Restaurante Rei dos Leitões: longa vida ao Rei

O Rei dos Leitões é um lugar onde a experiência à mesa ultrapassa todas as expectativas. E onde há mais para provar que leitão crocante…

Leitões da Bairrada há muitos. Mas o Restaurante Rei dos Leitões é um lugar onde a experiência à mesa ultrapassa todas as expectativas. Peixe, marisco, doçaria tradicional e, só por acaso, até serve um dos melhores leitões do país! Fomos descobri-lo a bordo do Maserati Grecale GT, um automóvel de exceção que apesar de ser um SUV honra a história da marca do Tridente.

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Para esta romaria até à Mealhada, escolhemos um automóvel com sangue azul nas veias: Maserati Grecale GT. Linhas discretas, mas com a elegância inerente à marca do tridente de Neptuno, não deixa de emanar a alma Maserati.

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Com toda a certeza, o interior foi superiormente esculpido, do espaço à ergonomia, destacando-se a qualidade dos materiais. A alavanca das mudanças deu lugar a botões e, dessa maneira, o tradicional relógio é agora um display digital que podemos configurar com vários visuais.

Esta versão GT conta com um 2.0 turbo de 4 cilindros com 300cv, híbrido, com compressor elétrico e e-Booster. Os modos de condução, Offroad, Comfort, GT e Sport, permitem mudar a resposta da direção, do acelerador, da caixa e as configurações da suspensão e, progressivamente, soltar a fera adormecida que vai engrossando o rugido a cada passagem de caixa.

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Ronco e patilhas aguçam prazer de condução

O motor elétrico faz-se notar sobretudo a baixas velocidades e a suspensão absorve confortavelmente as irregularidades do piso evidenciando excelentes aptidões dinâmicas e boa rigidez estrutural. O uso das patilhas é absolutamente viciante! Tanto que nem demos pelo passar dos quilómetros e já estamos parados à porta do Rei dos Leitões para o tão aguardado repasto.

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Um templo de sabores ancestrais

Em maio de 1947, Quinta-feira de Ascensão, feriado municipal na Mealhada onde a tradição ainda hoje demanda festa na Serra do Buçaco, Maria Olímpia, mulher empreendedora, decidiu assar o seu primeiro leitão. Desde então, nunca mais pararam. De um pequeno corredor com um balcão, começava a nascer a casa que hoje todos conhecem.

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Licínia Ferreira é sobrinha e afilhada dos fundadores, Maria Olímpia e Arménio. As memórias de criança são passadas aqui, onde começou a trabalhar com 16 anos. A casa passou dos tios para os pais e herdou-a, “com muito orgulho”. Confessa que é “uma luta constante”, mas só assim é possível reinventar um tradicional restaurante de beira de estrada, num espaço sem razões para ter vergonha de estar em qualquer parte do mundo.

Para o conseguir, em muito contribuiu a chegada de Paulo Rodrigues, que se juntou à equipa há pouco mais de uma dezena de anos e trouxe ideias frescas, energia e a ambição para elevar a fasquia. Este duo dinâmico é hoje a alma do Rei dos Leitões. Um equilíbrio perfeito entre método, rigor, e a paixão de criar as melhores experiências gastronómicas.

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Constante evolução afirma reinado não apenas no leitão

Começaram por renovar o espaço. Da decoração à cozinha, sem esquecer uma equipa de profissionais que entrega um atendimento atencioso e acolhedor. Abriram os horizontes da carta e entraram peixes e mariscos frescos, peças de outras carnes nobres e a doçaria tradicional da região. Passadas firmes a caminho do sonho de criar na Mealhada uma experiência única de “fine dining”.

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Já perderam a conta aos reconhecimentos, “mas o prémio maior é continuar a ter pessoas a baterem-nos à porta todos os dias.” Um círculo virtuoso que mantém a casa cheia e renova a vontade de fazer ainda melhor. Prova disso é a crescente oferta. Duas salas privadas, uma loja com recordações e produtos tradicionais, uma vinagreira onde produzem o próprio vinagre e a Adega do Rei. A carta de vinhos ultrapassa os quatro milhares de referências, com muitas peças raras, que o escanção da casa trabalha com especial dedicação proporcionando harmonias perfeitas.

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À tradição apurada há mais de 75 anos a assar leitão, Licínia e Paulo juntam uma cuidada escolha na qualidade das matérias-primas, uma carta variada, a degustação vínica e uma equipa atenta a todos os detalhes. Mas como é que tudo isto se traduz à mesa no Restaurante Rei dos Leitões?

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“Não nos envergonhava servir em qualquer parte país do país, diria até do mundo.”

Começamos com entradas de presunto, queijo de ovelha curado, azeitonas e marisco, acompanhadas pelo tradicional pão da Mealhada, uma das quatro maravilhas da região (a par da água do Luso, do vinho e do leitão), e um espumante da Bairrada. Depois de umas Amêijoas, umas divinais “Isquinhas” de Fígado de Leitão.

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Seguiu-se a Sopa de Peixe, servida na carapaça de uma santola e onde a massa termina de cozer à mesa no caldo fervente e um Filete de Robalo ao vapor sobre um arroz do Mondego de berbigão e algas. E, claro, no seguimento deste manjar dos céus, ainda houve tempo para degustar o afamado leitão!

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Assado na perfeição, apresentado com um corte delicado a dar primazia as partes mais suculentas do animal e servido com um molho sublime cuja receita está no segredo dos deuses.

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Ao lado, o escanção preparava a mise-en-scène para abrir cuidadosamente um Vinho da Madeira 1947, ano da fundação do Restaurante Rei dos Leitões. A harmonia perfeita para acompanhar mais um segredo da casa, o Morgado do Buçaco.

Os doces que combinam com o leitão crocante

Um doce criado por um casal de alemães nos anos vinte e que renasceu aqui pelas mãos hábeis da pasteleira residente, num trabalho notável para recuperar a doçaria tradicional da região. E ainda houve espaço para um inacreditável Pão de Ló com o café!

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Pedimos desde já desculpa pela inveja causada pela descrição deste manjar. Felizmente, é algo que podem vivenciar quando por aqui passarem. A Licínia, o Paulo e toda a equipa do Rei dos Leitões estarão, como sempre, de braços abertos e sorriso nos lábios à sua espera e, pode ter a certeza, que as palavras não fazem justiça ao magnífico repasto que os espera.

Já nós, vamos aproveitar os últimos quilómetros com o Maserati Grecale GT, um luxuoso SUV híbrido capaz de nos pôr o sangue a fervilhar. E, só por causa disso, até vamos fugir à monotonia da autoestrada no regresso!