Wellington Restaurant: o segredo da Freineda

Da janela do restaurante, vemos o Chef Fábio ir à horta colher os legumes que […]

Da janela do restaurante, vemos o Chef Fábio ir à horta colher os legumes que nos vão rechear o prato minutos depois. O Wellington Restaurant é um saboroso segredo da Freinada que fomos revelar à boleia de um automóvel familiar, o BMW Serie 2 Active Tourer.

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A minha avó não era uma grande cozinheira, mas tinha um dom. Os sabores sabiam sempre a casa e por muitos restaurantes que já tenha visitado há pratos que na memória se vão prolongar, para sempre, como o melhor exemplo de alguma coisa que já tenha comido.

Brincar à volta da sua bata, ouvir um “chega para lá”, sentar à mesa e torcer o nariz a um “come tudo o que tens no prato”, fazem parte desse dom. O dom de transformar a comida numa memória eterna, maior que o sabor e a perfeição da execução. As receitas não vinham dos livros, da televisão ou muito menos de uma internet que, para ela, nunca existiu.

Vinham de uma avó que também ela teve, que também lhe disse as mesmas coisas e lhe deu a provar da mesma colher. Esta é a história da cozinha da minha avó e, muito provavelmente, da sua. E, seguramente, da do Chef Fábio Vaz também.

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À descoberta de Wellington com um BMW

Como todos os apaixonados pelas descobertas que as viagens nos proporcionam, de vez em quando, quando os astros se alinham, damos por nós a degustar um manjar dos deuses num local que, ainda, não aparece em todos os guias. E ainda bem que não aparece. Porque alguns segredos são para serem guardados e partilhados apenas com quem confiamos que os vão estimar tanto quanto nós. Felizmente, sabemos que desse lado está um espírito gémeo que merece descobrir o Wellington Restaurant e a cozinha de memórias do Chef Fábio Vaz.

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Nós fomos até lá à boleia do BMW Serie 2 Active Tourer, aqui, na versão 218d de 150cv. Um excelente diesel como já há poucos.

Com os monovolumes em vias de extinção, o Serie 2 ganhou uma nova geração. Visualmente, a “gigante” grelha frontal e os novos faróis (agora Full LED de série com LED Matrix como opcional) fazem parte do trabalho. O resto fica a cargo de cavas mais pronunciadas na traseira e de pilares mais inclinados e estreitos. As jantes podem ir dos 16” aos 19”, dependendo do balanço conforto/desportivo que se pretender.

Maior que o antecessor, a geometria do habitáculo revela um monovolume digno desse nome e, até, superior a alguns SUV. Isto apesar de um espaço de apenas 470l de bagageira. Curto, sim, mas mais do que suficiente para as necessidades “normais” de qualquer família. Nos comandos, o BMW Curved Display, com um painel de instrumentos digital e um ecrã central tátil, reduzem, significativamente, os comandos físicos no tablier.

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Condução confortável e descontraída

Conduzir este Série 2 Active Tourer surpreende. Estradista por excelência, a direção rápida e direta típica da BMW está lá e a caixa automática Steptronic de 7 relações cumpre sempre. A suspensão faz o seu trabalho para manter o conforto dos ocupantes mesmo quando o “pai” está a puxar mais por ele. E, como dissemos, até é surpreendentemente divertido apertar-lhe os calos em alguns traçados. Tudo sem prejudicar os consumos e as contas da família no final do mês.

É esta conjugação de conforto e performance, espaço e design, que faz deste Serie 2 uma proposta muito interessante num segmento que tem vindo a perder alguns fãs. E, nesta viagem para levar a família a almoçar fora, não podíamos ter escolhido melhor companheiro.

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Paixão pela cozinha e pelas raízes

A Freineda não é um sítio a que se vá por um motivo qualquer e o restaurante não fica em caminho de lado nenhum, nem na direção certa para um pequeno desvio. Mas acredite no que lhe digo, uma vez que lá vá, vai-lhe acontecer o mesmo que a mim me aconteceu e a muitos outros que já lá foram parar: a Freineda e o Wellington Restaurant vão ser o destino e o resto passa a algumas paragens mesmo a jeito pelo caminho. Haverá sempre desculpas para a vontade se cumprir.

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Foi aqui, inspirado pela avó, apaixonado pela terra onde se divertiu nos verões e para onde corria aos fins de semana para estar com os amigos, que Fábio decidiu abrir o seu restaurante.

Longe do lugar onde cresceu e viveu, Viseu, de onde apenas saiu para estudar farmácia em Salamanca. Mesmo a formação em cozinha foi tirada online. Se esta combinação não lhe parece a tempestade perfeita para um Chef e uma cozinha excecionais, então está na hora de repensar o que lhe contei.

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Inspiração familiar

A avó inspirou-o e apaixonou-o pela cozinha. A Freineda deu-lhe um sítio para ser feliz. Tão feliz que não tinha vontade de partir. O curso de farmácia deu-lhe a química, tão importante na reinvenção dos pratos que a avó lhe ensinou e o curso online a liberdade e a coragem de aprender mais por si mesmo e a capacidade de não ter de carregar os dogmas que as escolas insistem em nos fazer acreditar. Foi assim que floresceu o Wellington Restaurant.

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Se está à espera que agora faça um desfile de descrições cuidadas de cada prato que pode encontrar, desengane-se. Pense na sua avó e nos pratos que lhe fazia, pense nesta região do país e imagine todos os pratos que a avó do Fábio lhe fazia, junte tudo, mexa bem, apure com um toque de curiosidade e faça-se à estrada sem pensar duas vezes. Aproveite enquanto ainda é segredo!

“Pessoas regressam para experimentar mais uma vez”

Em jeito de provocação, e para dar uma pincelada na imagem que certamente já tem na cabeça, digo-lhe apenas que, no inverno, as sopas e as feijoadas são cozinhadas ao lume num panelão de ferro à lareia junto às mesas e os pratos servidos de lá, como se estivéssemos na casa da avó.

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Vá não fique a pensar que o nome é um preciosismo, vem do antigo quartel do General Wellington, bem ali ao lado. E não, o bife Wellington não está na carta de todos os dias, faz-se apenas por encomenda, mas recomenda-se!

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Mas como dizia o Fábio, as “pessoas regressam para experimentar mais uma vez!” Então? Já fez a sua reserva? Tenho a certeza de que nos vamos encontrar por lá em breve!