Adega Avelanez: uma história de amor à vinha

A Adega Avelanez é uma história de amor à vinha e porque há pontos de contacto com a história da Mercedes, fomos visitá-la ao volante de um CLE Cabrio.

A história da Adega Avelanez é uma crónica de amor à vinha e aos néctares que ela nos dá. Da mesma forma, conta-nos o férreo desejo de salvar uma herança familiar que ameaçava ficar perdida. Uma história que lhe contamos a bordo de um Mercedes CLE 200 Cabrio, também ele um caso sério de amor. Porque conduzir de cabelos ao vento é uma paixão e ao volante de um Mercedes é um regalo.

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Na aldeia de Avelãs da Ribeira vivem centena e meia de beirões enrijecidos pelo clima e pelo trabalho. A idade avançada da maioria denota a fuga dos mais jovens para a cidade. Apesar disso, o forno comunitário é um dos símbolos da aldeia. O outro é, com toda a certeza, a Adega Avelanez.

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De acordo com a história da marca alemã, o primeiro Mercedes deve o seu nome ao amor de um pai pela filha. Era um descapotável, utilizado, na época, por estradas estreitas entre muros e vinhas. Passado mais de um século, levámos o Mercedes-Benz CLE 200 Cabrio para conhecer outro caso de amor, por entre muros e estradas estreitas. Em outras palavras, um automóvel como há cada vez menos, elegante e sensual, que nos permite desfrutar do ar puro que se respira em Avelãs da Ribeira. 

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O Mercedes CLE Cabrio é sinónimo de um verão de luxo

Dois irmãos com vidas separadas pelo espaço e pela profissão, uma vinha familiar passada entre gerações que ameaçava desaparecer e uma paixão comum pela vinha. Dessa forma, nasceu a Adega Avelanez. Desde sempre que as vinhas da família produziam para casa e para a Adega de Vila Franca das Naves, conta-nos João Ferreira, um dos irmãos desta história. “Os meus avós e, depois, os meus pais, deixaram de ter condições para cuidar das vinhas.”

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“A qualidade estava lá”, afirma Marco Ferreira, o outro irmão, mas o processo era complexo pois existiam vinhas velhas com mais de 20 castas e maturações distintas.  Apesar dos revezes, nenhum quis abandonar o projeto e, aproveitando o ano excecional de 2011, fizeram a primeira experiência. Com efeito, marcaram três castas, Tinturão, Marujo e Rufete e, “para nosso enorme espanto, fez-se um vinho espetacular com grau vínico de 16,1, excelente para esta zona.”

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Herança, amor e sacrifício. Esta é a história da Adega Avelanez

Uma vez que tudo correu tão e motivados pela metodologia ter vingado, João e Marco Ferreira foram mais longe. Reconverteram a vinha e transferiram e replantaram em Avelâs da Ribeira cepas que tinham em Alverca da Beira. Só para exemplificar, das 20 castas da vinha secular, têm agora Touriga Nacional, Tinta Roriz, Syrah, Síria e Touriga Franca.

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Mas foi preciso esperar quatro anos para colher frutos. “Acreditámos no processo e arriscámos”. Decidiram mostrar o resultado na Feira Farta. A aceitação foi tal que a odisseia ganhou pernas para andar. Dessa maneira, o irmão João, profissional de remodelações, e o irmão Marco, profissional de canalizações, arregaçaram as mangas e recuperaram o edifício familiar da adega com as próprias mãos. Contrataram o enólogo Miguel Bento de Vila Real, e criaram uma marca. Em junho de 2023 lançaram os vinhos.

Olhando para a história destes dois irmãos, vê-se que tudo é fruto de um profundo amor à herança familiar e à vinha. Todos os momentos livres são dedicados a esta paixão que um dia desejam passe a modo de vida.

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Sol dá vida às vinhas da Adega Avelanez

Situadas numa zona soalheira, onde o amadurecimento se faz de forma perfeita e sem excesso de chuva, as vinhas Avelanez abastecem a sua capacidade, limitada, de produção e armazenamento. Não é todos os dias que podemos apreciar os primeiros passos de um vinho.

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No mercado está o primeiro engarrafamento da Adega Avelanez mas, ao provarmos estes néctares, rapidamente percebemos que será o início de uma história de sucesso. O Avelanez Branco Seleção 2020 recebeu a Medalha de Ouro no concurso da Organização Internacional da Vinha e do Vinho e o Avelanez Rosé 2021 foi escolha da Imprensa na 8ª Edição Vinhos e Sabores Beira Interior.

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Ótimos presságios para os dois irmãos que procuram manter o processo de produção o mais tradicional possível. “Estamos a tentar crescer e valorizar mais o nosso produto. Vamos ficando cada vez mais conhecedores e já adquirimos barricas de carvalho francês, um investimento forte que nos vai ajudar neste caminho.”

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“Na Avelanez queremos ter qualidade e não quantidade”

Não querem dar passos maiores que a perna e o objetivo é ganhar mercado mantendo a elevada qualidade. Uma missão que exige tempo e disponibilidade. E isso exige muitos sacrifícios. Daqueles que só quem ama verdadeiramente é capaz de fazer. Desafios que, não poucas vezes, se estendem a toda a família e onde o apoio das esposas e dos filhos é fundamental. Vê-se no olhar destes dois irmãos que têm o coração cheio por todo o apoio que têm recebido.

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Não querem competir com as grandes quintas, “temos o nosso cantinho”, e agradecem o apoio da Câmara Municipal da Guarda para colocar os produtos em certames, aproveitando para divulgar a região.

À porta da adega, apreciando as linhas do CLE Cabrio, João e Marco Ferreira revelaram-se apaixonados pelos automóveis. Subimos a bordo e chegava a hora de baixar a capota e desfrutar da mecânica híbrida com dois litros de cilindrada que nos oferece 204cv de puro prazer.

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Mercedes e vinhas rimam na perfeição

O destino, visitar as vinhas Avelanez debaixo de um céu azul que se fundia no horizonte com o verde das cepas de Avelãs da Ribeira. Este descapotável, realizado com o habitual rigor e qualidade que a marca de Estugarda nos habituou, possui diversos elementos que mitigam o efeito do vento.

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E, como a rigidez de capota aberta é sensivelmente a mesma que com a capota fechada, encarámos as estradas com tranquilidade, graças ao excelente comportamento oferecido pelo chassis e o conforto de um interior luxuoso. À imagem dos vinhos da Adega Avelanez!

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Fixem este nome e, quando se cruzarem com ele, não deixem de provar os primeiros néctares desta adega. O branco é sublime e com a acidez característica dos vinhos de altitude. O tinto, encorpado, pede a companhia de um bom prato. E o rosé é verdadeiramente surpreendente, perfeito para um aperitivo nestes dias mais quentes de verão. Um brinde!