Max Verstappen fez “xeque mate” a Lewis Hamilton no México?

A Fórmula 1 entrou na reta final de 2021 e a uma mão cheia de provas do final, é Max Verstappen que está em vantagem para o que falta.

A Fórmula 1 entrou na reta final de 2021 e a uma mão cheia de provas do final, Max Verstappen pode ter dado o “xeque mate” a Lewis Hamilton. O estado desanimado do campeão em título e a sua linguagem corporal deixam antever um homem rendido à superioridade da Red Bull face à Mercedes. Algo que nunca tinha acontecido desde o nascimento da era híbrida em 2014.

Recordo que apenas Nico Rosberg contrariou Lewis Hamilton que, em oito anos, ganhou cinco títulos, chegou à vitória 100 e em 2020 igualou Michael Schumacher.

Um ano de corridas animadas

Com 22 provas este ano, o Mundial de Fórmula 1 poder-se-ia transformar numa procissão que consagrasse Lewis Hamilton como o melhor piloto de todos os tempos, em termos de resultados. Ou seja, havia muitas possibilidades de termos um ano sensaborão. Nada de mais errado!

A Netflix fez o seu trabalho bem feito. Arregimentou mais adeptos para a disciplina e a Red Bull apareceu muito competitiva, de uma maneira totalmente inesperada para os adversários. O aviso ficou dado nos testes de pré-temporada em Espanha e concretizado por Max Verstappen. Mas foi um caso de rivalidade pura que espoletou o interesse pela Fórmula 1.

Schumacher, o documentário da lenda de F1 a não perder

O documentário da Netflix retrata a carreira do ex-automobilista alemão e heptacampeão de Fórmula 1. Já disponível, para ver e rever.

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Os desaguisados em pista entre Lewis Hamilton e Max Verstappen, com toques, acidentes e muito falatório, recuperaram rivalidades como a de Senna e Prost, Hill e Schumacher, Villeneuve e Schumacher, enfim, os tempos dos vilões da F.1. Verdade que sem o “glamour” daquelas eras e com protagonistas muito menos interessantes que outrora.

GP do México muda tudo

Ainda assim, o Mundial de 2021 esteve ao rubro até ao GP do México, onde Max Verstappen deu um “xeque mate” em Lewis Hamilton. O neerlandês perdeu a “pole position”, mas a superioridade do Red Bull era tal que Verstappen travou um código postal depois de Valtteri Bottas – que deixou de forma inocente a porta aberta ao piloto do Red Bull – assumiu a liderança e sem ter de forçar, ganhou nas barbas de Hamilton.

O britânico deixou claro que estava derrotado e num assomo de qualidade, defendeu-se de Sergio Perez. Este, ao volante de outro Red Bull, deu-se ao luxo de andar a jogar ao gato e ao rato com Hamilton. Não conseguiu a dobradinha que daria o primeiro lugar no campeonato de construtores à Red Bull, porque Hamilton, mesmo na mó de baixo, é um excelente piloto.

A diferença entre os dois está nos 19 pontos – Bottas conseguiu roubar o ponto da volta mais rápida à Red Bull e com isso impedir que a casa de Milton Keynes ficasse em igualdade pontual com a Mercedes – e quando falta Brasil, Qatar, Arábia Saudita e Abu Dhabi.

O que aí vem?

Lewis Hamilton sabe que poderá chegar às incógnitas Qatar e Arábia Saudita ainda mais longe. Isto porque o Brasil deverá sorrir a Verstappen e a fiabilidade da Honda continua forte.

Portanto, o Mundial de Fórmula 1 pode ter ficado decidido no México e de uma forma algo humilhante para a Mercedes e para Lewis Hamilton. A casa alemã esperava terminar esta era híbrida plena de vitórias, Hamilton queria o quinto título sucessivo para passar a ser o piloto com mais títulos da Fórmula 1.

Veremos o que nos dará as corridas disputadas no Médio Oriente. Certo é que, nesta altura, é Max Verstappen quem pode perder o campeonato e não Lewis Hamilton que o pode ganhar.

E nos ralis…

Nota final, já que estamos a falar de desporto, do título nacional de ralis conquistado por Ricardo Teodósio. O título do piloto algarvio fez-me lembrar o cetro ganho por Pedro Matos Chaves em 2000 com o Toyota Corolla WRC. O cenário foi o Rali Dão Lafões, o palco a última classificativa disputada de noite.

O piloto do Corolla apanhou nevoeiro e um “flash” de uma máquina fotográfica fê-lo pensar que Adruzilo Lopes o tinha apanhado no troço e o título estava perdido. Não estava e Pedro Maros Chaves tornava-se bi-campeão nacional de Ralis.

Ricardo Teodósio teve de ir buscar forças onde elas estavam escondidas. Isto depois de uma manhã do Rali de Mortágua que lhe correu mal apesar do abandono do seu principal rival Armindo Araújo, logo no primeiro troço.

Com um andamento fabuloso, o piloto do Skoda chegou ao segundo lugar, vencendo a “Power Stage”. Assim, conquistou os pontos suficientes para se sagrar bi-campeão nacional de Ralis. Parabéns Ricardo pelo título efusivamente festejado pela mãe, uma das forças motrizes para o sucesso do herdeiro do “Rei dos Frangos” da Guia, Algarve.

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