Com o Ford BlueCruise conduzir em autoestrada sem tocar no volante deixou de ser ficção científica. Com toda a certeza é uma realidade já disponível em vários modelos Ford. E também em Portugal! Esta nova tecnologia da Ford de assistência à condução de Nível 2, promete tornar as viagens longas mais seguras, relaxadas e confortáveis. E não está só disponível nos modelos de topo… o Puma também recebe este Ford BlueCruise.
Lançado inicialmente no Reino Unido e hoje presente em mais de uma dezena de mercados europeus, o BlueCruise tornou-se um dos sistemas de condução assistida mais ambiciosos da indústria automóvel.

Mas, afinal o que é o Ford BlueCruise?
De acordo com a Ford, o BlueCruise é um sistema avançado de assistência à condução (ADAS). Que, com toda a certeza, permite ao condutor libertar as mãos do volante em troços de autoestrada pré-mapeados, conhecidos como “Blue Zones”.

Não se trata de um simples regulador de velocidade adaptativo com um nome mais apelativo. Com efeito, o sistema combina três tecnologias fundamentais: cruise control adaptativo, assistência à manutenção na faixa de rodagem e reconhecimento de sinais de trânsito. Dessa maneira consegue gerir de forma coordenada a aceleração, a travagem e a direção do veículo.

Por outro lado, é importante sublinhar algo que a própria Ford faz questão de destacar. O BlueCruise não é um sistema de condução totalmente autónoma. Apesar de ser um sistema de mãos livres, faz parte do estágio “mãos livres, olhos na estrada”. Dessa forma, o condutor pode largar o volante, mas continua obrigado a manter a atenção ao ambiente envolvente e pronto a retomar o controlo a qualquer momento.
Como funciona na prática?
O funcionamento do BlueCruise assenta numa combinação de radares, câmaras e sensores espalhados pelo veículo. Desse modo, uma câmara voltada para a frente é responsável por identificar as marcações da faixa de rodagem e os sinais de velocidade. Por outro lado, os radares detetam e seguem a posição e a velocidade dos veículos em redor.

O elemento mais distintivo do sistema, contudo, está voltado para dentro do habitáculo. Uma câmara direcionada ao condutor monitoriza continuamente a direção do olhar e a posição da cabeça — mesmo quando este usa óculos de sol. Esta vigilância permanente é a condição que torna possível a condução sem mãos. Desde que o sistema detete que o condutor desviou a atenção da estrada durante demasiado tempo, emite avisos progressivos. Podendo, mesmo, desativar o modo mãos-livres.

Por outro lado, ativar o sistema é simples: basta um toque num botão dedicado no volante. Antes de fazer a transição, o veículo confirma automaticamente que as marcações da faixa estão visíveis, que o condutor tem os olhos na estrada e que as restantes condições — como a geolocalização numa Blue Zone reconhecida — são apropriadas.
Vale a pena referir que o desempenho do sistema pode ser afetado por condições adversas. Chuva intensa, nevoeiro cerrado, neve ou sinalização horizontal degradada podem comprometer a perceção das câmaras. Desse modo, pode ser impedida a ativação do modo mãos-livres ou provocar a sua desativação a meio da viagem.

Um marco regulatório europeu
De conformidade com os registos da própria marca, a Ford tornou-se em 2023 o primeiro construtor automóvel a obter aprovação das autoridades europeias para comercializar um sistema de condução autónoma de Nível 2.
A estreia do BlueCruise na Europa aconteceu no Reino Unido, alastrando pouco depois a outros mercados do continente, onde está incluído Portugal.
O sistema está aprovado, neste momento, para utilização em dezasseis mercados europeus: Alemanha, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Espanha, França, Grã-Bretanha (excluindo a Irlanda do Norte), Grécia, Hungria, Itália, Noruega, Países Baixos, Polónia, Portugal, República Checa e Suécia.
Por outro lado, as chamadas Blue Zones abrangem, neste momento, mais de 135 mil quilómetros de autoestrada nestes países. E de acordo com a Ford, condutores de veículos Ford e Lincoln já percorreram, a nível global, mais de 888 milhões de quilómetros utilizando o sistema.
Quais são os modelos disponíveis com o Ford BlueCruise?
O BlueCruise nasceu associado ao Mustang Mach-E, o primeiro modelo Ford a incorporar a tecnologia. Desde então, a marca tem vindo a alargar progressivamente a sua oferta:
- Mustang Mach-E — o pioneiro, equipado com a versão mais recente do sistema, BlueCruise 1.5.
- Explorer — nos mercados norte-americanos, a geração 2026 passou a contar com BlueCruise 1.5, incluindo a novidade da Mudança Automática de Faixa, que permite ao veículo iniciar ultrapassagens sem necessidade de o condutor acionar o pisca.
- F-150 e F-150 Lightning — equipados com BlueCruise 1.4, que recorre à função Lane Change Assist, exigindo um toque no pisca para sugerir a mudança de faixa.
- Expedition — também com a versão 1.4 do sistema.
- Puma, Puma Gen-E, Kuga e Ranger PHEV — os quatro modelos que passam a integrar o BlueCruise no mercado europeu, incluindo Portugal.
A apresentação oficial em Portugal, feita em Lisboa, confirmou já a disponibilidade nas versões automáticas do Puma e do Kuga, bem como no Puma Gen-E; o Ranger PHEV deverá ser o próximo a receber a tecnologia. Em Portugal, o sistema cobre atualmente cerca de 95% da rede de autoestradas — perto de 4.100 quilómetros de vias rápidas.

Quanto custa em Portugal?
O BlueCruise não vem incluído de série no preço do veículo, funcionando por subscrição. No Mustang Mach-E, pioneiro da tecnologia, os clientes têm direito a um período experimental gratuito de 90 dias. Findo esse período podem optar por uma subscrição mensal de 24,99 euros ou por um plano anual (que tem oscilado, consoante a campanha, entre os 280 e os 300 euros).
Ao passo que o sistema chegou ao Puma, Puma Gen-E e ao Kuga, a Ford já revelou os preços para o mercado português. Depois do período experimental gratuito de 90 dias, mantêm-se três modalidades de subscrição: mensal, 24,99 euros; anual, a 280 euros; ou uma licença vitalícia. Dessa maneira, mediante pagamento único, fica ativado o sistema de forma permanente sem necessidade de renovações.
Há ainda uma segunda via de acesso à tecnologia, pensada para quem a quer ter já ativada de fábrica: as novas versões BlueCruise Edition, que incluem o sistema ativado de origem e sem qualquer subscrição futura associada.
Em termos de preços de entrada, os modelos elegíveis para o BlueCruise arrancam nos 23.080 euros para o Ford Puma, 29.670 euros para o Puma Gen-E e 34.470 euros para o Kuga Titanium PHEV. Para quem já possui um destes modelos e pretende equipar versões que não incluem o sistema de série, a Ford disponibiliza o pacote Tech BlueCruise por 1.470 euros. Já as edições especiais BlueCruise Edition, com o sistema ativado permanentemente, têm preços a partir de 29.200 euros no Ford Puma 1.0 mHEV Auto, 32.990 euros no Puma Gen-E e 39.400 euros no Ford Kuga 2.5 PHEV Auto.






