Com toda a certeza estas são de vinhas da Beira Interior! Com parcelas que remontam a 1931 e onde nascem os vinhos da Adega Quinta dos Termos. Por outro lado, foi a bordo do Peugeot 208 1.2 Puretech GT Line, que visitámos um terroir que é uma herança de família. Dessa maneira, conversámos com João Carvalho sobre a história e paixão que deu origem a esta reconhecida quinta. Encravada na Serra da Estrela e cujo nome é Adega Quinta dos Termos.

Na aba da encosta sul da Serra da Estrela, acobertada dos ventos frios do Norte e a banhos de Sol pela sua exposição a sul, é na Cova da Beira que encontramos a Quinta dos Termos. Adquirida pelo pai há 75 anos, são quase 200 hectares onde João Carvalho cultiva cereais, faz mel e produz dos vinhos mais premiados da região.

Predicados mais do que suficientes para lhe fazermos uma visita. Muito bem acompanhados pelo Peugeot 208, responsável pela presença do “leão” no topo da tabela de vendas em Portugal.

O estilo jovem e irreverente do 208 estende-se do exterior para o interior. E, logo nas primeiras curvas, podemos comprovar as características do chassis dinâmico em andamentos mais atrevidos. O motor 1.2 de 3 cilindros e 130cv de potência responde bem. Desde que, claro, seja solicitado e, apesar de citadino por natureza, nesta viagem até Belmonte, não desilude no conforto, desempenho e consumos. Razões pelas quais chegámos de muito bom humor ao portão da quinta, onde nos esperava João Carvalho.

Adega Quinta dos Termos: a paixão pelos vinhos
Antigo professor universitário e empresário têxtil que continua a ditar tendências nos tecidos a nível internacional, é no meio das vinhas que se sente em casa. Juntamente com a esposa, Maria de Lurdes Carvalho, fizeram da quinta que herdou do pai um lar e um destino obrigatório para os amantes de bom vinho.

Os vinhos Quinta dos Termos nasceram apenas em 2001, quando João deu vida a uma tradição que ali remonta há mais de 2000 anos. Aliás, datadas do Século II ao Século V, ainda podemos ver as lagaretas com dois pisos e um escorredor, onde o vinho era feito em bica aberta, e o esmagamento das uvas dava origem ao vinho do proprietário, e o bagulho à água-pé, bebida por quem trabalhava a terra.

Foi a primeira adega em Portugal certificada em produção ecológica, e a única durante quase dez anos. “Devemos ser dos únicos produtores em Portugal com abelhas no meio das vinhas” diz das 70 colmeias que existem entre as vinhas, sabendo que são animais extremamente sensíveis a herbicidas e pesticidas.

“Aqui, a filosofia é engarrafar aquilo que a natureza nos deixa fazer.”
Nesta quinta, onde se faz muita investigação da vinha e do vinho, do amanho até á colheita é tudo feito manualmente e vinificado em monocasta com as leveduras indígenas, das próprias uvas, sempre com especial atenção durante a fase de fermentação para controlar o processo natural. “Agimos com o propósito de fazer vinhos que expressem o terroir e a casta com que são feitos”.

A par do esforço humano, o clima da região beirã, de temperaturas bastante elevadas nos meses mais quentes, traz um grau elevado de maturação, originando vinhos complexos, aromáticos e consistentes.

Para provar, escolhemos o branco monocasta Fonte Cal. E não foi por acaso! A recuperação desta variedade de uvas para o portfólio nacional em muito se deve a João Carvalho. Quase exclusiva desta região, o produtor descobriu esta casta antiga e rara nas parcelas de vinhas velhas da Quinta dos Termos. “No início nem sabíamos o que era e só a ajuda de um consultor permitiu identificá-la”. Depois deu início a um processo de recuperação e, atualmente, já ali se encontra um generoso campo de clones da casta.
Esta uva, com o mesmo teor de açúcar que a Síria, acaba por ser mais doce e tostada, resultando num vinho aveludado, fino e de acidez perfeita, com grande equilíbrio, perfume e frescura.

A Adega da Quinta dos Termos é um trabalho de amor e arte
Em cada garrafa, é possível saborear as horas de dedicação que esta família dedica à sua arte. Uma paixão que já trouxe para o negócio o filho, Pedro, um economista que resolveu tirar o mestrado em enologia e vinicultura para se dedicar de corpo e alma à nova empreitada da família: fazer vinhos do Douro.

A vontade já era antiga e o primeiro passo foi dado com a aquisição da Quinta do Pocinho, “muito maltratada, mas com muito potencial”. A promessa de vinhos com características únicas, feitos com castas bem diferentes das da Beira Interior foi o grande aliciante.

Quinta dos Termos colocou Belmonte no mapa do vinho
“Somos um país pequenino, mas muito heterogéneo. No mundo do vinho isso dá-nos a capacidade de fazer de vinhos simples a muito complexos”. Dos 22 hectares de vinha na quinta no Douro, cerca de 3 têm direitos de Vinho do Porto, um néctar que produzem desde 2021 e que “foi para a cave até ter uma história para contar.”

A Quinta dos Termos produz anualmente mais de 800 mil garrafas e “a tendência é aumentar”. Reconhecidos nacional e internacionalmente, são um nome de referência, embaixadores por excelência da Beira Interior. Aceite este convite e venha visitar João Carvalho e a família a Belmonte.

Quanto a nós, altura de regressar à base e aproveitar os quilómetros que nos restam ao volante do Peugeot 208. Uma experiência que o desafiamos a conhecer em detalhe em www.escapelivre.com e a descobrir como é que o leão se comporta face aos seus rivais!






