Confuso? Bom, nós também estamos um pouco confusos. Vamos lá tentar explicar… A Renault mostrou o Duster para o mercado indiano. Que não tem nada a ver com o Renault Duster produzido na Turquia e que se limita a receber novos logótipos. Com toda a certeza este tem modificações mais profundas, sendo tão evoluído como um Bigster e acima da bitola Dacia. Porém, mostra muito daquilo que será o “restyling” do Duster europeu em 2027.
O mercado indiano é vasto e migalhas de vendas naquelas paragens significam largos milhares de viaturas comercializadas. Ora, o Duster, com a marca Renault, chegou aos indianos em 2012 e já vendeu mais de 200 mil unidades. Ou sejam, 10% da produção total do Duster, seja no formato Renault ou Dacia.

Renault mostrou Duster que revela o novo… Duster
Curiosamente, o Renault Duster estava há 13 anos na Índia sem conhecer evoluções significativas, apenas renovações. A última das quais foi em 2020. Com efeito, a Índia não teve direito à segunda geração do Duster. Porém, com a China a dar sinais negativos, o Grupo Renault entende que a Índia passa a ser um pilar estratégico.

O que não espanta, pois, o terceiro mercado mundial viu os SUV crescerem de 12% em 2012 para 55% em 2025. De acordo com a marca francesa, o terceiro maior mercado do mundo é fundamental para o crescimento e rentabilidade da marca fora da Europa. Pudera!

Duster indiano sem logótipo Renault
De acordo com as fotos divulgadas pela Renault, o Duster indiano não tem o logótipo da marca na grelha dianteira. Os faróis LED e a imponente proteção dianteira também não. O único nome a toda a largura da grelha é “Duster”. Atrás é a mesma coisa: uma barra luminosa – que os Dacia não têm – exibe um pequeno losango e o nome Duster por baixo da matrícula.

A razão para isso é simples: o modelo é mais famoso que a marca. Por outro lado, há vários detalhes que colocam o Duster indiano mais acima na gama, sendo o topo da Renault naquele mercado. Por outro lado, o interior é diferente do Duster europeu, aproximando-se mais daquilo que a Renault faz com o R4 e o R5.
Só para ilustrar, o modelo tem um ecrã de 10,2 polegadas coo painel de instrumentos e um de 10,1 polegadas ao centro para o sistema de info entretenimento com interface OpenR e pacote Google. O assistente de voz “Hey Google” está disponível.

Muitas alterações na definição do Duster… da Renault
Para além da maior qualidade dos acabamentos e dos materiais, o modelo indiano tem uma nova definição eletrónica para fazer face aos novos elementos. Nomeadamente, painel de instrumentos, pacote ADAS e outras melhorias.

Com toda a certeza que este novo modelo personifica uma mudança de estatuto. Com equipamentos que no Velho Continente estão limitados ao Bigster. Por outro lado, a peça de plástico colocada na porta do Duster europeu não existe no indiano, substituído por uma peça feita em chapa mais pequena e com o logótipo da Renault.

Motorizações híbridas
A menos que existam alterações até à comercialização do modelo, o Renault Duster terá três mecânicas. No topo da gama está a versão híbrida E-Tech com 160 cv (e não 155 cv como o Duster europeu) que pode rodar até 80% do tempo em modo elétrico em zona urbana. O que reduz, teoricamente, em 40% o consumo.

Depois encontramos o bloco TCe de 1.0 litros com 100 cv e 160 Nm de binário. A caixa é manual de 6 velocidades. Finalmente, o bloco 1.5 litros com 160 cv e 280 Nm com opção de caixa manual ou automática dupla embraiagem de 6 velocidades. De acordo com a Renault, não haverá versão 4×4 nem GPL.

Mudança de paradigma?
Este Duster renovado e alinhado mais acima na gama, é uma antevisão daquilo que acontecerá em 2027. Será nessa data que a Dacia vai fazer a primeira renovação do modelo. Ainda não se sabe de que forma será feita essa renovação, mas poderemos estar a assistir a uma mudança de paradigma.
Fica, também, o investimento de 3 mil milhões de euros para consolidar a sua oferta internacional. Para isso utilizará cinco centros industriais na Índia, Marrocos, Turquia, Correia do Sul e América Latina.






