Cherry Restaurant: cozinha de autor

O Cherry Restaurant tem à sua frente um Chef alentejano que faz cozinha de autor na Beira.. o Cherry é mesmo um lugar improvável.

Cerejas a dar origem a um hotel que desagua num restaurante é algo inédito. E se juntarmos à equação um engenheiro informático e um Chef alentejano que faz cozinha de autor na Beira, o Cherry Restaurant é mesmo um lugar improvável. A curiosidade levou-nos a visitá-lo ao volante de um automóvel, também ele, inédito, o Nissan X-TRAIL e-4ORCE.

As coincidências e improbabilidades que deram origem ao Cherry, começam na ideia de fazer um hotel temático com o produto endógeno da zona e um restaurante que aposta num Chef alentejano a fazer cozinha de autor na Beira Interior.

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O resultado? Um lugar inesperado e uma bênção para a região. Ficar a conhecer esta combinação era irresistível e, por isso, partimos a caminho do Paul, na Covilhã, ao volante de um Nissan X-TRAIL e-4ORCE, o SUV da casa japonesa que funciona como um automóvel elétrico sem depender de carregamentos. Como? Nós explicamos.

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Ao invés de uma bateria pesada e dispendiosa, a Nissan criou um sistema com dois motores elétricos em cada eixo e um motor a gasolina que não está ligado às rodas, funcionando como alimentação da pequena bateria de 1,73 kWh que, por sua vez, alimenta os motores elétricos.

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Silenciosamente, o sistema gere as necessidades funcionando como um automóvel elétrico. E os 212cv do sistema oferecem uma dinâmica muito interessante.

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Engenheiro informático vira gestor de hotelaria

Autoestrada devorada sem problemas e nacionais ultrapassadas com distinção pelo X-TRAIL, chegámos à porta de Pedro Soares. Como é que um engenheiro informático aparece a gerir um hotel e um restaurante temático no meio da Beira? “A ideia foi do meu pai!”

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O objetivo era criar algo único na região. Nesta propriedade familiar foi recuperado um dos edifícios para dar origem ao corpo principal do hotel, complementando a oferta das oito “cerejas” que fazem parte do Cherry Sculpture Hotel. Pedro Soares tem uma ligação muito forte com a terra e com o Paul. “Com apenas 9 anos fui para Coimbra com os meus pais, mas as raízes sempre estiveram aqui.” Uma paixão que fez este engenheiro informático de sucesso sair sua zona de conforto e encontrou na cereja uma forma de dar novo alento a uma vila da Cova da Beira que estava a fenecer.

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O restaurante surgiu depois e nem fazia parte do projeto inicial. Mas depressa perceberam que precisavam de um serviço que fosse além dos pequenos-almoços. “Algo que pudesse também servir as pessoas da região e seguisse o conceito do hotel, oferecendo experiências diferentes.” Assim, os produtos endógenos da região são as grandes estrelas. Da truta à cherovia e ao cabrito, sem perder de vista a cereja.

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O Cherry tem duas ementas anuais, verão e inverno, uma mais fresca e outra mais reconfortante. Além disso, de segunda a sexta-feira, oferece um Menu Executivo, mais acessível para os clientes diários, tanto ao almoço como ao jantar.

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Produtos endógenos e fusão de gostos no Cherry Restaurant

Mas o que verdadeiramente torna o Cherry inesperado e único veio do Alentejo. A aposta no Chef João Avó é um sucesso. E os seus pratos únicos, como por exemplo a truta que prepara de forma excecional, já valeram ao Cherry elogios dos mais de oitenta membros da Confraria da Truta. Depois o polvo com mousseline de batata-doce ou um escabeche de perdiz… mas já nos estamos a adiantar!

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Nascido no Alentejo, sempre se sentiu fascinado pela cozinha da beira e aqui, no Cherry, tento “amassar a cozinha alentejana com a beirã.” Pode parecer estranho, mas garante que “há traços em comum” e adora poder misturar as duas cozinhas “com técnicas minhas e conceitos que desenvolvi ao longo dos anos.”

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Cozinha de autor de origem… alentejana

Com a curiosidade a despertar água na boca, partimos para o almoço. Começámos com um tentáculo de Polvo com mousseline de batata-doce com Bimis, tomate cherry confitado e emulsão de coentros. Depois pernil de porco e um Bisque de Truta com o seu caviar e croutons regionais. Um festim para o paladar. Infelizmente estas páginas não têm cheiro nem sabor, por isso, não resta ao leitor outro remédio que fazer uma visita ao Cherry para tirar as teimas!

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O resto do menu de verão traz um lombo de bacalhau frito com salada tépida de grão, tomate seco, espinafres e areia de azeitona ou o cabrito assado a baixa temperatura com batata assada ou o arroz caldoso de cogumelos silvestres. E há ainda seis propostas maravilhosas de pratos vegetarianos. Mas, calma, que ainda faltam as sobremesas! Leite creme com alecrim, arroz-doce com crumble de cardamomo verde e queijo de cabra curado ou ainda o petit gateau de cereja com gelado de pistácio.

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“Ainda estamos no início, mas o Cherry vai crescer, nomeadamente, na capacidade de receber eventos para mais de uma centena de pessoas.” Fica então convite duplo, para desfrutar de uma escapadinha dento de uma cereja e repasto no Cherry.

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Zarpar com sustentabilidade

Como diria Zeca Afonso, era chegada a hora de arrumar a trouxa e zarpar. No nosso caso de volta ao volante do Nissan X-TRAIL e-4ORCE. O caminho mais direto pareceu-nos muito aborrecido por estradas alcatroadas. Por isso, saídos do restaurante encontramos uma estrada de terra batida que nos devolveu à nossa base. Muito mais interessante, divertido e perfeito para colocar à prova os atributos do sistema de tração integral e-4ORCE nesta versão eletrificada. Foi a cereja no topo do bolo!