Ao dar corpo às nossas paixões percebemos o trabalho que elas nos dão, mas, mais do que isso, sentimos o prazer que este ciclo perpetua. A Quinta Vale d’Aldeia é um exemplo inquestionável disto mesmo. Fomos até lá a bordo do Peugeot 3008, com conforto, eficácia e economia, predicados deste SUV da casa francesa.
Em 2009 faz-se a primeira vinificação desta adega. E já havia muito trabalho feito! Identidade nos terroirs e o compromisso latente de dois irmãos, José e João Amado, nascidos e criados na região. E, com toda a certeza, donos de uma paixão acesa pela agricultura. O nosso parceiro nesta viagem, o Peugeot 3008 tornou-se na referência do segmento. Razões suficientes para conhecer a primeira ao volante do segundo.

Peugeot 3008, um SUV com “garras de leão”
O design da grelha frontal torna-o ainda mais feroz que o seu antecessor, para o que muito contribuem as luzes verticais em forma de caninos. O habitáculo, um dos mais espaçosos do segmento, continua altamente tecnológico. O i-Cockpit recebe um monitor tátil com 10” a comandar todo o sistema de infoentretenimento, aliado ao painel de instrumentos digital em frente ao condutor.

Os sistemas de ajuda à condução e tecnologia a bordo são muitos, sobretudo nas versões de equipamento mais completas. O 1.5 BlueHDI de 130cv tem uma excelente relação com a caixa, manual, de 6 velocidades. Isto para quem gosta de pôr as mãos na massa… para os outros há uma caixa automática de 8. Apesar do peso e dimensões do 3008, os consumos são excelentes, muito também graças à função “velejar” da transmissão.

E foi a velejar que chegámos ao nosso destino, onde nos aguardava o Eng. José Revendo, enólogo da quinta. Foi possível beber o legado desta casa em cada palavra que partilhou connosco. Apesar de jovem, são já muitos anos dedicados à região. E à responsabilidade de dar identidade e qualidade a um vasto leque de referências diferentes de vinhos, todos os anos, sempre a crescer.

Quinta Vale d’Aldeia foi construída de raiz e pensada ao detalhe
Foi tudo construído de raiz, mas, mais do que isso, foi tudo pensado ao detalhe e isso prova-se todos os dias. As instalações e, claro, a equipa, são a espinha dorsal de uma produção efervescente, que se reinventa para capturar a essência das necessidades do consumidor.

E todos sabemos a quantidade de horas e dedicação que são necessárias para o interpretar de forma correta. Esta preparação, que se quer anual, começa em cada viagem feita, nas feiras em que estão presentes, nas conversas, no que descobrem e conhecem, mas, acima de tudo, na capacidade de ouvir.

Atualmente conta com 110ha de vinhas e 40ha de olivais e o que nasce daqui? Uma produção anual média de 600 mil litros de vinho, divididos por espumantes, portos, colheitas tardias, reservas, grandes reservas, enfim, uma oferta de vinhos extensa que se multiplica em 27 referências, mas, e isto é um ponto assente e inquestionável, nunca perde a identidade e nunca entrega um produto sem presença e qualidade.

As instalações e a equipa, são a espinha dorsal
Com cotas a começar nos 420m e a terminar nos 700m de altitude, há uma frescura latente que se abre em acidez, aroma e elegância. E a provar que mesmo a sorte, como a paixão, dá muito trabalho, numa altura em que tanto se fala do impacto das alterações climáticas, a amplitude térmica excecional que encontramos nos terrenos escolhidos que compõe a vinha permite contrapor os verões cada vez mais secos, resultando numa maturação da uva constante e coesa.

Para terminar esta visita ao vinhedo, é importante destacar as castas selecionadas. Nos tintos encontramos a Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz, Tinto Cão, Tinta Amarela e Sousão. Os brancos distribuem-se por Viosinho, Rabigato, Gouveio, Alvarinho e Verdelho da Madeira.

Modelo de negócio fora do convencional
O modelo de negócio da Quinta Vale d’Aldeia não foi o tradicional, a conquista do mercado dentro de portas começou depois da conquista do mercado internacional e isso preparou-os para as exigências que esta escolha trouxe, permitindo que hoje sejam especialistas no mercado de exportação, onde já levam a sua bandeira a 27 países diferentes.

Mas que exigências são estas? Bem, a começar pela logística, cada vez menos o cliente final procura armazenar um grande stock, preferindo encomendas de menores dimensões, feitas mais vezes, com uma necessidade de entrega rápida e isto representa um grande peso para as adegas. Do armazenamento à rotulagem o processo tem que ser célere, para contrapor um passo de extrema relevância e que por vezes nos surpreende: a clássica burocracia.

O futuro da Quinta Vale d’Aldeia abre a porta à cultura biológica
Aqui, mais uma vez, a formação é fundamental e os parceiros estratégicos essenciais, mas, no domínio da expedição, o tal passo rápido da armazenação à rotulagem, a tecnologia e a organização que encontramos no edifício desta adega são soberanos.

Para o futuro, já está na calha um projeto onde o azeite biológico será a grande estrela no campo do olival. Nas vinhas, as surpresas, guardadas a 7 chaves, estão aí com a estreias programadas ainda para este ano. Por isso, fique atento e decore o nome: Quinta Vale d’Aldeia. Temos a certeza que fará maravilhas pela sua garrafeira.

Por agora, tempo de dizer até já e voltar a pegar nos comandos do 3008 para mais alguns momentos de magnífica condução proporcionados por este exemplar da marca do leão. Quanto ao leitor, está feito mais este convite!



