Maior e mais tecnológico. Podemos resumir, assim, o novo Mercedes-Benz Classe C embora haja muito mais para conhecer. A nova geração afasta-se da anterior para se aproximar do GLC, o SUV de sucesso da casa de Estugarda. Por outro lado, impõe-se a nova linguagem de estilo da marca com a grelha cromada a destacar-se. As influências são bebidas no GLC recentemente apresentado e este assume-se como o grande rival do BMW i3.
A Mercedes-Benz tem como particularidade gostar de aproximar as suas gamas, seja pelo “estilo Matrioska” como sucedeu com o Classe C, E e S, seja pelas dimensões. Com toda a certeza que a cada geração os automóveis parecem aquele ditado “quem conta um conto, acrescenta um ponto”.

No caso do Classe C, as coisas descontrolaram-se e o novo modelo tem mais 13 centímetros que o atual modelo. Com efeito, o novo Mercedes-Benz Classe C mede 4,88 metros e fica a meros 7 centímetros do Classe E! Isto para não falar dos 1,89 metros de largura sem espelhos e os 1,5 metros de altura…

Novo Mercedes-Benz Classe C com proporções invulgares
Em contraste com as anteriores gerações, o Classe C tem proporções pouco comuns. Só para exemplificar, o terceiro volume é particularmente curto e olhando para um EQS, por exemplo, vemos muito dele neste Classe C.

Por certo que a nova grelha dianteira cromada, estreada no GLC, destaca-se na frente do Classe C. Atrás, temos a mesma faixa negra bem larga que unem os farolins. E, claro, não pode faltar a assinatura luminosa que consiste em estrelas de três pontas. Como fica a comparação com o seu mais direto rival, o BMW i3? Menos musculado e sem arestas.

Interior dominado pelo Hyperscreen
A Mercedes não poupou e não faz a coisa por menos… já viram as fotos do interior do novo Mercedes-Benz Classe C?! Com efeito, o Hyperscreen é opcional, mas as 39 polegadas de diagonal deixam qualquer um de boca aberta…

Um bocadinho à imagem do Classe A, há pouco rasgo em termos de design, até porque tudo é um ecrã caso opte pelo Hyperscreen. De acordo com a Mercedes-Benz, o ecrã é reativo, tem ótima definição e animações fluías. O sistema operacional residente está pensado para oferecer uma experiência a bordo assinalável.

Por outro lado, possui Inteligência Artificial (Gemini, ChatGPT e Bing) e um excelente sistema multimédia. É obrigatório ter três ecrãs dentro do Classe C – se não comprar o Hyperscreen – mas fica a nota para o facto do ecrã que fica frente ao passageiro não ter qualquer outra função que moldura para fotos…

Mais qualidade e espaço interior
Do mesmo modo, a casa de Estugarda tem tentado melhorar cada vez mais a qualidade dos materiais e de construção. E no novo Mercedes-Benz Classe C há metal, couro, folheados de madeira verdadeira e outros materiais que colocam o habitáculo uma noa acima do segmento.

Por outro lado, a habitabilidade foi muito beneficiada pelas novas dimensões do modelo. Mesmo que a colocação da bateria entre os dois eixos, eleve o piso e torne difícil arrumar os pés debaixo dos bancos da frente. As pernas dobradas num ângulo menos confortável é quase uma “trend” nos automóveis elétricos.


Atrás dos bancos, na bagageira, temos 470 litros a que se juntam os 101 litros do “frunk”. Atento o aumento de tamanho, ganhar somente 15 litros ao atual Mercedes-Benz Classe C, não é feito assinalável. O “frunk” acaba por mitigar essa situação. Até porque liberta a mala dos cabos que podem ser arrumados à frente tal como objetos que possam macular a bagageira.

Novo Mercedes-Benz Classe C com versão C400 4Matic
Com o intuito de oferecer as melhores definições tecnológicas, a Mercedes-Benz escolheu a plataforma MB-EA para o Classe C. Sem surpresa é a mesma do GLC, pelo que funciona com 800V, autoriza potências de carga elevadas – máximo DC é de 330 kW, em AC fica pelos 11 e 22 kW – que permitem recuperar 325 km de autonomia em 10 minutos.

Para já, só existe a versão C400 4MATIC que tem uma bateria de 94,5 kWh. O que autoriza uma autonomia entre os 592 e 762 quilómetros. Dados homologados pela Mercedes-Benz.

O sistema 4MATIC é servido por dois motores elétricos (um em cada eixo) e potência de 489 cv. Com toda a certeza que o motor traseiro se destaca, pois, tem uma caixa de duas velocidades. Com esta configuração, a Mercedes-Benz anuncia aceleração 0-100 km/h em 4 segundos e uma velocidade máxima de 210 km/h. Estas são, por agora, as configurações disponíveis, mas a gama irá crescer e existirão versões com baterias menores e outras performances.

Suspensão passiva no Classe C
Também aqui é visível o esforço da Mercedes-Benz em dotar o Classe C dos melhores argumentos para enfrentar o BMW i3. Assim, de série, o modelo tem suspensões passivas, porém, consegue, adaptar o amortecimento em função das irregularidades da estrada. Mas, de acordo com a Mercedes-Benz, tal como sucede no GLC, está disponível um pacote técnico na lista de opcionais. E o que oferece ele?

Uma suspensão pneumática e direção ativa no eixo traseiro: até 4,5 graus em sentido contrário a menos de 60 km/h e até 2,5 graus no mesmo sentido das rodas dianteiras até 60 km/h. A suspensão, diz a Mercedes-Benz, assegura grande conforto e está conectada. O que isto quer dizer?

Suspensão pneumática, opcional, ligada à Nuvem (Cloud)
Em primeiro lugar, interage com o sistema de navegação – baseado no Google Maps – e adapta-se às condições da estrada. Em segundo lugar, rebaixa o carro automaticamente para maximizar a eficiência. Só para exemplificar, assim que deteta uma via rápida, o sistema aproxima o carro da estrada, independentemente da velocidade.

Porém, o que mais impressiona é o facto de o carro estar ligado à nuvem (Cloud) da casa de Estugarda onde estão ligados mais de 15 milhões de condutores Mercedes-Benz. Só para ilustrar: o sistema regista uma localização de um local particularmente acidentado.

Adapta dessa forma a suspensão do carro e envia a informação para a nuvem. Assim, na eventualidade de algum outro Mercedes-Benz passar por esse local, esse veículo adaptará o sistema de suspensão com essa informação. Brilhante, verdade? Ainda não há informação sobre preços e datas de comercialização em Portugal.






