O novo VW T-Roc 1.5 eTSI foi desenhado por um homem habituado a fazer os McLaren. E é produzido em Portugal, como o primeiro. Por outro lado, o gestor de produto fechou na casa de banho os homens da contabilidade para nos oferecer um carro que está melhor. E recomenda-se vivamente para quem quer ter um SUV.
A importância do T-Roc mede-se por isto: mais de dois milhões de unidades vendidas desde 2017. E de acordo com os dados atuais, está no segundo lugar no ranking de vendas da VW, atrás do Tiguan.

Por outro lado, esta segunda geração desta verdadeira máquina de fazer dinheiro aterra num planeta congestionado. Onde existe tanta oferta que a decisão da escolha é sempre complicada. O que fez a VW para destacar o T-Roc? Pouco, pois já todos sabemos que quando toca a renovar, escolhem sempre a evolução e nunca revolução.

Evolução sensível do VW T-Roc
Assim sendo, mesmo sendo o homem que desenhou os últimos McLaren a tomar conta do lápis e da borracha, o T-Roc só evoluiu. Porém, reconheço sem dificuldade, evoluiu no sentido certo. Está mais agressivo, as luzes diurnas redondas desapareceram e os faróis ficaram mais estreitos. Para mal dos nossos pecados, lá está a barra de luz dianteira com o logótipo VW em destaque. Que tem replica na traseira com o símbolo VW. Enfim, como diria alguém, andamos a fazer de painel publicitário.

Por outro lado, o novo T-Roc está maior 122 mm, o que se reflete no espaço para as pernas, que cresce 30 mm, e na bagageira que oferece mais 30 litros, num total de 475 litros. O banco é rebatível na proporção 40/20/40 e o fundo oferece a possibilidade de ser usado em duas posições. A largura (9 mm) e a altura (9 mm) também cresceram.

Motor 1.5 litros com hibridização competente
Por baixo do capô está o bloco 1.5 litros TSi na versão de 116 cv com hibridização ligeira. Ou seja, não há fichas para cargas de bateria, tudo é feito debaixo do capô. Não há caixa manual – nem o carro foi pensado para ter uma unidade manual – e a caixa DSG recebeu injeção de adrenalina. Com toda a certeza para evitar ser sonolenta como sucede em outros modelos da VW.

O VW T-Roc 1.5 eTSI arranca sem o barulho habitual do motor de arranque e o motor murmura até que tomemos a decisão de aumentar o ritmo. Como haverá excesso de peças para os modelos ID, a alavanca da caixa está na coluna de direção e é igual à de um modelo ID. E já que falamos nisso, olhemos para o interior.
Acreditem que senti uma sensação de alívio quando me sentei ao volante. Há quatro botões para os vidros elétricos (viva!) e os puxadores das portas estão integrados no apoio de braços. Funcionam de forma lógica e nem precisam de grande habituação. Por outro lado, o painel de instrumentos tem um tamanho normal, o mesmo se passando com o ecrã central.

Interior do VW T-Roc renovado
O volante, graças a Deus, tem botões convencionais. Só falta acabar com os botões hápticos para as luzes – não faz mal pois raramente mexemos nele – e do aumento do som. Mas, a VW está no bom caminho! Até o ecrã central está mais lógico, pese embora alguns menus estarem num sequencia pouco clara. Mas não se preocupe: o Android Auto e o Apple Car Play sem fios funcionam na perfeição.

Dizer, apenas, que a posição de condução é excelente e que nos bancos de trás há muito espaço graças ao aumento de 28 mm na distância entre eixos. Dois passageiros é o número certo, três obrigam o terceiro elemento a sofrer um bocadinho.

Comportamento evoluiu no rumo certo
O comportamento do T-Roc melhorou e se não for muito vaidoso e deixar de lado as novas jantes de 20 polegadas, o conforto é ótimo. Por outro lado, o carro está mais refinado e quando exigimos mais dele, a frente revela-se sólida com o chassis a revelar-se ágil em curva com a estabilidade oferecida pelo bom controlo dos movimentos da carroçaria.

Com efeito, podemos “abusar” que o T-Roc suporta sem queixumes até ao limite em que, por segurança, surge a subviragem que aciona o ESP e nos devolve ao ritmo certo. Dizer, ainda, que os consumos nunca andaram acima dos 7 litros, com a média final do ensaio a ficar nuns excelentes 6,2 litros por cada centena de quilómetros.
Conclusão
Em síntese, devo dizer-lhe que o T-Roc é dos melhores SUV do segmento e o preço de 33.592 euros acaba por ser um valor justo para o nível de equipamento que oferece nesta versão Life. A versão ensaiada acrescenta algum equipamento que, mesmo assim, deixa o preço abaixo dos 40 mil euros.
Ficha Técnica

1498 cm3
Cilindrada
300 Nm
Binário Máximo
116 cv
Potência

10,6 s
0-100 KM/H
196 km/h
Velocidade Máxima

5,5 l/100 km
Combinado
6,2 l/100 km
Registado
126 g/km
Emissões CO2

33.592€
Base
39.192€
Ensaiado
Estilo, qualidade, motorizações
Alguns botões hápticos, alguns materiais




