Morto e enterrado! Poluente! Prejudicial à saúde! Acabem com ele! O motor Audi V6 TDI, acabado de ser renovado, permite-nos dizer que as notícias sobre a morte dos motores diesel são manifestamente exageradas. Depois de tanto vergastar o motor criado por Rudolf Diesel, começa a ser evidente que tudo foi um exagero causado pelo Dieselgate. Em suma, os franceses mudaram de gosto da noite para o dia, já os alemães não se querem separar do Diesel.
A grande verdade é que dói aos políticos e aos vendilhões do templo, sempre com amanhãs que cantam na ponta da língua, perceber que os motores a gasóleo têm um rendimento inigualável. Além disso, para quem faz grandes viagens e trabalha com o automóvel, o gasóleo continua a ser o combustível de eleição.

Audi V6 TDI: o regresso!
Com toda a certeza que os franceses, zeloso das suas convicções, já enterraram aquele que, outrora foi o seu combustível de eleição. Em contrapartida, os alemães exploram a evolução do ciclo inventado por Rudolf Diesel.
Dessa forma, a Audi acaba de renovar o bloco V6 TDI conhecido como EA897Evo4. Em primeiro lugar aplicou-lhe tecnologia híbrida de 48 volts. E o que faz parte dessa tecnologia? Um alternador/motor de arranque, um motor elétrico com 24 cv e 230 Nm de binário situado na caixa de velocidades e um compressor elétrico situado na admissão de ar.
Em segundo lugar, aplicou uma eletrónica poderosa que controla o compressor, enviando mais ar para a admissão e, assim, aumentar a pressão de sobrealimentação. Por outro lado, continua o bloco V6 TDI a contar com um par de turbos, servindo o compressor para acabar com o tempo de resposta dos turbos.
Contas feitas, o motor debita 300 cv e 580 Nm de binário. São anunciados consumos entre os 5,3 e 6,1 l/100 km com emissões de CO2 entre 14º e 165 g/km.

Eletrificação muda o carácter do motor
Com efeito, sem a ajuda da eletrificação, dificilmente este poderia ser um motor utilizável sem duras penalizações. De acordo com a Audi, o sistema melhora o desempenho, o conforto de condução e reduz as emissões de CO2 e os consumos.
O alternador/motor de arranque liga o motor e alimenta a bateria. Autoriza condução 100% elétrica a baixa velocidade. Só para exemplificar, engarrafamentos ou manobras de estacionamento.
Por outro lado, quando é preciso mais potência na fase de aceleração, entram em ação os 230 Nm de binário e os 24 cv extra. Já na desaceleração, a recuperação é de 25 kW de energia para a bateria.

Audi V6 TDI usa novo combustível sustentável
Porém, a maior “alavanca” para recolocar o motor diesel no seu devido lugar é o HVO. O que é isso do HVO? Este é o acrónimo em inglês de Óleo Vegetal Hidrotratado. Com efeito o HVO é produzido a partir de resíduos e detritos como óleos de cozinha usados e subprodutos agrícolas. Em laboratório é adicionado hidrogénio que transforma estes óleos em hidrocarboneto saturado compatível com o ciclo diesel.
O HVO100 reduz, de acordo com os seus criadores, entre 70 e 95% das emissões em comparação com o gasóleo. Pode ser usado misturado com gasóleo ou puro. Os motores TDI estão homologados para funcionar com HVO 100 há cerca de três anos.






