O maior Mini da longa história da marca construída ao longo de 67 anos é um grande Mini, do espaço à tecnologia, do estilo interior ao estilo interior. Não dá para ignorar que este Mini é grande em muitas coisas… Por isso, este ensaio ao Mini Countryman SE ALL4 destaca o muito de bom que este automóvel tem para oferecer apesar do preço… mais salgado!

Quando foi lançado, em 2010, o Mini Countryman deixou alguns estupefactos, outros desiludidos e muitos irritados. Ora essa, onde já se viu um Mini com mais de quatro metros e quatro lugares! Porém, a ideia de um Mini crossover vingou e apesar da marca pertença do grupo BMW ter tergiversado para fora do objetivo inicial com a criação do Paceman, a versão coupé do Countryman, o modelo tem sido um sucesso.



Mini Countryman SE ALL4 é um automóvel de extremos
Passados 16 anos desse lançamento que tanto amofinou os conservadores, ai está a terceira geração que carrega consigo o fardo da eletrificação. Por outro lado, foi o primeiro modelo da marca a adotar a nova linguagem de estilo “Charismatic Simplicity”. E vou falar um pouco disso… pois, não há forma de o dizer suavemente, o Countryman é um automóvel de extremos. Ou se gosta ou se odeia, particularmente alguém como eu que tem um Countryman original. Querem saber a minha opinião? Leia até ao fim…

Em primeiro lugar, é o maior de sempre com quase 4,5 metros de comprimento. São mais 13 cm que o modelo anterior e quase 35 cm mais que o original! Em segundo lugar, o Countryman deixou o estatuto de crossover para se assumir como um SUV e logo o topo de gama. Finalmente, adaptou-se aos tempos modernos e é oferecido com motorização 100% elétrica, alvo deste ensaio.

Segmento movimentado
Inevitavelmente, o Mini Countryman SE 4ALL entra num segmento movimentado com rivais para todos os gostos e feitios onde se contabilizam duas dezenas de propostas. Sendo assim, qual é a mais valia deste modelo? Desde logo o facto de se destacar da multidão. Depois, os faróis ampliados que embora pareçam saídos de um jogo tipo Minecraft, são eficazes.


Como disse, há três assinaturas luminosas que nos dão as boas-vindas e se despedem de nós. Finalmente, há pouco a diferenciar as versões térmicas das elétricas. Um pequeno detalhe que pode parecer inútil: o painel que está no pilar C e que pode ser olhado como supérfluo.

Mas não é e permite que nos fixemos nos detalhes e não no tamanho do Countryman. O que é igual é a longa lista de opcionais que, inevitavelmente, atira o preço final para valores exagerados. Mas já lá vamos…

Interior rico em pormenores
Olhemos, agora, para o interior, rico em pormenores. E aqui tenho de elogiar de forma sincera os engenheiros e a equipa de estilo da Mini. Mantendo o enorme ecrã central – é assim desde o primeiro Mini – agora com 240 mm de diâmetro e repleto de coisas divertidas. A parte de cima mostra a velocidade e informações do veículo, embora possa visualizar tudo em modo gigante.







Depois há uma pequena barra de menus com vários controlos, num sistema que tem alguma dificuldade em se compatibilizar com o Apple CarPlay e o Android Auto. O volante tem um dos braços feitos em tecido e o nome “John Cooper Works” que aqui é uma versão de equipamento. Finamente, há uma zona com vários botões, entre eles o que dá partida ao sistema. Reconhecimento de voz (Hey Mini) está disponível bem como o Spike, um personagem virtual com aspeto canino que pode lhe fazer companhia.

Diversos modos de condução no Mini Countryman SE ALL4
Há nove modos de experiência no Countryman: Core, Green, Go-Kart, Personal, Vivid, Timeless, Trail e Balance. Faça o favor de descobrir um por um… não tenho páginas para lhe contar tudo… e nem barriga que já doi de tanto rir. Poderá estar a pensar que é um exagero… mas não é! Os homens da Mini estão de parabéns!

Na bagageira há 460 litros de capacidade, que se estende a 1450 litros com os bancos rebatidos. O banco traseiro mexe-se sobre calhas 130 mm para mais espaço para as pernas ou mais espaço para a bagagem. No que toca ao comportamento, trava, acelera e curva de forma fluída e eficaz de uma forma espetacular atendendo ao peso superior a duas toneladas.
Conclusão
Na gama Mini há outro modelo que poderia desafiar este Countryman. Falamos do Aceman já ensaiado pelo Escape Livre. Porém, com uma autonomia semelhante, este Countryman SE 4All faz mais sentido pelo espaço oferecido, enorme para um Mini. O “elefante na sala” é o preço… sem extras, fica por mais de 50 mil euros e para ter um carro igual ao deste teste, o preço final fica para lá dos 66 mil euros. É caro? Diria que sim, porém, olhando a tudo o que oferece, o preço faz algum sentido... mesmo para um Mini!
Ficha Técnica

66,5 kWh
Bateria
22 kW
Max AC
130 kW
Max DC

494 Nm
Binário Máximo
306 cv
Potência

5,6 s
0-100 KM/H
180 km/h
Velocidade Máxima

18,2 kWh/100 km
Combinado
21,1 kWh/100 km
Registado

51.544€
Base
66.519€
Ensaiado
Desempenho, espaço, versatilidade, condução
Preço, peso, conforto em cidade




