Quinta dos Castelares: um legado para o futuro

Fomos até ao Douro desvendar os segredos dos vinhos da Quinta dos Castelares que se afirmou, em poucos anos, como uma referência desta região.

Fomos até ao Douro desvendar os segredos dos vinhos da Quinta dos Castelares. Dessa maneira, afirmando-se como uma referência desta região em poucos anos, levámos o “nosso” Opel Astra GSe pelas estradas transmontanas até Freixo de Espada à Cinta, para ver, provar e, claro, trazer para casa!

As encostas vinhateiras do Douro guardam os bagos que dão origem a alguns dos nossos melhores vinhos. Para os conhecer melhor, pegámos no novo Opel Astra GSe que “roubámos” por uns dias aos nossos amigos da A Matos Car e fomos descobrir uma das novas referências da região, a Quinta dos Castelares.

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Com toda a certeza que com a chegada da eletrificação à marca alemã, o Astra voltou a conquistar o direito à histórica sigla GSe, agora a significar Grand Sport Eletric, e a oferecer uma versão mais desportiva na sua gama.

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O Opel Astra tem uma versão GSe, desportiva e eletrificada

Com um sistema híbrido Plug-in de 225cv, o mais potente dos atuais Astra não desilude nos comportamentos. O binário elétrico, em combinação com o modo sport, dá-lhe um ataque assertivo à estrada.

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Por outro lado, o novo para-choques frontal, as jantes “Pentagon”, o tejadilho preto e o volante desportivo, reforçam o “look”. E, não sendo um “puro” desportivo, a suspensão rebaixada e a caixa automática ajudam-no a ser mais animado. De fato, para o necessário dia-a-dia, cumpre nos consumos reduzidos em modo híbrido, abaixo dos 3l/100Km, sendo ainda capaz, de cerca de 60km em modo elétrico.

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Serpenteando vinhas, chegámos rapidamente ao portão da Quinta dos Castelares. À nossa espera o Eng. Pedro Martins, a quem o patriarca da família, Manuel Caldeira, depositou a demanda de fazer das suas uvas um vinho de referência e construir um legado para as futuras gerações.

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Néctares que nascem nas melhores massas vínicas do Douro

Manuel Joaquim Caldeira é filho da terra. Aqui, aos poucos, foi comprando terras e plantando um futuro. Conhece de cor cada árvore, cada vinha e cada uva. Plantadas no terroir da Serra de Poiares, que Gastão Taborda (o grande responsável pela recuperação da casta Touriga Nacional em Portugal) descreve como as melhores massas vínicas do Douro, começou com apenas 4 hectares de vinha. Hoje, são mais de cem, ao lado das oliveiras de onde produz azeite 100% Negrinha de Freixo.

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Nesse sentido, desafiado pelo sogro, Pedro Martins deitou mãos à obra. Em homenagem à terra, os símbolos da Quinta dos Castelares remontam às suas origens e conquistas. Da porta da Igreja de Freixo, ponto alto da representatividade manuelina desta região, à esfera armilar que, à falta de brasão de família, traduz a vontade de conquistar o mundo através do vinho.

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Cada passo foi cuidadosamente planeado, mantendo-se fiel aos seus princípios e sem ceder à tentação de inundar um mercado com “mais um vinho”, a aposta na qualidade foi clara, com o foco e a determinação de poucos. Felizmente, a sorte protege os audazes e a primeira colheita sob a marca Quinta dos Castelares aconteceu em 2011, um dos melhores anos do Douro! Em 2012 duplicaram a produção. E em 2013 voltaram a fazê-lo, assentes na crescente procura dos vinhos que tinham criado.

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Quinta dos Castelares é legado familiar

Em 2014, a construção da adega própria era necessária para dar novo impulso ao projeto. Mas, assumem que nem todos os anos são bons. Nem sempre há uvas para fazer vinhos Reserva ou Grande Reserva. Mas isso, só faz dos vinhos que chegam até nós verdadeiras preciosidades, com a garantia de que nada foi apressado.

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É por isso que os vinhos da Quinta dos Castelares já são uma referência incontornável na região. Todos de agricultura biológica, já exportam para mais de 12 países e contam com uma produção de cerca de 650.000 garrafas por ano. Dos vinhos de entrada de gama aos vinhos de autor, dos brancos aos tintos passando pelo rosé, cada garrafa transporta em si as memórias de quem as faz.

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Invocar memórias

E, por uma vez, não vamos falar da frescura e da acidez dos vinhos, nem dos travos que as barricas dos melhores carvalhos franceses ou as barricas “Pearl” de maceração carbónica dão a estes vinhos. Para Pedro Martins, cada copo de Quinta dos Castelares deve evocar uma memória. Levar quem prova a recordar os momentos mais felizes que guarda consigo. Se tivéssemos de arriscar, este é o segredo mais bem guardado da Quinta dos Castelares. Vinhos que nascem das memórias de felicidade de quem os faz.

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Destacamos três. O Sublime, cheio de personalidade, com o tradicional aroma a violeta da Touriga Nacional. O Manuel Cadeira Branco, criado em homenagem ao fundador, sempre diferente, pois resulta de um blend natural a partir das uvas que Manuel identifica como as melhores de cada ano. E, a joia da coroa, o Bicho da Seda. Das vinhas mais antigas destes solos xistosos, com dois anos de estágio em barricas, deve o seu nome ao último reduto da seda artesanal da Europa, que ainda se mantém pelas mãos das tecedeiras desta vila transmontana.

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Fica o convite para vir até Freixo de Espada à Cinta prová-los e descobrir as memórias que são capazes de evocar no seu palato. Quanto a nós, tempo para mais uns apaixonantes quilómetros a bordo deste Astra GSe. É nestas alturas que as estradas de montanha se tornam mais apetecíveis!