Nas encostas do Douro, a Quinta do Gravançal nasceu do sonho de um pai e continua vivo pelas mãos dos filhos. Um projeto que põe a qualidade acima de tudo o resto e os vinhos que brotam deste terroir são a prova disso. Fomos conhecê-los a bordo do Jeep Wrangler 4xe Rubicon, o veículo adequado para percorrer os trilhos que percorrem a imensidão desta quinta absolutamente espetacular.

Com efeito, durante o Raid do Bucho e Outros Sabores, pudemos pôr à prova o novo Jeep Wrangler 4xe. E ficámos tão viciados, que não resistimos a trazê-lo até às encostas do Douro para visitar (e provar) os vinhos da Quinta do Gravançal.

Por outro lado, os 380cv hibridos do Wrangler 4xe e o equipamento da versão Rubicon continuam a dar ao descendente do Willys um lugar na realeza do todo-terreno. E agora podemos percorrer esses (maus) caminhos em perfeita harmonia com a natureza, em modo 100% elétrico que permite cerca de 50km sem emissões e sem barulho.

O sonho comanda a vida e quando o homem sonha…
E, na verdade, o que nós queríamos era continuar a desfrutar desta bela máquina longe do asfalto. E não perdemos a oportunidade de o fazer pelos trilhos entre vinhas da Quinta do Gravançal, em pleno Douro, ali para os lados do Peredo dos Castelhanos. Venha daí conhecê-la.

Há sonhos que temos que são maiores que o nosso próprio tempo de vida. Quando o pai, Armindo Manuel Rodrigues, no final da década de 80, começou a perguntar pelo clima, pelas castas, pela exposição, procurava terrenos férteis para o seu sonho. Entre Abelheira e Gravançal, virada predominantemente a norte, a Quinta do Gravançal começou o seu caminho até à maioridade vinícola e transformou-se em herança.

Os filhos, João Rodrigues e Armindo Rodrigues, herdaram mais que uma quinta, herdaram um legado e com ele o gosto pela agricultura, pela terra e por um estilo de vida que ainda hoje cultivam. Engenheiros de profissão, juntaram uma equipa de família e amigos e encontraram a desculpa perfeita para se unirem em torno das atividades que cimentarão anos vindouros: a vindima, a prova e a produção.

Atualmente privilegiam 3 castas tintas: a touriga francesa, Tinta Roriz e Tinta Barroca à qual juntaram a Touriga Nacional, nos brancos prevalecem o Rabigato, o Viosinho e a Mavazia- fina. O objetivo é produzir vinho de altíssima qualidade e uma cota de 20 mil garrafas anuais.
As duas marcas que hoje detêm, Quinta do Gravançal e Mimus, são um exemplo perfeito desta ambição. Mas sabem que este é um projeto que, da mesma forma que não começou com eles, não terminará com eles e será passado à próxima geração da família Rodrigues e, para tal, é fundamental que cada passo seja dado com a certeza e a firmeza de um futuro.

Na Quinta do Gravançal é a qualidade dos vinhos que faz a diferença.
Começaram este projeto em 2018 numa adega construída por eles e, apesar de todas as limitações que isto possa acarretar, logo no primeiro ano os seus vinhos atingiram a classificação de reserva, no segundo reserva e grande reserva e aí iniciaram a venda ao público.

E este vinho haverá de pousar em mesas de norte a sul do país e, com as suas séries limitadas de produção controlada, acabará por levar o nome do Gravançal ao mundo inteiro.

Nunca quiseram “forçar” a venda, preferem armazenar stock, compreender os vinhos e poder experimentar processos como o estágio em barricas de carvalho francês. Este é um daqueles projetos que temos o raro privilégio de poder visitar numa fase embrionária (vinicamente falando, claro).

Aqui podemos sentir o cheiro de ambição, com travos de paixão, mas acima de tudo uma forte presença de estratégia. Há muito saber nesta quinta! Mas que equipa é esta? Os irmãos de quem já aqui falámos e que seguem o sonho do pai. Manuel Covas o enólogo residente, Cristina Santos responsável de gestão de processos e qualidade e Rui Cunha, enólogo do ano da Revista de Vinhos, como consultor sénior.

Decore bem estes nomes, não são apenas amigos com uma quinta! São profissionais que demarcarão o seu nome no futuro dos vinhos portugueses. E que já hoje conquistaram o respeito e o reconhecimento dos seus pares numa indústria que é cada vez mais exigente nos nomes que reconhece.

Uma gama de vinhos alargada
Terminamos a falar de vinhos para lhe despertar o interesse e a vontade de os provar – caso a história já não o tenha conquistado. Na referência Mimus encontra vinhos frutados, frescos, tendencialmente pouco alcoólicos. Os designados como reserva têm estágio em madeira de carvalho francês, encorpados, gastronómicos e austeros, cuja harmonização se recomenda com pratos gordos e condimentados.

Os Mimus colheita, como seria de esperar, pedem um fim de tarde solarengo. Mas também uma comida mais leve e a água do mar, ou da piscina, como companheiras. Já a Grande Reserva da Quinta do Gravançal assume-se como um topo de gama. Que traz na garrafa uma mata natural de azinheiras, zimbros e sobreiros. A que se junta um ambiente mais fresco que se sente no sabor de quem o prova.
Por agora, é tempo de rumar a casa. Desta vez por asfalto e em modo 100% elétrico – é que temos a bagageira do Wrangler cheia de néctares preciosos! Quanto a si, nada como visitar a página online da Quinta do Gravançal para que estes magníficos vinhos lhe venham bater à porta. Vai ver que não se vai arrepender.



