Inevitavelmente, os preços vão subir… e muito!

Previsivelmente o preço dos automóveis, da energia e dos combustíveis vão continuar a subir. Porquê? E quem sairá mais prejudicado?

Por aqui não vão ouvir falar de política e por isso se está a ler este artigo sugestionado pelo título, peço desculpa se o enganei. Mas, de facto, é inevitável que os preços vão subir. Sejam eles dos combustíveis, da energia, ou dos próprios automóveis. Tal verificar-se-á não apenas ainda este ano, mas mais alguma coisa em 2022. Razões para isso?

Desde logo a doutrina do lucro que queima no altar inquisitivo do “maximum lucrum” executivos que não consigam forrar a conta bancária com muitas camadas de notas de euro.

Esta é a base de tudo o que está a acontecer. Os investimentos na mobilidade elétrica continuam a queimar recursos mais depressa que a lava do vulcão de La Palma derrete casa e campos. Manter a competitividade e o equilíbrio nos dois lados da barricada – mobilidade elétrica e mobilidade convencional – é uma enorme dor de cabeça para os conselhos de gestão. A crise dos semicondutores ajoelhou a indústria e tem estado a reduzir a produção das mega fábricas a uma ocupação insuficiente que queima dinheiro diariamente.

Enfim, a crise é violenta e a única saída que todos estão a encontrar é a solução que Carlos Tavares já usa há anos. Faz lembrar o Ruben Amorim no Sporting… não se percebe como, mas ganha e custa apanhar-lhe os truques.

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Diz-se do português Tavares que tem o toque de Midas, mas tudo gira em redor de uma feroz guerra contra o desperdício, controlo de custos muito apertado e aumento de preços. Foi essa receita que usou na chegada à PSA, quando comprou a Opel e, agora, na Stellantis. E Carlos Tavares, relutante em aceitar a eletrificação, optou por uma estratégia de capilaridade da gama com oferta de várias opções de motorização (gasolina, Diesel, elétrica) e face à falta de semicondutores, deu prioridade à produção dos modelos e versões mais rentáveis.

Obviamente que, para tudo isto resultar, há que ter uma gama desejável, sedutora, e uma força de vendas inteligente e capaz de convencer o cliente dos méritos de pagar mais por um produto.

Os resultados fabulosos exibidos pela PSA, pela Opel – crónica hemorragia de capital que desapareceu em poucos meses – foram olhados de soslaio pela maioria, mas face ás adversidades atuais, todos foram a correr espreitar o “modus operandis” da Stellantis.

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Tudo de olho na Stellantis…

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Hoje, até os alemães estão de olho na estratégia do português. Toda a indústria está a apostar na produção dos modelos que são mais rentáveis e até Herbert Diess, CEO do grupo VW, um dos ferrenhos adeptos da mobilidade elétrica que pintava quadros de exceção coloridos a cor de rosa, já veio dizer que tudo pode custar muitos milhares de postos de trabalho.

Tão inevitável como o nascer e o pôr do Sol, os preços dos carros vão aumentar bastante em 2021 para que continue em movimento a transição energética e a indústria consiga manter níveis de resultados em mínimos olímpicos. Os cortes na força de trabalho vão ser inevitáveis, mas não há muito mais onde cortar e por isso, os preços vão subir.

Os preços da energia vão subir porque a regulação não existe. Os operadores têm a porta escancarada para cobrarem valores pornográficos pela utilização das estações de carregamento, tal como desabafei aqui. E se conseguirem recuperar o investimento nos carregadores em seis meses ou um ano – recordamos que em 2020 foram feitos quase 1 milhão de carregamentos e prevê-se que este ano esse número seja, alegremente, maior – não o vão fazer em dois ou três!

Vendas de elétricos a subir…

E como a previsão diz-nos que o aumento dos carros elétricos deverá ser grande e a necessidade de carregamento maior ainda, estamos todos a ver como é que isto vai acabar. As provas já andam por aí. Eu que fiz 11 carregamentos nos últimos 35 dias, recebi uma fatura de 51€ para um consumo de energia total de cerca de 60 kWh. Efetivamente de energia foram menos de 10€, o restante correspondeu a taxas de utilização dos postos, mais o IVA!

Finalmente, o custo dos combustíveis vai continuar a acelerar. Dizem que o mercado vai inverter daqui a alguns meses. Dificilmente o “lobby” da indústria petrolífera vai deixar de demonstrar à sociedade que a ideia de fazer a transição para a mobilidade elétrica, à força, não vai ser bem-sucedida e que os combustíveis fósseis ainda são essenciais à economia mundial. Nada como encolher a extração de petróleo e criar um aumento dos preços.

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Como a crise dos semicondutores se vai prolongar por muito tempo, o cenário é claro. Os preços dos carros, da energia e dos combustíveis vão continuar a subir e, como sempre, quem sai prejudicado… é o consumidor.