Olhando para aquilo que será o futuro em termos de emissões, o GPL está condenado a partir de 2035. Um paradoxo se pensarmos que o GPL é mais barato e reduz as emissões. Mas como os construtores vão enfrentar reduções drásticas das emissões em 2030 (menos 55%) e em 2035 (menos 90%), o GPL está condenado, embora seja uma solução cada vez mais procurada. Quem o diz são os dados de vendas de 2025 onde está registado um aumento de 9,8% face a 2024 com 347.717 unidades vendidas.
Olhando para o mercado europeu, percebe-se que o GPL não é uma solução para ignorar apesar dos constrangimentos regulamentares e do calendário político europeu. Este é somente mais um exemplo daquilo que os políticos não compreendem, cegos pelo seu instinto de sobrevivência.

GPL está condenado, mas Dacia vende mais que nunca!
Com toda a certeza que o GPL deve ser encarado de outra forma. Porém, também é verdade que poucas marcas investem nesta solução considerado por muitos como arcaica. Mas, só para ilustrar, o mercado português absorveu 20.339 unidades, 7,9% de quota de mercado!
Mais cifras: o mercado europeu comercializou 347.717 unidades, um crescimento de 9,8% face a 2024. Em Itália, o maior mercado GPL do Velho Continente, foram vendidas 141.147 unidades, cerca de 41% das vendas no continente. Aqui ao lado, em Espanha, o mercado cresceu 77% para 59.284 unidades.

Portanto, face a estes números, o GPL é mais importante do que a maioria parece aceitar. Evidentemente que há um número que choca: o Grupo Renault domina com 89% das vendas. Só a Dacia vendeu 228.962 unidades de modelos alimentados por GPL, com o Sandero a ocupar-se de metade deste volume.

Vantagens do GPL quais são?
Em primeiro lugar, claro, o preço médio de 0,84€/litro, menos de metade da gasolina e do gasóleo. Em segundo lugar, com a ajuda do outro combustível (a maior parte das vezes, gasolina) a autonomia chega aos 1500 km. Finalmente, os preços finais são muito acessíveis.
Em contrapartida, o rendimento térmico é menor e os consumos tendem a ser mais elevados. Porém, essa diferença tem vindo a ser mitigada com a junção de motores cada vez mais eficientes e sistemas mais avançados.

De acordo com os dados disponíveis, também é possível dizer que o GPL não tem expressão em alguns mercados. Com efeito, Alemanha e Reino Unido não gostam do GPL e em França, as vendas recuaram 3,75% para 55.499 unidades.
Ou seja, o GPL está condenado pelas regras europeias, mas continua a ser uma das soluções mais baratas. E que contribui para baixar o nível de CO2 das marcas, ajudando a não entrar em zona de penalização monetária pela União Europeia. Coisas…






