Restaurante Cidália: sabores à lareira

Há casas que são o rosto dos seus proprietários e o Restaurante Cidália é um desses casos, exibindo a força e coragem da sua proprietária.

Há casas que são o rosto dos seus proprietários. E esta é uma delas, exibindo a força e coragem da sua proprietária, O Restaurante Cidália deve o seu nome a esta mulher que chegou de mãos vazias. Mas que lançou um restaurante de qualidade superior com iguarias de lamber os dedos. A pressa de visitar este restaurante levou-nos a deitar mão ao poderoso BMW Z4 M40i.

Todas as boas histórias começam com “Era uma vez…”. A história do Restaurante Cidália é uma excelente história e, claro, começa assim.

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Era uma vez uma mulher que vivia em Angola quando a guerra eclodiu e empurrou muitos portugueses para o retorno à pátria. Muitos “retornados” chegaram sem nada nas mãos e tiveram de começar do zero. Cidália nunca tinha cozinhado e “não percebia nada de cozinha nem sequer de restaurantes ou algo parecido.” Mas, como bem diz o povo, a necessidade aguça o engenho. E abriu uma petisqueira onde a “clientela fez a casa” e, estando de passagem pela Guarda, não falhava a visita.

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BMW Z4 levou-nos de cabelos ao vento

Aproveitámos o bom tempo que, finalmente, se instalou no maciço central e fomos descobrir as estradas que nos encaminham até ao Barracão, a sul da Guarda. Ao volante de um BMW Z4 M40i, gentilmente cedido pela A Matos Car.

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Um roadster elegante equipado com um motor de seis cilindros em linha com duas faces. Uma suave e que nos presenteia com uma viagem tranquila de cabelos ao vento e outra, mais ousada, graças aos 328cv debaixo do longo capô que desagua na grelha duplo rim típica da marca de Munique, que torna qualquer estrada num parque de diversões. Sobretudo esta sinuosa que nos leva até ao restaurante onde dona Cidália ergueu um local de peregrinação.

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 “O sucesso que alcançámos, quer na petisqueira quer aqui no restaurante, tem várias razões, mas uma delas é a qualidade dos nossos produtos e a forma como os tratamos.” O orgulho desta afirmação motivou a explicação de como tudo funciona dentro do restaurante e alguns segredos do Cidália.

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“Antigamente, eramos nós quem fazíamos tudo. Eu, que nunca tinha pegado num tacho, vim para Portugal para fazer os enchidos e cortar a carne.” Hoje já não pode ser assim, mas continuam a fazer questão de escolher os melhores fornecedores, “aqueles que mais se aproximam daquilo que fazíamos outrora”. Depois é saber trabalhá-los. E não é por acaso que conquistou o epíteto de “Rainha dos Grelhados”.

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No Restaurante Cidália, a lareira tem segredo… chama-se azinho

Tudo começou pela necessidade de se diferenciar dos outros restaurantes. Começou a fazer carne na grelha, à lareira, com o sucesso que hoje é reconhecido por todos. Mas há mais um segredo! Aqui não utilizam carvão nos grelhados, apenas lenha de azinho. Certamente mais dispendioso e trabalhoso, “mas o sabor final e o sorriso dos clientes compensam!”

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No Restaurante Cidália há várias especialidades. Uma delas é o Cabrito Assado, mas, uma das mais procuradas, são as Iscas de Fígado de Vitela. Os fígados são comprados inteiros e é Cidália quem os corta e prepara num molho especial com alho e sal na base do tempero. São de fazer crescer água na boca!

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Sem surpresas, o destaque do Cidália reside no seu interior. Acolhedor, entramos para uma antecâmara que nos leva até à sala onde não há divisões para a cozinha. “Gostamos que os nossos clientes vejam o nosso trabalho” e, bem à vista de todos, está a lareira, alimentada a madeira que é acesa horas antes de começar a servir para estar tudo pronto para a chegada dos clientes.

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Quem prova uma vez, volta ao Restaurante Cidália duas ou três… ou mais!

Confessamos que ficámos de queixo caído a olhar para a enorme lareira onde o cabrito é assado e onde as carnes generosas de porco e vitela passam pelas brasas que lhe dão o sabor característico do Cidália. E como garante a anfitriã, “a carne, de grande qualidade, é sempre grelhada no ponto mantendo-se macia.”

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Para entreter o estômago antes do manjar prometido, umas fatias de paio ou umas tirinhas de entremeada, grelhada claro, vão esgotando o pão guloso. O arroz de feijão caldoso espera a chegada da carne, seja o Cabrito ou a Aba da Vitela Jarmelista. Para sobremesa há vários doces caseiros para os dentes mais doces e um requeijão com doce de abóbora que é um regalo.

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A ementa comporta, ainda, outras opções de carne, da picanha aos nacos de alcatra e, para quem gosta mais de peixe, há bacalhau e peixe fresco do dia, aquele que surgir no mercado. Todos os pratos temperados na perfeição e que denotam um daqueles amores que esperamos ser para a vida toda.

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E o futuro já está a chegar. É com um brilho especial e uma lagrima a bailar nos olhos que Cidália fala do neto, Chef de Cozinha, e aquele que será a continuidade do restaurante que ergueu do nada e hoje é um marco incontornável na região e no país.

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Dona Cidália é uma força da natureza

Cidália é uma força da natureza que descobriu a sua vocação e, com a ajuda das filhas, construiu um legado de qualidade e sabor únicos que o seu neto irá perpetuar. O seu nome, orgulhosamente gravado no nome da casa, será para sempre sinónimo de uma mulher forte e de uma casa de referência onde a comida e a arte de bem servir são alvo de invejas.

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O repasto e a conversa estiveram no ponto, tal como as carnes grelhadas na icónica lareira à vista de todos, mas aproximava-se a hora de começar a preparar os jantares e, para nós, chegava também a hora de fechar a capota e zarpar com o BMW Z4 M40i rumo ao próximo destino.

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De capota fechada, sim, que o fresco da noite serrana a isso obrigava. Porém, o roadster da BMW não perdeu o seu charme e, com o sol a desaparecer no horizonte, escolhemos, claro, o caminho mais longo para chegar a casa. Quanto a si, se ainda não está já a marcar a sua visita ao Cidália, o que espera? Garantimos que não se vai arrepender e, tal como nós, depois da primeira vez, vai tornar-se num cliente habitual!