Nissan Juke. O pioneiro voltou e está melhor que nunca!

Uma década após ter criado o segmento B-SUV, o Nissan Juke suge agora completamente novo. Com mais concorrência no mercado estará ele preparado para marcar posição?

Nissan
B-SUV
Nissan Juke N-Design 1.0 DIG-T

Dez anos depois de ter criado um segmento, o Nissan Juke tem finalmente direito a uma nova geração. Em 2010 a Nissan apresentou um veículo de segmento B, mas com um estilo SUV e uma traseira descendente, inspirada nos coupes. Com um estilo marcante (para o bem e para o mal…) o Juke tinha uma frente marcada pelos distintos grupos ópticos, uns colocados no topo do capot e outros na frente do para-choques frontal. A Nissan completava a sua gama de crossovers, depois do Qashqai e X-Trail, e lançava a primeira “pedra” de um segmento muito popular, o B-SUV. É também aqui que se inserem os protagonistas do nosso último comparativo.

Tudo novo

Nesta segunda geração muito mudou. A plataforma é nova e partilhada com o Renault Captur. As dimensões aumentaram, especialmente a distância entre eixos. O estilo mantém-se distinto, mas numa lógica de evolução face ao modelo precedente, com uma dianteira marcada pelos faróis redondos e uma linha de cintura alta. Os arcos de roda majorados reforçam a impressão de largura e tornam-no mais robusto.

No interior as quotas de espaço foram muito melhoradas de tal forma que quem viaja atrás tem mais espaço para cabeça e pernas, mesmo que exista uma reduzida superfície vidrada, tal como acontece com o Toyota C-HR, embora este no segmento superior – o novo Toyota Yaris Cross será o concorrente direto para o Juke. O passageiro do meio não sofre com o túnel central, pouco pronunciado.

Novo Nissan JUKE acabado de chegar!

Disponivel com quatro niveis de equipamento, muitos opcionais e uma edição especial, o novo Nissan Juke já pode ser encomendado a partir de 19 900€.

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Mais espaço e boa bagageira

À frente, o espaço é correto, uma das fortes evoluções desta geração. A visibilidade traseira e a 3/4 é reduzida, consequência do desenho do Juke. Na parte superior do interior encontramos materiais de toque suave, com a Alcântara a ser utilizada no meio do consola e na zona da caixa de velocidades, ao passo que na parte inferior encontramos materiais mais duros. O mesmo acontece nas portas.

A bagageira tem 422 litros e possui um fundo falso ajustável em duas posições. É fácil encontrar a posição de condução, com banco e volante a terem ajustes suficientes e este último com uma boa pega.

Bom trabalho de suspensão

O Nissan Juke está exclusivamente disponível na versão 1.0 DIG-T e pode ser equipado com uma caixa manual de seis velocidades ou uma automática de dupla embraiagem de sete relações. Foi esta última que utilizamos neste ensaio. O motor de três cilindros turbo debita 117 cv, 180 Nm de binário e passa poucas vibrações aos comandos.

Os consumos durante o nosso teste ficaram-se pelos 7,5 l/100 km, uma cifra que não se pode considerar baixa, mas que está alinhada com a concorrência. Exceção feita às versões híbridas que recorrem à ajuda do motor elétrico para se exibirem com melhores consumos. Tradicionalmente sensível a variações de andamento, o 1.0 DIG-T pode ser “menos guloso” recorrendo ao modo Eco que oferece uma calibração mais suave do acelerador.

A utilização citadina é facilitada pelos comandos leves, apesar da visibilidade exterior não ser referencial. O Nissan Juke é fácil de levar e as câmaras de estacionamento 360º dão uma ajuda importante nas manobras. A maior dificuldade prende-se mesmo com o reduzido ângulo de viragem da direcção, possivelmente resultado da montagem das enormes jantes de 19″.

Ágil mas confortável

O trabalho que os técnicos da Nissan realizaram na suspensão pode considerar-se positivo, dado que o Juke é um carro confortável onde só em zonas de muito mau piso sentimos algumas pancadas, o que é maximizado nesta versão de equipamento em virtude das jantes de 19″ com pneus de perfil 45. Um compromisso para a estética, mas claramente sobre dimensionadas.

Se retirarmos o Juke da sua zona de conforto e colocarmos algumas questões ao chassis, em ritmos mais rápidos, encontramos uma boa relação entre conforto e comportamento, com o Nissan a adornar pouco em curva e a manter uma atitude neutra, apoiado nos pneus. Com o modo Sport selecionado e a fazer uso das patilhas da caixa automática, o Juke tem um comportamento ágil, e que nos agradou.

Muito mais tecnologia…

O Juke está equipado de série com o sistema Nissan Connect, que incorpora ligações Apple Carplay e Android Auto, tendo como opcional a navegação da marca japonesa (300€). O sistema é controlado por um ecrã colocado no centro do habitáculo que, infelizmente, revelou demasiados reflexos quando o sol nele incide. Os menus são simples, mas alguns ícones são demasiado pequenos, o que dificulta o manuseamento durante a condução. A definição dos mapas também não está ao nível do melhor que se encontra no segmento, mas o conjunto não mancha o bom produto que é o Nissan Juke, muito melhor agora nesta nova geração. Temos disponíveis úteis portas USB na dianteira e na traseira, falha de alguns concorrentes que deixam assim o Juke em vantagem.

Adicionalmente, a unidade ensaiada estava equipada com o sistema Propilot, que agrupa as assistências à condução da Nissan. Composto por um avisador de ângulo morto, um assistente de manutenção na faixa, um cruise-control adaptativo com stop-go e um sistema anti-colisão frontal. Estes auxiliares são ativados através do volante e têm um funcionamento correto, trazendo um importante pacote tecnológico para o Juke. Disponível como opcional, e incluindo as câmaras 360º custa 1300 €.

… e muito mais equipamento!

Na versão ensaiada N-Design, o equipamento de série apresenta-se em muito bom nível. O ar condicionado automático, as jantes de 19″, a iluminação LED, o acesso sem chave, os estofos em pele/Alcântara e a conexão para smartphones já estão incluídas. Nos opcionais encontramos o som BOSE (600€), que se destaca por ter as colunas integradas nos encostos de cabeça dos bancos dianteiros, e o referido pack Propilot (1300€).

O Nissan Juke N-Design 1.0 DIG-T com caixa DCT pode ser adquirido a partir de 22 650 €. Com os opcionais incluídos, bem como a pintura Burgundy Red (550€) a unidade do nosso ensaio tinha um preço de 28 900 €.

Contudo, este é um valor que se pode considerar alto para o segmento, mas que pode ser mitigado pelos incentivos comerciais que a Nissan habitualmente oferece no mercado nacional, e que podem ir até aos 5000€. É o caso dos 1000€ extra para retoma ou para recurso ao produto de financiamento da marca.

Conclusão

Completamente renovado o Nissan Juke apresenta-se, nesta bem equipada versão N-Design, muito mais preparado para manter as vendas no segmento que criou. Sem descurar uma imagem muito diferente do habitual, foi capaz de evoluir em parâmetros relevantes à utilização familiar, tais como no espaço, no conforto, no comportamento e na tecnologia. O motor 1.0 turbo a gasolina permite-lhe um desempenho regular e alinhado com a concorrência, aqui com uma eficaz caixa automática.

Ficha Técnica

Cilindrada

999 cm3

Cilindrada

180 Nm

Binário Máximo

117 cv

Potência

Cilindrada

11,1 s

0-100 KM/H

180 km/h

Velocidade Máxima

Cilindrada

6,4 l/100 km

Combinado

7,5 l/100 km

Registado

145 g/km

Emissões CO2

Cilindrada

19 900€

Base

28 900€

Ensaiado


Thumbs UpComportamento. Conforto. Equipamento.

Thumbs DownPreço. Ângulo de viragem.