Sobranceiro à cidade, no alto da Serra das Meadas, há um paraíso gastronómico com vista privilegiada para o Douro que merece a sua visita. Subimos até lá com o Suzuki Vitara Mild-Hybrid 48V e fomos provar os pratos da “Dona Aninhas”, sabores de fazer lamber os dedos. Uma viagem até ao Restaurante Paraíso Douro que, com toda a certeza, despertou os sentidos e nos deixou com uma vontade enorme de voltar.
Quando o restaurante da família em Lamego se tornou pequeno para tanta procura, o pai, João Paixão, subiu à Serra das Meadas em busca de mais espaço. Dessa forma, descobriu um lugar paradisíaco sobre o rio Douro onde construiu um restaurante e um espaço para eventos com alojamento próprio – o seu Paraíso Douro. Para lá chegar, decidimos fugir da estrada principal e subir a serra por maus caminhos. E que bom que é andar por maus caminhos com este Vitara!

Um japonês híbrido a gasolina
Já falámos no início do ano das extraordinárias capacidades fora de estrada deste Suzuki e do seu sistema All Grip e, assim, o objetivo agora era testar a nova motorização Mild-Hybrid, que combina um 1.4 Boosterjet de 130cv a gasolina, com um motor elétrico de 10kW de potência e bateria de 48V.

Esta atualização foi ainda motivo para outros pequenos retoques, como novos faróis LED, capacidade de travagem regenerativa e a otimização do sistema stop-start. Tudo somado, a marca prometia reduções de consumos e emissões de 15% face ao modelo anterior. Além de cumprir essa promessa, conseguiu algo mais.

O novo sistema dota o Vitara de uma aceleração bastante mais musculada, graças à injeção imediata de binário que, aliada a uma suspensão eficaz e um elevado grau de aderência à estrada, sobretudo na versão de tração integral, resulta num comportamento ainda mais dinâmico, tanto dentro como fora de estrada. Resumindo, se já gostávamos, e muito, deste Vitara, é agora indiscutível de que se trata de uma das melhores propostas do segmento.

Do “pequeno tasco” a referência gastronómica
João e a esposa, Ana do Carmo, estão há 44 anos na restauração. Começaram com um pequeno “tasco” que servia lanches e que depressa se transformou numa referência gastronómica em Lamego, onde ainda servem refeições durante toda a semana. Mas, há 16 anos, os fins de semana são passados aqui, no alto das Meadas.

A Dona Aninhas, como é carinhosamente chamada, diz-nos que só está feliz a cozinhar. A simplicidade e a humildade com que nos abriu a porta da sua cozinha, revela bem os valores que estão na base de cada prato. Guardiã das receitas da família que hoje passa para a filha, Maria João, admite algum cansaço dos anos passados a servir, mas sempre que chega um elogio à cozinha “o cansaço parece que até nos larga”.

Portuguesa e caseira com toda a certeza
Cozinha tradicional portuguesa, claro está, caseira, sempre com produtos da região e os mesmos fornecedores há mais de 30 anos. Os legumes da época ditam as sopas da ementa e em cada altura do ano há uma diferente para provar. Aos domingos, por demanda popular, há sempre cabrito.

Mas também o Bacalhau com Broa e a Cataplana de Tamboril. E o arroz de forno não há igual, não o fizesse a Dona Aninhas ainda à moda antiga, como aprendeu da mãe. Na carta de vinhos, destaque natural para o Douro e os espumantes Raposeira, marca da terra.

E não podia faltar a doçaria tradicional, da Tarte de Lamego ao cobiçado Leite Creme que “ninguém faz como a mãe”, conta Agostinho, o filho que “cresceu debaixo das mesas do restaurante” e, juntamente com a irmã, herda diariamente os ensinamentos dos pais. Para ele, a “comida é uma experiência de memórias” que o faz recordar os anos de miúdo.

“Para se saber receber, é preciso saber dar”
O cuidado e a atenção empregue em cada detalhe fazem lembrar mais um pequeno restaurante de degustação que uma grandiosa sala de eventos, dos pastéis de bacalhau confecionados bem ali, à nossa frente, aos assados à beira da piscina.

Toda a equipa do Paraíso Douro é uma força da natureza movida pela vontade de bem receber. Aqui, os funcionários são “da família” e muitos já lá estão há mais de 20 anos. Fazem a casa mais pequena e nota-se o carinho e dedicação que têm por este lugar.

Aliar um belo prato a uma bela paisagem é motivo mais do que suficiente para atrair todo o tipo de eventos, sobretudo casamentos. O alojamento, com capacidade para 50 pessoas, que começou por ser apenas um apoio aos eventos, já ganhou vida própria. E em curso está um aldeamento com 10 pequenos bungalows e uma piscina interior aquecida.

“A comida é uma experiência de memórias”
O Paraíso Douro encontrou a receita perfeita. Localização magnífica, cozinha absolutamente deliciosa e a simpatia desta família, Paixão de apelido, e apaixonada pela arte de muito bem servir e ainda melhor receber.

Quanto a nós, trouxemos a barriga cheia e mais uma mão cheia de histórias para contar. Altura agora de nos sentarmos novamente ao volante do Vitara e regressarmos a casa. Mas a promessa de voltar está feita. E contamos consigo para se juntar a nós.



