dos Mouros) é um impressionante monumento megalítico do Calcolítico tardio, classificado como Monumento Nacional desde 1910. Situado na EN230, perto de Paranho de Arca, este dólmen distingue-se por uma ampla câmara poligonal suportada por três esteios intactos que sustentam uma laje de mais de 4 m de comprimento e 3,2 m de largura, formando uma espécie de “mesa” elevada cerca de 4,5 m do solo onde podemos passar por debaixo… a cavalo!

Envolta numa mística local, associa-se à lenda de uma moura encantada que transportou a laje enquanto fiava e amamentava, reaparecendo na Noite de São João para oferecer tesouros de ouro, mas transformando em cinzas quem preferisse o ouro aos seus olhos. Esta combinação de história, arquitetura ancestral e mitologia popular faz do Dólmen da Arca uma paragem fascinante nesta viagem.

Caramulo

Já no alto da serra, os ares do mar ficam para trás e, ao longe já se vê a Estrela, por onde havemos de continuar nas bacias dos rios Dão, Mondego e Alva, todos eles a construírem o maior vale continental entre serras. A estrada começa a serpentear, a paisagem muda, o verde intensifica-se. É aqui que a EN230 mostra todo o seu potencial – curvas amplas, vistas de cortar a respiração e um manto de árvores que acompanham o asfalto como uma moldura viva.

Respiramos, agora, os ares da serra. Com um passado histórico que remonta à ocupação de tempos megalíticos, a vila do Caramulo tem o seu passado, não muito longínquo, ligado à estância sanatório. A vila foi criada no início da década de 20 do séc. XX por iniciativa do médico Jerónimo de Lacerda. Construiu-se, aí, aquela que viria a ser a maior estância sanatório da Península Ibérica, um local pleno de beleza natural que, ainda hoje, preserva a sua identidade.

Trata-se de uma identidade legada aos seus filhos, Abel e João de Lacerda e que hoje continua nas gerações seguintes, acabaram por perpetuar o legado do Caramulo com uma fundação corporizada no Museu do Caramulo, com uma das maiores coleções de arte e de Automóveis Clássicos do Mundo. Ponto de paragem obrigatório nesta viagem.

Visitar o Museu do Caramulo é uma viagem dentro da viagem.

O Museu do Caramulo é um dos mais singulares e completos museus de Portugal e dos poucos a nível mundial que mantém toda a sua coleção de automóveis antigos em perfeito estado de funcionamento. Fundado em 1953, combina de forma única duas grandes paixões: a arte e o automobilismo. No seu interior, os visitantes podem admirar uma vasta coleção de automóveis clássicos. Assim, o Museu do Caramulo oferece uma experiência enriquecedora tanto para amantes de cultura como para entusiastas de motores.

Seguimos agora em direção a Tondela pela EN230 mas, antes de chegarmos à cidade, uma pequena paragem para ficar a conhecer a tradição do “barro negro” em Molelos.

Molelos

A terra dos barros pretos que dão corpo a qualquer paladar português e onde a tradição da Cantarinha de Segredo continua a ser a imagem da freguesia. A história de objetos construídos em barro preto remonta à Idade do Bronze. Os objetos, cozidos de forma peculiar, tradicionalmente numa pequena cova, serviram tanto para a conservação de alimentos como para os confecionar emprestando-lhe um sabor único.

O Barro Negro de Molelos é uma joia da olaria tradicional portuguesa com raízes que remontam ao século XVI. Extraído localmente em jazidas e preparado artesanalmente por sete oleiros que perpetuam técnicas ancestrais, o barro distingue-se pela sua cozedura em atmosfera redutora, o antigo método da “soenga” , onde o calor e o monóxido de carbono conferem às peças o icónico tom negro e brilho metálico.

Em 2025, o processo de produção foi finalmente reconhecido como Património Cultural Imaterial Nacional, um marco que valoriza a identidade comunitária, a sustentabilidade cultural e mantém viva uma das tradições mais genuínas de Portugal.

Tondela

Situada no coração do país, Tondela encanta pela sua tranquilidade, paisagens naturais e riqueza cultural. Rodeada por serras e rios, a região oferece um cenário perfeito para quem procura uma escapadinha onde a natureza e a tradição caminham lado a lado. Os visitantes são acolhidos em ruas pitorescas e um ambiente que preserva a autenticidade da vida no Interior de Portugal.

O centro histórico de Tondela convida a passeios calmos, onde se descobrem igrejas centenárias, como a Igreja Matriz, e pormenores arquitetónicos que testemunham séculos de história. O ritmo sereno da cidade é ideal para quem aprecia mergulhar na vida local, parar para um café numa esplanada ou explorar as feiras e mercados onde se encontram produtos regionais.

Visita obrigatória em Tondela é o Museu Terras de Besteiros, um espaço moderno e interativo que mergulha o visitante na história, cultura e identidade do concelho. O museu apresenta exposições permanentes e temporárias que vão desde achados arqueológicos até elementos da etnografia local, revelando a importância da agricultura, do artesanato e das tradições populares na formação da comunidade.

No Museu Terras de Besteiros é possível compreender melhor o passado e o presente desta região beirã.

Tondela surpreende pela autenticidade, simpatia e riqueza de experiências que proporciona. Além da cultura e história, Tondela oferece também excelentes trilhos pedestres, percursos de bicicleta e paisagens deslumbrantes que convidam à aventura.

Depois de Tondela, o trajeto original da EN230 torna-se mais difícil de perceber, apesar de termos um seguimento em direção a Carregal do Sal. E, ali ao lado, Cabanas de Viriato.

Carregal do Sal

Carregal do Sal, situado no coração da região Centro de Portugal, é um destino encantador que combina natureza, história e tradição. Rodeado por campos verdejantes e cortado por rios serenos, este concelho oferece uma paisagem rural tranquila, ideal para quem procura descanso e autenticidade. As suas aldeias preservadas mantêm viva a arquitetura tradicional beirã, com casas em granito, ruas empedradas e um acolhimento caloroso por parte da população local. A localização privilegiada entre as serras do Caramulo e da Estrela torna Carregal do Sal um excelente ponto de partida para explorar trilhos pedestres, rotas de bicicleta e outras atividades ao ar livre.

Além da sua beleza natural, Carregal do Sal tem também um rico património histórico e cultural. A gastronomia local é outro atrativo imperdível, com sabores que remetem à tradição, como o cabrito assado, o arroz de carqueja ou os doces conventuais. Em Carregal do Sal, cada visita é uma oportunidade de descobrir o encanto das pequenas terras portuguesas, onde o tempo parece passar mais devagar e a alma encontra serenidade.

Cabanas de Virtiato

Sui generis pela toponímia, não fosse por aí Viriato andar nas suas andanças pastoris a correr pelos lameiros das redondezas, Cabanas não é menos conhecida pelo facto de aí se realizar a famosa “dança dos cus”! Um cartaz turístico a não perder, por alturas de todos os carnavais.

Ilustre cabanense, Aristides de Sousa Mendes viria a ser o protagonista, com todo o mérito de uma humildade única de uma figura aristocrática. Foi cônsul em Bordéus e vive uma história que se encarrega de o elogiar. Concedeu um número sem fim de vistos de entrada em Portugal a refugiados oriundos de várias nacionalidades que fugiram de França na década de 40 do séc. XX.

Hoje, a Casa de Aristides de Sousa Mendes, conhecida também por Casa do Passal, atual Museu Aristides de Sousa Mendes encerra memórias vivas de muitas histórias de humanidade. Recomendamos a visita.

Nós, seguimos, agora, em direção a Oliveira do Hospital, com uma paragem especial para visitar, e provar, no Museu do Azeite.

Oliveira do Hospital

Oliveira do Hospital surpreende pela harmonia entre natureza, património e autenticidade. Envolta por vales verdejantes e rios cristalinos como o Alva e o Alvoco, esta localidade oferece paisagens de cortar a respiração e um ambiente de tranquilidade rural, ideal para quem procura fugir do ritmo acelerado das grandes cidades. É também ponto de partida perfeito para explorar as aldeias e os trilhos serranos das redondezas.

Ao passear pelo centro histórico, percebe-se a riqueza cultural que marca esta terra. As ruas estreitas de calçada conduzem a igrejas seculares, como a Igreja Matriz e a Capela dos Ferreiros, e a edifícios que testemunham a importância de Oliveira do Hospital ao longo dos séculos. A herança judaica também está presente, com vestígios da antiga judiaria que revelam a convivência de diferentes culturas na formação da identidade local. Visitas ao Parque dos Marmelos ou ao Pelourinho são imperdíveis.

Além da história, a gastronomia é um dos grandes atrativos da região. Pratos como o cabrito assado, os enchidos tradicionais e os queijos são acompanhados por azeites de excelência. Os sabores autênticos são celebrados em restaurantes acolhedores e nas várias festas e feiras ao longo do ano, onde produtores locais dão a provar o melhor da terra.

Oliveira do Hospital é, acima de tudo, um destino de encontros genuínos.

Seja numa conversa com os habitantes ou numa caminhada pelos trilhos do Xisto, o visitante sente-se acolhido e envolvido por uma sensação de pertença.

Museu do Azeite

O Museu do Azeite é uma paragem obrigatória para quem deseja conhecer a fundo a história, a cultura e a importância do azeite na gastronomia e identidade mediterrânicas. O espaço proporciona uma viagem sensorial e informativa, onde os visitantes podem explorar desde os métodos tradicionais de extração até às tecnologias modernas, sempre com destaque para a qualidade e tradição do azeite português.

https://www.youtube.com/watch?v=kcR2fMl1aPk

A visita ao museu é envolvente e interativa, ideal tanto para curiosos como para verdadeiros apreciadores deste “ouro líquido”. Entre os objetos antigos, vídeos explicativos e provas de azeite, o percurso culmina com uma nova perspetiva sobre o impacto do azeite na vida quotidiana e na economia local.

A simpatia e profissionalismo de toda a equipa do Museu do Azeite é um dos segredos deste espaço.

Durante a nossa passagem, tivemos oportunidade de conhecer um dos fundadores e de ser acompanhados pela sua filha numa visita interessantíssima ao espaço. A experiência completa-se com uma refeição no Olea, o restaurante situado nas instalações do próprio museu. Com uma carta inspirada na cozinha regional e ingredientes sazonais, o Olea homenageia o azeite em cada prato, desde entradas criativas até sobremesas surpreendentes.

Ruínas Romanas de Bobadela

Explorar as Ruínas Romanas de Bobadela é como tocar no passado glorioso de uma antiga “splendidissima civitas”. Localizado no centro da aldeia homónima, este conjunto monumental, classificado como Monumento Nacional desde 1936, revela vestígios impressionantes.

Um dos destaques mais notáveis é o Anfiteatro Romano, o único escavado em Portugal, talhado no afloramento rochoso, com uma arena elíptica rodeada por um muro. Construído no século I e em uso até ao final do século IV, este espaço de espetáculos mediava lutas de gladiadores e eventos públicos.

As Ruínas Romanas de Bobadela são um tesouro arqueológico único em Portugal.

A visita ganha ainda mais profundidade com a paragem no Centro Interpretativo de Bobadela Romana, mesmo ali ao lado, onde se pode compreender melhor toda a estrutura urbana, a dinâmica administrativa da “civitas” e as motivações históricas da sua evolução.

Tempo agora para uma pausa na viagem, para relaxar e aproveitar o melhor da hospitalidade desta região no Aqua Village Health Resort & Spa.

Ponte das Três Entradas

O segundo dia da nossa viagem começa com a passagem por um dos locais mais curiosos do país: a Ponte das Três Entradas. O que a torna única é o facto de ter três acessos distintos que convergem num único ponto central, formando um “Y” perfeito sobre o Rio Alva. Esta configuração invulgar permite a ligação entre três localidades diferentes — Oliveira do Hospital, São Paio de Gramaços e Lourosa — tornando-a não só uma peça de engenharia interessante, mas também um símbolo de união e interligação entre comunidades.

Construída em meados do século XX, a ponte destaca-se tanto pela sua funcionalidade como pela paisagem natural que a envolve, atraindo visitantes e curiosos.

Depois da Ponte das Três Entradas, começa a história de aldeias, ali ao lado, que desafiam a arquitetura de granito e de xisto. À medida que saímos do vale, olhamos para trás e fica a sensação de vastidão que deixámos, mas que, de repente, nos deixa descobrir o outro lado do país. Um lado cheio de segredos, como a nossa próxima paragem…

Poço da Broca da Barriosa

O Poço da Broca da Barriosa é um dos “segredos” mais bem guardados do sopé da Serra da Estrela. Situado perto da aldeia de Barriosa, em Vide, esta cascata, com cerca de 10m de queda, resulta de uma intervenção humana iniciada há mais de 200 anos: o desvio do curso da ribeira de Alvôco para fins agrícolas mediante escavações em xisto. Esse desnível forçou a criação de uma queda de água e um profundo poço natural que hoje forma uma autêntica praia fluvial de águas cristalinas e refrescantes. Vamos a banhos?

O ambiente envolvente é de grande biodiversidade, onde é possível avistar aves como melros‑peixeiros, garças‑cinzentas e guarda‑rios, bem como a presença ocasional de lontras nas margens. Nas imediações, o restaurante “Guarda‑Rios” oferece uma esplanada com vista privilegiada para a cascata, servindo cozinha tradicional portuguesa. Um ponto de paragem que não pode perder na sua viagem pela EN230, já a caminho de Unhais da Serra.

Unhais da Serra

O encadeado das curvas não dá descanso até Unhais da Serra onde a tranquilidade das termas convida a uns últimos momentos antes de chegarmos à Covilhã. Unhais é uma pitoresca vila conhecida pela sua beleza natural e autenticidade beirã. As termas oferecem uma experiência única de bem-estar em plena montanha. Inseridas no moderno H2otel Congress & Medical Spa, combinam tradição e inovação, aproveitando os recursos hidrotermais da região num ambiente de luxo e tranquilidade.

O complexo termal é equipado com piscinas dinâmicas, circuito de hidroterapia, banhos turcos, sauna, e várias opções de massagens e tratamentos. Aqui, a experiência termal aqui vai muito além da saúde física — é também um convite ao relaxamento profundo, em comunhão com a paisagem da Serra da Estrela.

No inverno, a paisagem coberta de neve confere às termas um ambiente ainda mais mágico.

Além das termas, Unhais da Serra oferece trilhos pedestres, a gastronomia típica serrana e um acolhimento caloroso por parte da população local.

A junção entre tradição rural e modernidade no bem-estar faz desta vila um destino de eleição para quem procura recuperar energias e viver uma experiência sensorial completa em plena natureza. Um lugar que, sem dúvida, merece uma paragem mais pausada.

Tortosendo

Já na reta final da viagem, entre Unhais da Serra e Covilhã, passamos por Tortosendo, vila com forte tradição industrial. Ainda se veem os vestígios das antigas fábricas de lanifícios, agora em ruínas ou reconvertidas, testemunhos de um passado produtivo. A paisagem urbana contrasta com o que vimos até agora, mas há algo de fascinante neste lugar e perfeito para pôr à prova o lado mais dinâmico e potente deste Nissan Ariya: o Kartódromo do Tortosendo!

Com um sistema elétrico de dois motores — um em cada eixo — que entrega 306cv e 600 Nm de binário, o SUV surpreende pela resposta instantânea e a aceleração vigorosa, atingindo os 0–100 km/h em apenas 5,7 segundos.

O modo Sport do Nissan Ariya e-4ORCE traz à tona todo o seu potencial.

A dinâmica de condução no kartódromo foi aprimorada pelo controlo de travagem individual em cada roda, que minimizou subviragens e sobreviragens, resultando em trajetórias limpas e seguras. Em modo Sport, sentia-se claramente o impulso extra, com o acelerador a libertar todo o seu potencial.

Covilhã

Quase 204Km depois, a cidade da Covilhã recebia-nos de braços abertos. Situada na encosta oriental da Serra da Estrela, a cidade surpreende quem a visita, conjugando história industrial, inovação académica e uma vibrante expressão artística urbana.

Ao chegar, é impossível não notar as imponentes obras de arte urbana que cobrem fachadas inteiras de edifícios — um verdadeiro museu ao ar livre. Estas intervenções, promovidas por iniciativas como o WOOL – Festival de Arte Urbana da Covilhã, deram nova vida ao centro histórico e contam histórias da cidade, das suas gentes e das suas raízes ligadas à indústria dos lanifícios. Murais de artistas como Bordalo II, Tamara Alves ou Mr. Dheo transformaram ruas esquecidas em pontos obrigatórios de visita e fotografia.

A Universidade da Beira Interior, instalada em antigos complexos fabris, é outro dos marcos que redefinem a identidade contemporânea da Covilhã. A reabilitação dos edifícios industriais para fins académicos é também um símbolo de como a Covilhã soube reinventar-se, honrando o passado e investindo no conhecimento, na ciência e na cultura.

Uma visita ao Museu dos Lanifícios e à antiga Real Fábrica de Panos é essencial.

Localizados no coração da UBI, estes espaços museológicos oferecem uma viagem pelo passado industrial da Covilhã, desde os tempos da monarquia até ao século XX. Máquinas, documentos, tecidos e reconstituições de ambientes de trabalho mostram como a lã moldou a paisagem, a economia e o modo de vida da região. O som das máquinas, os odores dos materiais e o engenho da produção têxtil são memórias preservadas com detalhe e sensibilidade.

Um pouco mais adiante, encontramos o New Hand Lab, um espaço fascinante instalado num antigo edifício fabril, que hoje funciona como incubadora de criatividade e inovação. Artistas, designers e empreendedores partilham aqui um laboratório de ideias, onde o passado têxtil se cruza com o design contemporâneo, a arte digital e a produção manual.

As visitas ao New Hand Lab permitem conhecer ateliês em funcionamento, exposições temporárias e até participar em workshops — tudo com o pano de fundo de uma arquitetura industrial recuperada com respeito e modernidade.

A Covilhã revela-se assim como uma cidade de contrastes harmoniosos: entre o antigo e o novo, o saber e a criação, a indústria e a arte. Uma visita que ultrapassa os roteiros turísticos tradicionais e oferece uma experiência cultural rica, autêntica e em constante reinvenção.

Mais do que uma estrada, a EN230 é uma experiência

Fazer a EN230 de Aveiro à Covilhã é muito mais do que ligar dois pontos no mapa. É um percurso de identidade, de contraste, de encontro com a terra e com as suas gentes. É também o cenário ideal para experienciar as capacidades de um automóvel como o Nissan Ariya e-4ORCE – silencioso, confortável, eficiente e, sobretudo, com uma condução envolvente.

Venha daí fazer esta viagem!

Ao longo dos cerca de 204km, não faltaram paisagens de cortar a respiração, aldeias com história, e recantos de natureza pura. Uma viagem que pode ser feita em poucas horas, mas que vale a pena saborear lentamente, em dois ou até três dias, para absorver cada curva e cada paragem.

As nossas sugestões para dormir, comer e carregar pela EN230

Seja para um fim de semana prolongado, seja para uma escapadinha espontânea, esta e-Roadtrip pela EN230 é daquelas experiências que ficam na memória. Atreve-se?