Restaurante Côa Museu: palete de sabores

O Restaurante Côa Museu teve como primeiro cliente o Clube Escape Livre. Revistamo-lo para confirmar que continua excelente.

O Escape Livre teve a honra de ter sido o primeiro cliente deste fantástico espaço. Vários anos volvidos, numa passagem por Foz Côa não podíamos deixar de parar no Restaurante Côa Museu. Desta vez ao volante do Nissan Micra 1.0 IG-T N-Design que nos deixou uma excelente impressão, antes da chegada do novo modelo.

Os Nissan Micra despediram-se dos Diesel. E nesta época apresentavam-se numa única opção, recorrendo ao 1.0 IG-T de 92 cv. E, neste N-Design que nos acompanhou até Foz Côa, a caixa é manual com 5 velocidades. Um conjunto que acaba por fazer a diferença nos consumos, mesmo numa utilização mais polivalente deste citadino por natureza.

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Nas estradas até ao Museu do Côa, falámos do design do Micra que, apesar de manter a silhueta, ganha alguns toques mais modernos e apelativos. A principal diferença está, pois claro, na tecnologia, mas, sobretudo, na eficiência. Mas vamos deixar esses detalhes – porque há um novo Micra a chegar – até porque já nos estão a chamar para dentro que o almoço está pronto!

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Uma visão deslumbrante

Quer saber uma coisa? Ainda hoje, este amplo terraço sobre o Douro Vinhateiro nos deslumbra e conquista, como da primeira vez. Mas comecemos pelo princípio.

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Precisamente em 2012, com o país a atravessar uma crise severa, com a mão de obra especializada a esfumar-se do interior e uma oferta turística qualificada ainda em desenvolvimento, poucos acreditavam que haveria espaço para um restaurante assim se fixar. Era mais um, que vinha e certamente se iria. Vários anos volvidos, aqui está a prova de que, com amor, profissionalismo e resiliência tudo se consegue.

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Gestão apurada como os manjares

João Fernandes não é um homem de poucas certezas, na conversa que tivemos com ele percebemos os anos de experiência que já carrega na gestão de serviços hoteleiros. Este é um ponto muito importante, afinal saber cozinhar não é condição direta para se saber ter um restaurante.

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São inúmeras as condicionantes que devemos ter em conta quando se ambiciona construir um espaço que saiba adaptar-se aos tempos e aos desejos dos clientes, sem perder identidade e que consiga usar apenas os produtos selecionados de melhor qualidade, sem ignorar o rigor da sazonalidade mantendo um padrão elevado de rigor no serviço e no produto final. Ouvir o João falar é percebê-las a todas, de uma forma tão natural que já lhe parecem inatas.

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Sinergia com o Côa Parque

O restaurante Côa Museu vive uma sinergia única com o museu do Côa Parque. Se, no início, os afamados pratos e serviço traziam visitantes para o museu, agora os dois espaços trabalham em conjunto na angariação de clientela, alavancando-se mutuamente, impulsionados pelas particularidades únicas da região.

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A fachada colossal do edifício em betão confunde-se com as rochas existentes da paisagem agreste que parecem esmagar este espaço à vista desarmada. Mas, assim que entramos, percebemos que é precisamente o contrário: abre-o ao horizonte, e como uma frincha de natureza envolve a sala numa paisagem de tirar a respiração, que nos distrai constantemente, e distrairia mais não fossem as atenções focarem-se na mesa assim que os pratos começam a chegar.

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Sem armadilhas, qualidade é superior

Há um cliché que se afirma cada vez mais na mentalidade dos turistas, se procuram autenticidade fogem de espaços como este. Quem nunca ouviu a expressão ‘turist trap’ associada a um restaurante de um museu ou de uma atração? Por norma desiludem, salvo honrosas exceções, quer pelo preço, quer pela qualidade da comida que nos servem.

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Pois fique a saber que o Restaurante Côa Museu é efetivamente detentor de uma curadoria única no que diz respeito à identidade gastronómica da região, tornando-se num incontornável embaixador duriense e transmontano.  

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Mas e a ementa? Como sempre, guardamos o melhor para o fim e não, ainda não estamos a falar das sobremesas, por essas ainda vai ter de esperar mais um bocadinho (guarde espaço, se consegui resistir a tudo resto).

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Produtos endógenos no Restaurante Côa Museu

Por aqui, como seria de esperar as grandes estrelas são criadas e cultivadas, ou nascem naturalmente, a pouca distância da nossa mesa e adornam o caminho que percorremos até cá chegar.

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O pão regional não pode faltar numa mesa portuguesa, com certeza, por isso não deixe de o provar enquanto espera pelos pratos principais. Deixe-se levar por uma seleção de queijos e compotas, uns laminados regionais de enchidos e fumados, ou um revolto de cogumelos silvestres com espargos, se bem que os cogumelos recheados com queijo e alheira também nos deixaram de água na boca (está a perceber a dificuldade?

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É melhor mesmo vir com tempo ou com margem de dias para repetir a visita). Mas já nos deixamos levar pela gula e nem fizemos a devida referência à carta de vinhos que complementa, e de que forma, a refeição.

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“Dar é a mesma coisa que semear” diz-nos João Fernandes.

Aqui, claro, poderá encontrar um espólio único dos melhores vinhos produzidos na região, portanto, mais decisões difíceis. Na seleção de peixes a lista encabeça-se pelo rei bacalhau, ora assado com amêndoa e castanha, ora em crosta de broa e presunto, ora com um gratinado de maçã assada e orégãos e claro, à lagareiro.

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O robalo, a dourada e o polvo também por cá moram, bem como uma mariscada de caril com coentros, perfeita para partilhar a dois. As carnes brindam-nos de ponta a ponta com o que de melhor a terra produz: medalhão de vitela com queijo da serra, costoleta de vitela com cogumelos salteados, a incontornável posta à Coamuseu com maçã e vinho do porto ou o cordeiro de leite grelhado ao sal.

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Que belo desfile. Vamos à sobremesa? Preparado? Telha de amêndoa com gelado de frutos secos, produzido na casa, pudim de queijo, pudim de amêndoa e noz, folhado de maçã caramelizada e amêndoa com gelado, mousse de chocolate com amêndoa… Já percebeu o padrão? Sim, a amêndoa é senhora e rainha e o reinado está assegurado pela tradição local.

Para terminar, temos de ser honestos, se todas as visitas aos museus terminassem assim, a cultura não estaria como está e o problema seria mesmo entradas para toda gente!