Há viagens que se fazem com mapa e outras que se vivem com o coração acelerado. A Expedição Dacia / FirstStop Marrocos 2026, organizada pelo Clube Escape Livre, pertence claramente à segunda categoria. Por conseguinte, durante vários vários dias esta aventura viveu entre cidades vibrantes, montanhas imponentes e o silêncio hipnótico do deserto. A sexta incursão do clube em terras marroquinas e a mais ambiciosa de sempre, levou 26 viaturas e 57 participantes até Marrocos. Com o fim de descobrir um país de contrastes intensos, onde cada quilómetro conta uma história diferente.
Com efeito, do verde húmido do Norte às dunas escaldantes do Saara. Das cidades imperiais às aldeias berberes. Da modernidade de Rabat ao caos organizado de Marraquexe, por certo foi uma grande aventura. Marrocos é um país de contrastes intensos e absolutamente fascinantes.

Expedição Dacia /FirstStop Marrocos 2026 foi uma enorme aventura
A Expedição Dacia / FirstStop Marrocos 2026 mostrou isso em cada etapa, em cada curva, em cada grão de areia levantado pelos pneus. Ou seja, mais do que uma viagem, foi uma narrativa vivida ao volante — e uma certeza: há destinos que não se explicam, vivem-se.

Dessa forma, o ponto de encontro aconteceu em Tarifa, a 23 de abril, com 26 viaturas 4×4 alinhadas para a travessia até Tânger. À frente da caravana, os robustos Dacia Duster 4×4 e Dacia Bigster 4×4. Símbolos da parceria com a Dacia Portugal e a Litocar, deram o mote para uma viagem onde a resistência e a aventura seriam palavras-chave. Por outro lado, com o apoio do Turismo de Marrocos e da RFM, a Expedição Dacia / First Stop Marrocos 2026 arrancava oficialmente no dia seguinte, já em solo africano.


Do azul de Chefchaouen à história milenar de Fes
De acordo com o programa, a primeira etapa levou a caravana até Chefchaouen, a famosa “cidade azul”. O tempo quis lembrar o solo europeu, fresco e com alguma chuva. Do mesmo modo, os campos verdejantes do Norte de Marrocos, ofereceram um quadro bem diferente daquele que os aventureiros desta Expedição Dacia/FirstStop Marrocos 2026 teriam pela frente.

Fundada no século XV, Chefchaouen encanta pelas suas ruas pintadas de tons celestes — tradição associada à herança judaica e à simbologia espiritual da cor. Por outro lado, entre curvas de montanha e paisagens verdes inesperadas, os participantes começaram a perceber que Marrocos desafia qualquer estereótipo.

Com efeito, o dia terminou em Fes, uma das cidades imperiais e um verdadeiro museu vivo. A sua medina, classificada como Património Mundial, é uma das maiores zonas urbanas sem carros do mundo. Com toda a certeza, um contraste curioso com a caravana motorizada que ali chegava. Que foi possível ser observada para deslumbre e gáudio de todos. Isto através da privilegiada vista do Hotel Meridines, unidade hoteleira que recebeu a caravana com um gostinho europeu. Por certo, uma questão de matar saudades antes de entrar pelo Marrocos mais profundo a sul.

Expedição Dacia /FirstStop Marrocos 2026: atlas, oásis e as portas do deserto
Da mesma forma, a etapa seguinte foi uma das mais marcantes: a travessia do Médio Atlas. Com paragem em Ifrane — conhecida como a “Suíça marroquina” pelas suas casas alpinas e clima fresco. Depois, a descida até ao vale do Rio Ziz revelou paisagens áridas pontuadas por palmeirais e antecipou um magnífico almoço sobre o leito do rio.

Aqui e para além da excelente refeição ficou a curiosidade de comer num “kasbah” familiar, tendo a caravana sido recebida pelo pai e pelos filhos. Com efeito. um deles já esteve em Portugal onde foi proprietário de um restaurante. Para celebrar a amizade e a excelente receção recebida, o Clube Escape Livre ofereceu um prato alusivo ao evento.

Já perto de Erfoud, a caravana passou junto a curiosas formações como a Cité d’Orion, a Spiral d’Or e a Escalier Céleste — estruturas artísticas que parecem saídas de outro planeta. Mais um dos vários momentos de paragem e contemplação em Marrocos.
Estava prestes a começar a experiência nas areias do deserto e das dunas tendo como pano de fundo o famoso Erg Chebi.


Erg Chebbi: onde começa o Saara
A chegada a Merzouga marcou a entrada nas areias do deserto. As dunas douradas do Erg Chebbi estendem-se até onde a vista alcança, criando um cenário quase irreal. Conduzir aqui é toda uma outra dimensão: pneus a flutuar na areia, o volante a exigir precisão constante e o silêncio das dunas rasgado pela potência dos motores. Para muitos participantes da Expedição Dacia / FirstStop Marrocos 2026, foi a primeira experiência em dunas — um misto de adrenalina e contemplação.

Expedição Dacia /FirstStop Marrocos 2026 ajudou a aprender a lidar com as dunas
Porém, devido à grande diversidade de máquinas e experiências de condução presentes na caravana da expedição, a organização optou por algo diferente. Assim, ao invés de subirem as dunas maiores e ameaçadoras, foi criado um pequeno circuito que passavam por várias dunas mais pequenas, onde todos aprenderam como enfrentar estas maravilhas da natureza. O facto de terem percorrido o traçado várias vezes deixou rasgados sorrisos na cara de todos.

O primeiro almoço em formato pic-nic foi a oportunidade de provar as iguarias trazidas pelos participantes a que o Clube Escape Livre juntou um conjunto de iguarias locais. Uma enorme cáfila (grupo de camelos) juntou-se à caravana despertando a curiosidade dos participantes.

Ao cair da noite, o deserto revelou outro espetáculo: um céu estrelado, sem poluição luminosa, guitarras a ecoar e uma fogueira que reuniu histórias, risos e cumplicidade de toda a caravana.

Das rotas do Sul às kasbahs históricas
A viagem prosseguiu até Zagora, passando por trilhos de areia intermináveis e pela autenticidade de aldeias berberes. Depois de mais um almoço típico, a travessia da montanha do Jbel Saghro levou a caravana a altitudes superiores a 2000 metros.

O destino seguinte foi Ait Ben Haddou, uma antiga aldeia fortificada classificada como Património Mundial e cenário de filmes como Gladiador e Game of Thrones.


A passagem por Ouarzazate, conhecida como a “Hollywood de África”, reforçou esse imaginário cinematográfico. Tempo para visitar a aldeia, fazer algumas compras e depois rumar até Marraquexe.

Em Marraquexe, o ritmo mudou. Depois de dias intensos de condução, um dia de descanso. Houve tempo para passear, explorar a medina — um labirinto vibrante de mercados, aromas e cores, e trazer várias recordações. O almoço junto ao mar foi uma dos pontos altos deste dia de repouso.

O jantar no Comptoir Darna trouxe mais um mergulho na cultura local, com espetáculos tradicionais que misturam dança, música e história.

Atlântico, cidades imperiais e o regresso
A reta final da Expedição Dacia / FirstStop Marrocos 2026 passou por Rabat, capital moderna com raízes históricas, e Larache, onde a condução na praia ofereceu um último momento de liberdade ao volante. Foi nas areias molhadas desta região de paisagem marítima que todos puderam dar largas à sua felicidade de conduzir frente ao Oceano Atlantico.

Depois desta animação proporcionada pelos areais de Larache, foi o regresso a Tânger que marcou o fim de uma jornada que cruzou montanhas, deserto e oceano — um verdadeiro retrato de um país plural.
José Gorgulho, um dos participantes mais antigos nas aventuras do Escape Livre, não teve dúvidas em rotular esta Expedição Dacia / FirstStop como “espetacular!” Reforçou que “o balanço é extremamente positivo! Foi uma aventura muito bem organizada que permitiu várias aprendizagens. E ao fim de 3400 quilómetros de autoestrada, todo-o-terreno, areia, dunas e uma série de situações exigentes, a média de 6,2 l/100 km registada pelo Dacia Duster 4×4 foi, simplesmente, fantástica. Aliás, devo dizer que Dacia Duster é, sem sombra de dúvidas, a melhor relação preço/desempenho que conheço. Uma aventura excelente que se sublinha com um atascanço do qual o Dacia Duster está ilibado, sendo a culpa da inexperiência do condutor (risos).”


Escape Livre: 40 anos a criar aventuras
Em ano de celebração dos 40 anos do Clube Escape Livre, esta expedição reforça o papel do clube como referência no turismo automóvel de aventura.
Como sublinhou o presidente, Luís Celínio: “Esta não foi apenas mais uma viagem. Foi a prova de que, ao longo de 40 anos, continuamos a inovar, a desafiar limites e a proporcionar experiências únicas que ficam para a vida.”


















































































































