A história da Adega Lúcia e Américo Ferraz medrou no regaço da família e tem raízes entre Aveiro, Amarante e a Mêda, sempre com a vinha e o vinho como pano de fundo e uma figura patriarcal que sobrevive para ver o seu trabalho consolidado nesta adega situada em Vale Flor. Fomos até à Mêda para visitar a Adega LA Ferraz ao volante de um Volvo EX90, o SUV 100% elétrico da casa sueca que rima com a tranquilidade das vinhas medenses.

Quando chegamos à Travessa do Valverde ficamos impressionados com um edifício que se destaca de toda a aldeia… cor alegre, portões de madeira amplos e um design simples, mas de muito bom gosto. O que fez o nosso Volvo EX90 rimar com a Adega LA Ferraz, pois também ele tem um design minimalista do mais belo bom gosto encerrando por baixo do manto a tecnologia mais avançada. Dentro da adega, encontramos a mesma tecnologia de ponta que se mistura com as barricas de carvalho francês para produzir os vinhos Souvall.

Volvo EX90 foi companheiro de viagem até à Meda
Cumprimos a viagem até Vale Flor no maior conforto e silêncio, cortesia da mecânica 100% elétrica deste imponente SUV topo de gama. Uma viagem que destacou todas as qualidades apregoadas pela marca sueca, mas onde, felizmente, nunca colocamos à prova toda uma miríade de elementos de segurança e ajuda à condução deste automóvel. Não é por acaso que a Volvo considera o EX90 o seu automóvel mais seguro de sempre. E todos sabemos como a casa sueca preza a segurança nos seus produtos.

No caso da Adega LA Ferraz, a tecnologia anda de braço dado com a genialidade humana para produzir vinhos de qualidade superior, feitos em altitude e com as mais diversas castas. E muita vinha velha onde a casta Baga se evidencia. E tal como sucede com o Volvo EX90, a sustentabilidade é palavra de ordem, tal como a recusa do abuso de produtos químicos.

Vinhas são paixão do enólogo da Adega LA Ferraz
Por isso mesmo, pegámos no nosso Volvo EX90 e no enólogo da Adega LA Ferraz, José Ribeiro Brandão, e fomos até à Seara Velha, uma vinha “de que gosto particularmente, pois é antiga e está cheia de castas diferentes, mas onde está a minha casta preferida, a Baga.” Com os olhos arregalados de felicidade por estar a falar “da sua vinha” este engenheiro mecânico que virou enólogo pela paixão pela natureza e pela vinha, contou-nos como tudo começou.

“Foi um desafio que me foi feito e aqui estou há cinco anos a dar o melhor de mim. Quando cheguei havia três referências, agora temos dez e estão a caminho mais duas” referiu com evidente orgulho. Mas para isso, foi necessário fazer um intensivo trabalho de pesquisa e conhecimento por parte de José Ribeiro Brandão.

“Eu gosto de trabalhar nos bastidores e trabalhar na Beira Interior foi um desafio que me entusiasmou. Quis perceber qual era o património vitícola disponível e aquilo que os proprietários queriam fazer. A partir dai fomos enriquecendo o portfólio e hoje temos uma gama cada vez mais completa e uma vinha em plena produção.”

Medicina não impede paixão pela vinha e pelo vinho
Quando estávamos a conversar com o enólogo da LA Ferraz, chegou a proprietária da adega, Lúcia Ferraz, uma médica dentista, que junto com o seu marido, o também médico dentista Américo Ferraz, edificaram este negócio. Feitas as fotos regressámos a Vale Flor para ficarmos a conhecer a história da Adega LA Ferraz. E da família Ferraz.

O olhar ternurento a cada palavra sobre a história deste empreendimento deixou claro que para Lúcia Ferraz, este é mais que um negócio. É uma paixão. Conta-nos ela que “eu sou de Aveiro, mas o meu pai era de Amarante. Tudo aconteceu por causa da guerra colonial que colocou o meu pai em Aveiro onde se apaixonou pela minha mãe. Apesar do casamento e terem nascido três filhas em Aveiro, era religioso irmos a Amarante todas as semanas ou pelo menos de 15 em 15 dias.”

Foi assim que Lúcia Ferraz encontrou a vinha. “Na altura, apesar de sermos da cidade, era sempre a vinha com que lidámos… lavávamos garrafas, colocávamos grampos e pronto, apesar da minha vida ter seguido outro caminho, a vinha e o vinho estiveram sempre no meu ser.” Isto porque “apesar de sermos meninas da cidade, temos uma enorme costela do campo.”
A formação em medicina dentária foi o caminho escolhido por Lúcia Ferraz que encontrou em Américo a sua paixão. Um homem, segundo ela “um homem muito inteligente, tranquilo e muito humilde.” Quando conheceu a família do marido deparou-se com gente que “trabalhava muito sem olhar a descanso ou a despesas, a prosseguir o destino dos pais”, ali nos arredores de Vale Flor, na Mêda. Rapidamente percebeu que tudo era feito da forma errada e, muitas vezes, tanto trabalho acabava “com o meu sogro a oferecer o vinho que produzia.”

Conciliar duas paixões em família
Porém, a vida continuava e Lúcia Ferraz tinha os seus projetos como a implementação da sua clínica dentária e ainda cuidar dos seus dois filhos, Pedro e Beatriz. A vida nas vinhas do sogro Álvaro Ferraz continuava como no passado, cometendo os mesmos erros de sempre. Já noutro patamar da sua vida, Lúcia Ferraz e o marido decidiram mudar as coisas. Aproveitando a sabedoria de Álvaro Ferraz, embora o patriarca não tivesse muita fé no projeto, a LA Ferraz nasceu e foi-se acotovelando num mundo cheio de marcas reconhecidas. “Mas o nome Souvall acabou por entrar bem no mercado e fomos fazendo o nosso caminho.”

Para lá da adega e dos vinhos criados por José Ribeiro Brandão, “um anjo que nos apareceu para ajudar a crescer” como referiu Lúcia Ferraz, há mais a fazer. “Para além do azeite e das amêndoas, temos um projetozinho de enoturismo que está baseado nas casas aqui em volta da adega, uma delas onde viveu o meu sogro. Queremos dinamizar uma terra que estava um bocadinho esquecida e criar mais postos de trabalho.”

Projeto de Enoturismo na Adega LA Ferraz está na calha
Quisemos satisfazer uma curiosidade. Como nasceu o nome Souvall? “Os meus sogros eram pessoas extraordinárias e de uma humanidade incrível. Mas a minha sogra queixava-se que o meu sogro estava sempre no vale (Vale Flor), que era uma aldeia mais fechada e menos amistosa. Portanto eu e o meu marido criamos a palavra Souval a que acrescentamos um mais um ‘l’ para ficar mais chique (risos).”
Passados sete anos desde o começo desta aventura, Lúcia Ferraz não está “nada arrependida” e pretende que o projeto continue a dar frutos sempre com a mesma premissa: a qualidade acima de tudo. Foi exatamente isso que Nuno Gomes, responsável comercial da LA Ferraz nos disse. “Não nos focamos na quantidade, mas sim na qualidade. Desde que aqui cheguei e com o excelente trabalho do nosso enólogo que temos vindo a aumentar o nosso portfólio. Por outro lado, temos como objetivo chegar às 100 mil garrafas e ficar nesse patamar.”

Objetivo claro de privilegiar a qualidade porque na LA Ferraz “fazemos vinho para os nossos clientes… saber que eles provaram o nosso vinho e ficaram satisfeitos é a nossa maior recompensa. Por isso e de comum acordo com os proprietários, fazemos vinhos de qualidade superior sem pensar na quantidade.” Palavra de José Ribeiro Brandão.

Qualidade acima de tudo
Quatro tintos, quatro brancos, um rosé e um espumante, compõem o portfolio da LA Ferraz. “Que já tem mais duas referências: o Vale de Ladroenes e o Vindima Tardia” conta-nos Nuno Gomes, acrescentando que “o primeiro é muito especial para a família Ferraz, porque encerra em si a história de 80 anos do senhor Álvaro aqui em Vale Flor que, no passado, se chamou Vale dos Ladrões e, recuando mais no tempo, Vale de Ladroenes, em latim.”

Curiosamente, Américo Ferraz viveu na casa frente à adega que será a base do enoturismo da LA Ferraz. Este vinho muito especial é feito com três castas onde a Baga é a que mais se destaca lado a lado com o Rufete e o Marufo, celebrando, assim, a vida de Álvaro Ferraz, o patriarca da família que deu origem a tudo isto.

Muita vinha e muita paixão pela herança familiar
E tudo isto são 20 hectares de vinha e uma família que seguiu outro caminho profissional, mas sempre com o coração ligado à vinha e ao vinho preservando o trabalho e a paixão do patriarca Álvaro Ferraz numa adega moderna, tecnologicamente avançada e com vinhos de qualidade que destacam a Beira Interior.

Chegava a hora de pegar no Volvo EX90 e regressar a casa com a certeza de ter testemunhado a forma apaixonada como esta família preserva a herança familiar. Um pouco como a Volvo faz com os seus automóveis. A herança ligada à segurança e à tecnologia encontra o seu epítome no EX90. Que graças a uma bateria de 104 kWh oferece uma autonomia de 580 km. Mais que suficiente para conhecer a Beira Interior como nunca a viu. Por outro lado, revela-se um automóvel confortável, espaçoso e com uma bagageira capaz de carregar algumas caixas de vinho Souvall.

Regressamos a casa no silêncio do habitáculo do EX90. Meditando naquilo que conhecemos nesta visita à LA Ferraz. E como ainda hoje se faz muita coisa motivada pela paixão e pela homenagem aos antigos que tanto nos ensinaram. Os vinhos LA Ferraz são prova disso mesmo.



