Sabia que a Peugeot esteve no MotoGP?

A Peugeot esteve no MotoGP e, na realidade, passaram-se cerca de dez anos desde que a casa francesa participou na classe Moto3.

Passaram-se cerca de dez anos desde que a Peugeot esteve no MotoGP com a MGP30. Com efeito, a casa francesa deu as mãos à Mahindra para disputar o Moto3 em 2016 e 2017. E, pelo caminho, ainda registou uma vitória na competição antes de desaparecer sem deixar rasto. Esta é a história pouco conhecida de um episódio fantástico que se manteve quase no anonimato.

Com toda a certeza que quando falamos de Peugeot, todos sabem que é uma marca de automóveis e comerciais ligeiros. Da mesma forma, os mais ligados à gastronomia sabem que a Peugeot faz fantásticos moinhos para especiarias. Mas também faz, há mais de um século, scooters. Esta última divisão da marca chama-se Peugeot Motorcycles e inscreveu-se no Moto3 em 2016 de braço dado com a Mahindra.

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Peugeot esteve no MotoGP com a MGP30

Com o propósito de oferecer mais visibilidade à Peugeot Motorcycles, a proprietária de 51% do capital da marca francesa decidiu inscrever-se no Moto3. A Mahindra limitou-se a pegar na sua moto e colou-lhe o nome Peugeot.

Com efeito, a MGP30 era a moto que a marca indiana preparou para poder ser usada por outras equipas. De acordo com o regulamento da época. Foi, por isso, possível alinhar motos com o nome Mahindra e Peugeot.

No papel, a MGP30 estava longe de ser uma moto incapaz. Com apenas 81 kg de peso, tinha um monocilindro com 249 cm3 e uma potência de 55 cv às 14.000 rpm. A velocidade máxima era de 240 km/h e chegava dos 0-100 km/h em 3 segundos.

Curiosamente, a mesma moto tinha ganho o campeonato italiano em 2015 com Marco Bezzecchi.

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Uma vitória, à chuva, foi o melhor resultado

Assim que a equipa Peugeot fez a estreia no Moto3, percebeu-se que faltava alguma coisa para ser uma moto vencedora. Poucos pontos, muitas quedas, tornaram muito duro o começo da aventura Peugeot no MotoGP.

Porém, no GP de Brno, disputado debaixo de chuva num mês de agosto de 2016, mudou tudo. John McPhee aproveitou a pista encharcada para ganhar e abrir a porta dos livros de estatística do Moto3 à Peugeot. Para além disso, o piloto da Peugeot ficou na frente de Jorge Martin, o Campeão do Mundo 2024 do MotoGP!

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Apesar de tudo isto, a equipa separou-se de John McPhee e alinhou uma dupla estranha composta por Jakub Kornfeil e Patrick Pulkkinen. O ano de 2017 não foi simpático, não foram registados pódios e os pontos foram, uma vez mais, poucos.

Por certo que a retirada da Mahindra do Moto3 foi o fim da Peugeot no MotoGP. Era o final de uma história que raramente é contada e que permanece debaixo de um manto de silêncio. Razões para isso? Não sabemos, mas a desconfiança da Peugeot no projeto e o facto de todos os especialistas pensarem que a vitória de McPhee foi um acidente, pode justificar isso.

Porém, ficará para sempre nos registos a vitória da Peugeot no Moto3 e o facto de ter sido o último construtor francês a vencer uma manga do Campeonato do Mundo de Motociclismo.