Diesel. Passado, presente, ou futuro?

Já muitos anunciaram a morte do Diesel, mas é certo que o combustível visto por muitos como “pouco limpo” está longe de estar completamente enterrado.

O Diesel é um combustível válido? Respondendo diretamente a esta questão, sim! Mas antes que me condenem pela afirmação anterior, leiam estas linhas para entender os motivos que têm levado o Diesel a “perder terreno” para outros tipos de “combustão”. Afinal, nem tudo o que parece, é.

Old Diesel
Será mesmo uma coisa do passado?

Se o Diesel é um combustível ainda válido, porque é que as vendas dos carros a gasolina não param de subir, e o Diesel está a perder terreno para outras tecnologias, com recentes dados de um estudo da Jato Dynamics a terem revelado setembro como o primeiro mês em que as vendas de carros eletrificados (híbridos, híbridos plug-in e elétricos) ultrapassaram os Diesel.

Existem, na minha opinião, duas principais razões para tal: a pressão dos organismos Europeus que legislam medidas cada vez mais restritivas em termos de emissões e, também, o Diesel Gate da Volkswagen que teve um impacto significativo na imagem dos Diesel, transmitindo uma ideia de “pouco limpos”.

Há construtores como a Mercedes-Benz, que unem o Diesel à eletrificação conseguindo resultados muito interessantes ao nível de consumos e emissões.

As sucessivas evoluções das normas de emissões impostas pela UE levaram a que todos os construtores tivessem de desenvolver sistemas de antipoluição mais completos e eficientes. Tudo isto de forma a cumprir com a escalada das restrições. Assim, um motor Diesel atual tem obrigatoriamente de possuir vários sistemas em simultâneo, como por exemplo, válvulas EGR (recirculação de gases de escape) de alta e baixa pressão, catalisadores mais eficientes, filtro de partículas, adição de sistemas de Adblue, adição de aditivos como o eolys/cerina, entre outros. Só desta forma conseguem cumprir com as normas em vigor.

Diesel and Adblue

Em complemento destes sistemas foram investidas muitas horas de desenvolvimento de engenharia para criar peças e sistemas – turbos, sistema de injeção, desenho de coletores de escape, etc – que ajudem a interagirem uns com os outros, mas sem criar impacto negativo nas performances dinâmicas do automóvel. Um Diesel atual possui uma combustão e tratamento de gases que podemos afirmar como um motor limpo, e apesar da complexidade e por vezes deterioração, especialmente a longo prazo, conseguem mesmo emitir emissões abaixo dos motores a gasolina.

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Custos de produção elevados

Contudo, a “obrigatoriedade” de instalar grande parte destes sistemas e os custos de desenvolvimento, resultaram praticamente na morte dos motores Diesel de baixa cilindrada, como conhecemos até à bem pouco tempo nos segmentos citadinos/utilitários e pequenos familiares (segmentos A, B e C) uma vez que estes automóveis são “mais sensíveis ao preço”, tornando-se menos competitivos face a outros combustíveis.

Não podemos ignorar as vantagens do Diesel – baixos consumos, elevada disponibilidade de binário, custo do combustível, entre outros – aliado aos sistemas de tratamento de gases de escape atuais, são motores ainda com futuro a curto/médio prazo muito apetecíveis!

Se neste momento pondera a aquisição de uma viatura, analise sempre os seguintes fatores: Tipo de percurso que maioritariamente percorre, o custo da viatura nas diferentes motorizações (Diesel, gasolina, híbrido), os quilómetros que efetua anualmente, a desvalorização da viatura no tempo.

Depois estão naturalmente os outros fatores mais subjetivos, design, prazer de condução, etc. mas tenha em conta que… os Diesel estão de saúde e ainda vão permanecer entre nós… ainda que por vezes até possam estar associados a motorizações híbridas.

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