Recompensar a qualidade das uvas dos associados, inovar na vinificação e criar uma marca com futuro. Com o fim de ficar a conhecer este espaço, fomos visitar a Adega do Fundão, e os segredos de uma nova estratégia que já está a dar muitos frutos. Tudo a bordo do Kia EV6, numa viagem 100% elétrica.

O Kia EV6 é o primeiro modelo Kia a utilizar a nova plataforma E-GMP para veículos 100% elétricos. O modelo, de generosas dimensões, exibe as curvas de um Coupé e é, sem dúvida, uma ode à fusão entre o desenho de linhas e a iluminação LED que, atualmente, permite aos designers automóveis criar algo mais original.

No interior do EV6 sobressai a qualidade dos materiais e o espaço. À nossa frente, dois ecrãs que fazem com que o condutor seja, sempre, o centro da ação.

O Kia EV6 é uma das melhores propostas 100% elétricas no mercado.
Pese a sua aerodinâmica e inspiração vinda de um autêntico carro de rali, o Kia EV6 não é um desportivo por natureza. Contudo, e mesmo com pneus e suspensões a privilegiar o conforto, tem um comportamento capaz de suscitar alguma emoção ao volante.
Por outro lado, o EV6 está disponível em três versões, Air (a que conduzimos nesta viagem), GT-Line e e-GT. Quanto à bateria, o “nosso” EV6 vem com 58kWh e 170cv. Dessa maneira, existem ainda duas versões de 77,4kWh, uma com tração traseira (com 229cv e 740km de autonomia WLTP em circuito urbano) outra com tração integral. Este que trouxemos ao Fundão, anuncia uma autonomia de 578km em circuito urbano.

Na nossa viagem (maioritariamente por autoestrada) realizámos média de 18,7kWh, ou seja, daria para cerca de 310km. Mais do que suficiente para uma vida praticamente normal. Pena que, da Guarda (onde subimos a bordo do EV6 a convite dos nossos amigos do concessionário Kia na Guarda, Elpídio & Horácio) ao Fundão a viagem seja tão curta e rápida. É que já estejamos a estacionar à porta da Adega.

Uma adega com muita história
A história de todas as adegas cooperativas começa com um grupo de associados a ganhar força pela coletividade e, durante algum tempo, é isso que acontece. Mas, depois, o próprio tempo tende a tecer das suas. A Adega Cooperativa do Fundão passou por este caminho.

Fundou-se, em 1949, ganhou força, cresceu e depois esmoreceu. Os tempos mudam, as famílias envelhecem e o campo, cada vez menos rentável, não rejuvenesce a paixão nos mais novos. Durante 25 anos, o Eng. António Madalena conduziu a regra enóloga desta cooperativa, mas bastaram três fora deste projeto para perceber, com a devida distância, que era altura de dar um novo caminho e um novo folgo a esta casa.

Os sinais estavam todos lá e as consequências, como um fio que se puxa, foram simples de se interpretarem: a uva estava cada vez mais desvalorizada e isso sentia-se no tratamento que recebia. Quando as condições são poucas, não há muito por onde investir e a evolução dá lugar à subsistência.

É então que se reúne uma nova fornada de associados, homogéneos na maneira de pensar, com vontade de abraçar um novo desafio, de reerguer uma estrutura que o merecia e mais, que tinha todo o potencial de se agigantar entre a concorrência. Dito e feito.

Adega do Fundão uma marca de um projeto com futuro
A estratégia montada tem sido capaz de florescer numa conjuntura difícil que, no entanto, conquista novos mercados e chega a cada vez mais países. O segredo? Tratar bem dos associados, valorizar a uva, providenciar sustento, investir para colher. E o resultado? Mais produção, melhor qualidade e um produto final que tem surpreendido todos os consumidores que voltaram a olhar e a provar o vinho que aqui é produzido.
O caminho levou a uma reformulação da imagem, à estabilização da litragem produzida, atualmente nos 700 mil litros anuais, e à consolidação da marca “Adega do Fundão”. Aos poucos, com algum risco, mas muita certeza, começam a experimentar novos produtos, a criar tendências. Exemplo disso é a vinificação, feita como no novo mundo, casta a casta, todas separadas e unidas apenas no fim em blends mais assertivos.

Castas diversas ajudam o projeto Adega do Fundão
De facto, tudo isto boas noticias para o Diretor Comercial, André Medeiros, que nos passeou pela história e pelas instalações da Adega, orgulhoso do que têm conseguido alcançar e de tudo o que o tempo promete trazer. O futuro, esse que é um lugar mais que certo para este projeto, avizinha-se muito risonho. A marca mãe, Adega do Fundão, apresenta referências como Garrafeira.

Ou ainda outras com Tinta Roriz e Jaen, a Private Selection Edition Tinto e Branco (vencedores do prémio Escolha da Imprensa na última edição do Beira Interior Vinhos e Sabores), a Reserva Tinto de 2018 ou a Alpedrinha Branco de 2021. E para nós, não podia perder o destaque a aguardente bagaceira. Com um estágio superior a 20 anos em carvalho francês e o maravilhoso licoroso com travo de manga.

Ainda bem que há uma nova luz ao fundo das pipas desta Adega. Afinal, o Fundão, a sua uva e as suas gentes têm muito para dar e não o poder provar seria uma perda. Para toda esta região e para o país. Quanto a nós, já temos a mala cheia do precioso néctar que aqui nasce. E estamos prontos para mais uns quilómetros de diversão ao volante do Kia EV6.



