Adega Beyra: a arte de Rui Roboredo Madeira

Fomos conhecer os seus vinhos de altitude da Adega Beyra, ao volante do Mercedes-Benz EQS SUV, modelo 100% elétrico que surpreendeu.

“Quero partilhar a minha paixão com vinhos que cheiram e saibam à minha terra”, diz Rui Roboredo Madeira, enólogo por via de uma curva da vida, que regressou às origens para realizar os seus sonhos. Fomos conhecer os seus vinhos de altitude, da Adega Beyra, ao volante do Mercedes-Benz EQS SUV, modelo 100% elétrico que, com toda a certeza, surpreendeu.

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Luxo, tecnologia, conforto e eficiência. Com efeito, quatro palavras que descrevem perfeitamente o Mercedes-Benz EQS SUV. As linhas dão prioridade à aerodinâmica para fazer dele um dos SUV 100% elétricos com estas dimensões a oferecer das melhores autonomias. Facilmente entrega 500km com uma carga, com consumos na ordem dos 22kWh/100km. Para irmos da capital até à Vermiosa e voltar, bastou uma carga de 20m na IONITY!

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Mercedes-Benz EQS SUV: o luxo num automóvel

Já no interior, o luxo e o conforto rodeiam todos os ocupantes, sejam os tradicionais 5 lugares, ou os opcionais 7 lugares com os bancos na bagageira. Na linha da frente, o “ecrã gigante” Hyperscreen MBUX com 1,41m de largura domina o cockpit e oferece uma conectividade fora de série. Podemos até incluir mais dois ecrãs para os passageiros da segunda fila. A insonorização do habitáculo, sobretudo a velocidades elevadas é digna de nota e contribui para toda a experiência a bordo.

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A sua suspensão pneumática Airmatic e amortecimento eletrónico variável são de série em todas as versões, assim como o eixo traseiro direcional que permite que as rodas traseiras girem para melhorar as manobras em cidade e a estabilidade a altas velocidades. A combinação entre todas faz este grande e pesado SUV mais ágil do se poderia pensar.

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Mas, para podermos percorrer os trilhos enlameados das vinhas, escolhemos a versão 450 4MATIC com o sistema offroad da Mercedes-Benz. Mantém os 360 cv de potência, mas conta aqui com um binário de 800 Nm.

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Adega Beyra: uma curva da vida tornou Rui Madeira enólogo

“Um acidente quase mortal trouxe-me de Lisboa para o Douro para recuperar e essa curva da vida desviou-me do curso de economia para o curso de enólogo e aqui estou com esta paixão pelo vinho e pela Beira.” Esta frase sintetiza a razão para Rui Roboredo Madeira ser, hoje, um reconhecido enólogo que tem um pé no Douro e outro na Beira, confessando a sua paixão pelas vinhas velhas da Vermiosa, ali encostadas a Figueira de Castelo Rodrigo e à distância de um braço de Espanha.

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O pai, que hoje aos 91 anos ainda é produtor de uvas e azeite, foi a grande influência. A família dele estava no mundo dos vinhos e a mãe, nascida na Mêda, era de uma família tradicional de viticultores do Douro.

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“Hoje, já toda a gente fala dos vinhos de altitude.”

Recuperado, acabou o curso e foi beber experiência ao mundo com estágios nos Estados Unidos, Austrália e Argentina, até que surgiu a primeira oportunidade de estagiar na casa agrícola familiar. Fez vinhos e colocou-os no mercado com enorme sucesso. Foi a alpondra para voos mais altos.

Foi consultor e depois decidiu formar a própria empresa, começando por usar o vinho que criava para os seus clientes. Comprava-o a granel e alugava adegas para os fazer estagiar, tratar e afinar, colocando esse vinho no mercado. Foi aí, em 2000, que criou a marca Castelo d’Alba, hoje uma referência nos vinhos do Douro.

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Depois fez a própria adega, em São João da Pesqueira, mas ainda era apenas um lugar onde afinava o vinho e o engarrafava.

Foram cerca de sete anos que deram ao vinho Castelo d’Alba um reforço de identidade. Mas o sonho era ter a sua terra, as suas vinhas e, em 2007, comprou uma quinta da família da mãe, a Quinta da Pedra Escrita. Um projeto pequeno, biológico, com produção limitada e onde não se podia misturar uvas, algo que sempre quis fazer. Foi uma forma de manter a ligação com a mãe e com aquele lado da família.

Em 2010 comprou esta adega na Vermiosa. Foi aqui que fez o primeiro estágio e a primeira vindima. “Cumpri o sonho de ter as minhas vinhas e, sobretudo, vinhas velhas com mais de cem anos e em altitude”.

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“Os vinhos da Beira Interior têm qualidade, personalidade e são diferentes”

Os antigos proprietários não conseguiram afastar o espectro ligado ao vinho da Beira, mas não hesitou. Acredita que os vinhos do Interior “têm personalidade e são diferentes”. E, com vindimas cada vez mais anómalas, os produtores procuram ir para a costa e as brisas marítimas, ou para altitude. Rui escolheu a altitude, com vinhas a 750 metros, as mais altas do país.

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“O que será da Vermiosa daqui a cem anos? Eu quero preservar esta região!” Por esta razão, Rui decidiu fazer vinhos recorrendo à tradição e não à modernização. Nunca se preocupou com grandes técnicas de fermentação e faz os vinhos com aquilo que as uvas lhe dão e foi recompensado por esta terra.

A Adega Beyra é líder na região há muito tempo. Afirma que esta é uma zona de qualidade e não uma zona de quantidade. Em 2015 recuperou a adega velha, que estava abandonada, e voltou à tradicional fermentação em cimento.

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“Beyra” é a forma de reconhecer a região

“Beyra” não é uma tentativa de se apropriar do nome da região. Bem pelo contrário, Rui deseja promover cada vez mais a região e promover os vinhos de uma zona mal-amada. Por isso mesmo, os rótulos têm o mapa da Beira para que as pessoas percebam que não estão longe do Douro. “Hoje já toda a gente fala nos Vinhos de Altitude.”

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“As condições para fazer grandes vinhos nós temos, precisamos de trabalhar, descobrir e ganhar experiência com as características especiais destes solos, com muito quartzo e uma exposição solar intensa com condições únicas. Tudo feito de forma tradicional rejeitando a mecanização. Por isso o futuro é risonho, acredito!”

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Quanto a nós, por agora é tempo de carregar a enorme bagageira do Mercedes-Benz EQS SUV com algumas caixas destes néctares. Acreditem, que, depois de provar, vão perceber tudo aquilo que Rui Roboredo Madeira diz sobre esta região e o que as uvas são capazes de dar. Dos brancos aos tintos, a pureza como são criados faz dos vinhos da Adega Beyra uma referência incontornável na Beira Interior. E na sua garrafeira também.