Um toque de história que o tempo quis apagar e um inconfundível trago a resistência, fermentaram numa sociedade à volta de uma região vínica singular. Prepare-se para degustar os frutos do fértil terroir da 2.5 Vinhos de Belmonte, que visitámos a bordo do Suzuki Swace 1.8 GLX FHEV.

Chegou a carrinha familiar compacta que faltava no cardápio da Suzuki! Fruto da parceria estratégica com a Toyota, o Suzuki Swace apresenta-se com argumentos fortíssimos para surpreender e ombrear com as tecnologias dos líderes do segmento.

Dessa maneira, o olhar é imediatamente atraído para a dianteira, onde os faróis LED de dois feixes ladeiam a arrojada grelha frontal hexagonal. Por outro lado, espaçoso e confortável, o interior funcional recebe-nos bem e sem preconceitos.

Por baixo do capô, um sistema híbrido auto recarregável, que combina um 1.8 litros a gasolina com um motor elétrico de 53kW. Com efeito permite circular com motor de combustão, motor elétrico ou com ambos.

No total, são 122cv de potência combinada entregues ao eixo dianteiro por uma caixa automática com três modos de condução distintos. De acordo com a Suzuki, capazes de ajustar o comportamento do Swace tanto à vontade do condutor como às exigências do trajeto.

Uma bagageira perfeita para visitar uma adega
Confortável e fácil de conduzir, o Swace oferece um equilíbrio ideal entre estabilidade, economia e conforto. Dessa forma, oferece duas versões, GLE e GLX, ambas bem recheadas de equipamento. E, apesar da sua natureza familiar e urbana, quando as estradas sinuosas da Beira Interior assim o exigiram, o modo Sport garantiu sempre uma resposta à altura.

Mas, se nos permitem a franqueza, a outra verdadeira razão para usar este Swace. Com toda a certeza que foram os seus 596 litros de bagageira (1232 com os bancos rebatidos). E a ideia foi preenche-la na totalidade!

A palavra crise está associada a períodos conturbados, e o fim da Cooperativa da Covilhã encaixa-se na perfeição nesta descrição. Mas, a origem da palavra, significa também distinção e separação. E foi isso que cinco produtores decidiram fazer. Até porque já estava na hora de dar um novo fôlego aos vinhos da região. Com o fim de destacá-los a nível internacional e colocar as suas vinhas no mapa dos sabores distintos.

O nome 2.5 Vinhos de Belmonte deriva de onde?
Isabel Paiva, António Gouveia, Luís Costa, José Manuel Canhoto e a Quinta dos Perfeitos são os 5 produtores, de 2 freguesias (Caria e Belmonte), que dão nome e corpo a este projeto ambicioso e sustentável. Se dois significa equilíbrio, cinco significa mudança, a combinação perfeita para os vinhos que queriam produzir: equilibrados, mas surpreendentes.

Começámos por referir que o tempo quis apagar a história dos vinhos desta zona e não o fizemos de forma gratuita. Durante muitos anos o néctar extraído dos terroirs viu a sua identidade diluída sem um destaque próprio que lhe desse a distinção apropriada.

A produção de vinho na região começou com influência românica e, mais tarde, com os monges de Cister – exímios na arte de fazer vinho. Se o Douro é a primeira zona denominada, esta é a primeira zona onde se encontram registos de venda oficial de vinho, fazendo dela a primeira região económica vinícola em Portugal. Agora, cabe à Beira Interior e a projetos corajosos, como a 2.5 Vinhos de Belmonte, a árdua tarefa de elevar a produção ao lugar que merece.

“O mercado já não admite vinhos maus. O desafio agora é diferenciá-los.”
Os solos arenosos, delgados, com origem granítica, emprestam uma mineralidade de fim de boca inconfundível e que casa na perfeição com a altitude das vinhas, importantíssima para a acidez que camufla o grau do vinho produzido.

Nos tintos da 2.5 Vinhos de Belmonte encontramos Touriga Nacional, Rufete, Trincadeira, Tinta Roriz, Jaen, Alfrocheiro e Syrah. Os brancos vão buscar a sua identidade à Síria, Fonte Cal e Arinto. De notar que esta adega tem tido alguma notoriedade com duas castas, nos tintos, o Rufete, nos brancos, o Fonte Cal, muito características da Beira Interior, com uma produção reduzida, mas um sabor inquestionável.

2.5 Vinhos de Belmonte: adega construída de raiz
O edifício da adega foi pensado e construído de raiz para a produção. Com instalações modernas que albergam todos os estágios que um produto final de elevada qualidade necessita para se desenvolver. Aqui, o rigor é fundamental “uma adega precisa de estar limpa, tem que cheirar a vinho”.

Mas esta combinação de história, solos, castas, dedicação e instalações precisa também de conhecimento solidificado. Cabe ao enólogo principal, Anselmo Mendes, a difícil tarefa de lhes fazer justiça, com a colaboração da enóloga da região Patrícia Santos. A produção, com capacidade para engarrafar 1 milhão de garrafas vem, desde o primeiro ano, colecionando prémios e reconhecimento nacional e internacional, um facto curioso para uma entidade relativamente recente.

Mas é esta certificação de todo o trabalho e experiência que se juntou aqui, que estimula a equipa a continuar a trilhar caminho na difícil e exigente arte de produzir vinho.

Isabel Paiva e Luís Costa acompanharam-nos durante toda a visita, falaram com a paixão na voz de quem gosta realmente do que faz, percebe profundamente do ofício e mede cada passo que é necessário dar.



