De acordo com a Volkswagen, o ID.3 Neo tem nome novo, novo estilo, interior novo e nova tecnologia. Enfim, é tudo novo! A frente do VW ID.3 Neo oferece a nova identidade da família ID. Maior eficiência dos sistemas de propulsão que permitem alargadas autonomia até 630 km. Maior qualidade dos materiais do interior que foi desenhado para maior conforto e utilização intuitiva. Finalmente, novas tecnologias passaram a estar disponíveis destacando-se o “Connected Travel Assist”.
O primeiro Volkswagen 100% elétrico foi o ID.3 lançado em 2019… é verdade já passaram sete anos desde que a casa alemã se lançou na mobilidade elétrica. A ideia passava por abrir uma nova era e fazer esquecer percalços do passado.

Rompeu algumas tradições, mas os amanhãs que cantavam o sucesso da mobilidade elétrica perderam a voz e o ID.3 ficou muito longe do sucesso previsto. Claro que alguns excessos da VW (nomeadamente, inovações que quase ninguém compreendeu) também não ajudaram o diretor de vendas da marca.

VW ID.3 Neo vem corrigir as falhas do ID.3
Com toda a certeza que o tiro foi corrigido com a segunda geração do modelo em 2023 e o insucesso foi mitigado. Porém, a VW não escutou os consumidores e foi forçada a nova renovação. O VW ID.3 Neo é uma espécie de pedido de desculpas, pois corrige as maiores falhas do modelo. Nessa medida, faz um regresso às origens com alguns toques de humor e de revivalismo que ficam muito bem.

E, afinal, quais eram os problemas do ID.3?
De acordo com os livros de história do automóvel, o que não faltam são “flops” que, em teoria, teriam tudo para ser um sucesso. Uns porque eram demasiado avançados para a época… outros porque a linguagem de estilo era tão avançada que ninguém gostava… alguns ofereciam tanta tecnologia que os consumidores ficavam baralhados.

Curiosamente, tudo isto “encaixa” no perfil do ID.3 e foram estas as razões, para lá do arranque em falso da mobilidade elétrica, para o insucesso do modelo. Teve um mérito: alargou o abismo com o infame processo Dieselgate.

Diz o povo que “à terceira é de vez” e por isso a Volkswagen quis fazer tábua rasa do que fez no primeiro ID.3. Lembram o que estava mal no ID.3? Em primeiro lugar a descolagem do conservador Golf com um estilo monovolume nada consensual. Em segundo lugar, o interior era demasiado minimalista e tudo era sensível ao toque. Finalmente, ofereceu um automóvel que os tradicionais clientes VW não gostaram.
Por outro lado, o Covid-19 atravessou-se no caminho do ID.3 e os problemas com a qualidade de construção e, sobretudo, com o software, piorou, de que maneira, a situação.

Será o VW ID.3 Neo, realmente, todo novo?
Com efeito, nem por isso. Aliás, o novo VW ID.3 Neo começa com o pé esquerdo: apesar do redesenhar da frente e da traseira e até do logótipo… este é um ID.3! O truque de pintar da cor da carroçaria o que antes era preto – porta traseira, teto e moldura do para brisas – não esconde o facto do ID.3 Neo ser… um ID.3.

Interior com… botões!
Temos de avançar para o interior para sentir a mudança. Mantendo a disposição do painel de instrumentos, o ID.3 Neo está cheio de…botões!

Dessa forma, encontramos quatro botões na porta para controlar os quatro vidros. Botões no volante para controlar quase tudo e um botão giratório que ajusta o volume do sistema de som. Depois, há botões para controlar a climatização colocados na consola central.

Agora, sensível ao toque, apenas o ecrã central que tem 12,9 polegadas. Por outro lado, o ecrã do painel de instrumentos tem, agora, 10 polegadas. E onde está uma das coisas mais giras do ID.3 Neo: um painel de instrumentos “old school” que imita o painel de instrumentos da primeira geração do Golf. Igualzinho ao do ID.Polo que já revelámos aqui no seu Escape Livre.

Por outro lado, há mais qualidade nos materiais, há uma consola central digna desse nome, dois carregadores de telemóvel por indução e duplo compartimento de arrumação. O resto ficou, mais ou menos, na mesma.

Mecânica mais eficiente para o VW ID.3 Neo
Antes de mais nada, dizer que há um novo motor denominado APP350. Deve o nome ao facto de debitar 350 Nm de binário. Depois, que há promessas de uma autonomia entre 417 e 630 km, independentemente da bateria que escolher entre as três que a VW oferece: 50, 58, 79 kWh.

Inexplicavelmente, as baterias de 50 e 58 kWh só podem ser carregadas até 105 kW. Antes poderiam fazê-lo a 135 e a 165 kW, respetivamente. Também a bateria maior perdeu velocidade de carga: passa de 185 para 183 kW. Resumindo: temos o ID.3 Neo 170 cv e 50 kWh (até 417 km de autonomia); ID.3 Neo 190 cv e 58 kWh (até 494 km de autonomia); ID.3 Neo 231 cv e 79 kWh (até 630 km de autonomia). A maioria dos mercados europeus já têm o VW ID.3 Neo em pré-venda.






