|
|
 |
|
 |
|
|
Edição de 05 Julho de 2007
Chega no final de Setembro
Peugeot apresenta novo 308
Substituto de um modelo fundamental para a marca do leão, o novo 308 foi apresentado, oficialmente, à imprensa mundial, na passada semana. Depois de mais de três milhões de unidades produzidas, o 307 cede o testemunho ao 308. A apresentação ao grande público terá lugar no salão de Frankfurt - onde será uma das estrelas - para de imediato iniciar a comercialização nos diferentes mercados, Portugal incluído.
Primeiro modelo de série da marca a inaugurar a designação que termina com o algarismo 8, o 308 vem por fim à carreira de seis anos do 307 do qual herda uma carroçaria semelhante, ficando, praticamente por aí a ligação.
Em termos estéticos, a parte dianteira transporta o design iniciado com o 207, enquanto a traseira surge com uma personalidade mais forte, mais original, conferindo-lhe um aspecto de robustez e, ao mesmo tempo, um certo carácter desportivo.
Essa robustez estende-se ao interior, onde a qualidade é nota dominante. Nota-se no fechar das portas, ou no “toque”, que houve uma preocupação real com os materiais. Falta conduzi-lo para confirmar se a montagem se situa ao mesmo nível. Falando em interior, este foi todo revisto notando-se, também aqui, a evolução apresentada pelo novo modelo.
O 308 “cresceu” em comprimento e em largura, aumentando, por isso, o espaço disponível no interior e na bagageira (tida como referencial no segmento) aspectos que os clientes deste tipo de veículos apreciam consideravelmente. Ainda que, nesta altura, se discuta o equipamento a disponibilizar, para Portugal, o importador irá concentrar a oferta nos níveis Confort pack, Premium e Premium pack. Em termos de motores a oferta deverá, na fase de lançamento, contemplar o novo motor 1.4 de 95 cv e o 1.6 THP de 150 cv, ambos fruto da cooperação do Grupo PSA com a BMW. Nos diesel, estarão disponíveis os 1.6 HDi de 110 cv e o 2.0 HDi de 136 cv. Os pneus disponibilizados pela Michelin (os novos Energy Saver) contribuem para a redução dos consumos e das emissões de gases poluentes por oferecerem menor resistência o rolamento.
A três meses do início da comercialização, os preços estão, ainda, a ser alvo de negociações entre a casa mãe e o importador, mas sabe-se já que a subida relativamente ao 307 será muito ligeira. Com uma aposta forte na qualidade (os modelos de ensaio efectuaram mais de dois milhões de kms em testes) uma estática renovada e um interior ao nível do topo no segmento, o novo 308 mostra-se perfeitamente capaz de substituir de forma “honrosa” o seu antecessor.
|
|
|
Audi R8 já à venda em Portugal
Um dia no Estoril…a 300 à hora!
Com a notória intenção de assumir uma posição de liderança num segmento onde Porsche e Ferrari dão cartas surge, por parte de um construtor generalista, um modelo, no mínimo, fascinante. A Audi acaba de apresentar, no nosso país o superdesportivo R8 que coloca a Audi numa posição de destaque no restrito grupo de construtores que produzem este tipo de veículos.
Logo num primeiro olhar torna-se claro o seu estatuto de exclusividade. O Audi R8 possui linhas estilizadas, destacando-se uma traseira com formas musculadas e energéticas, enquanto a zona dianteira sobressai pelo estilo trapezoidal da grelha do radiador numa peça única, ladeada à direita e à esquerda por enormes entradas de ar adicionais. Pela primeira vez os quatro anéis da Audi estão colocados no capot, imediatamente acima da grelha. Os grupos ópticos planos e rasgados possuem inovadores faróis com tecnologia LED, com uma cobertura transparente em vidro, unindo-se ao mesmo nível por cima das referidas entradas de ar. O complexo desenho dos grupos ópticos, típica na Audi, tornam o R8 inconfundível, tanto de dia como de noite, graças aos faróis de Xénon e às luzes de dia com doze diodos. Um spoiler traseiro é automaticamente accionado para ajudar o R8 a “cortar” o vento. Quando se circula a velocidades menores, este spoiler recolhe-se no corpo da carroçaria, também de uma forma automática.
Quanto à “alma” deste R8, nos 420 CV extraídos deste bloco de oito cilindros, a evolução do sistema de injecção a gasolina FSI atingiu um novo e mais elevado estágio de desenvolvimento.
Os valores desta unidade são bem elucidativos: às 7800 rpm este motor de 4.2 litros debita uma potência de 420 CV. O binário máximo é de 430 Nm entre as 4500 e as 6000 rpm. E 90 % do valor máximo é constante numa ampla faixa de rotações: entre as 3500 e as 7600 rpm.
Os valores das prestações são igualmente de excepção: o R8 acelera dos 0-100 km/h em 4,6 segundos e atinge os 200 km/h em 14,9 segundos, enquanto a velocidade máxima é de 301 km/h.
A caixa de velocidades do R8 oferece seis relações curtas e bem escalonadas, que podem ser seleccionadas manualmente em conjunto com a embraiagem ou automaticamente através do sistema sequencial Audi R tronic. Neste último caso, torna-se também evidente a influência do mundo da competição através de uma alavanca do tipo “joystick” na consola central e, especialmente, com a montagem de alavancas das mudanças por detrás do volante da direcção. Graças ao Launch Control, o sistema R tronic é capaz de fazer arranques fulgurantes, à semelhança do que acontece na competição, sem qualquer esforço suplementar.
O sistema de tracção permanente quattro é decisivo para uma dose extra de poder de tracção e de segurança em andamento.
As primeiras unidades do Audi R8 começaram a ser entregues em Portugal com os seguintes preços: R8 4.2 FSI (147.281 euros) e R8 4.2 FSI R tronic (153.089 euros).
|
|
Ao Volante
No Estoril…a 300 à Hora
Eram 9,27 horas. Entrámos pelo túnel para o interior do Autódromo do Estoril, estacionamos e dirigimo-nos para a frente das boxes. Para trás tinham ficado 342 Kms desde que saímos da Guarda para aceitar o convite da Audi e conduzir o novo R8, o primeiro superdesportivo da marca alemã. Algum nervosismo e alguma ansiedade que nunca conseguimos ultrapassar, por mais que se repitam estas experiências, acompanham-nos até à “pit-lane” onde estão estacionados vários Audi S5, S8 e R8 verdadeiros porta-estandartes das características desportivas e tecnológicas da Audi.
Após um breve briefing sobre como funcionaria o ensaio encontramo-nos preparados para guiar o R8.
Quando o vimos pela primeira vez na versão definitiva no Salão de Paris o R8 pareceu-nos atractivo. Ponto final.
Agora, ali na estrada e para mais ladeado pelos expoentes da gama 5 e 8 da Audi, o design do R8 cativou-nos de uma forma especial. A posição ao volante adquire-se facilmente mesmo para pessoas de elevada estatura. O habitáculo é agradável e ergonómico.
Rodada a chave da ignição ouve-se o roncar grave do V8 que ao ralenti é agradável e continuo mas logo que o acelerador é pressionado dá-nos a impressão que um vulcão entrou em erupção atrás dos bancos. O som é inebriante a par das acelerações. A caixa é soberba e a versão que conduzimos dispunha do sistema robotizado (R-Trónic) com patilhas no volante.
Nos vários conjuntos de voltas ao circuito longo do Estoril podemos apreciar toda a potência do R8, a facilidade de condução, uma suspensão eficiente mas que não prejudica o conforto e uma travagem eficaz sempre que solicitada.
A Audi indica 4,6 segundos dos 0 aos 100 Km/h, e mesmo sem cronómetro não duvidamos, tal é a forma como a nossa cabeça é empurrada contra o banco em aceleração.
Apenas na recta da meta é possível atingir os 301Km/h que a Audi anuncia como velocidade máxima e que deixa de lado o acordo das marcas alemãs em limitar a velocidade a 250Km/h.
Esta experiência demonstrou-nos a aposta ganha pela Audi: fazer um superdesportivo. Na realidade o comportamento dinâmico do R8 é espectacular sobretudo graças a uma suspensão Magnetic Ride Control e a uma motricidade digna de registo. Falta saber como será na utilização no dia a dia, mas certo é que não deixará ninguém indiferente…
|
|
Na estrada com… Renault Mégane dCi GT
Os conceitos mudam… O prazer ao volante é uma causa cada vez mais importante para os construtores de automóveis. Assim se justifica a presença no mercado do Renault Mégane 2.0 dCi 150cv GT. Acima de tudo, trata-se de enriquecer um conceito de desportividade utilizando uma unidade motriz diesel de elevado rendimento e que consegue conciliar os tão almejados “números” do cronómetro, uma atitude dinâmica e o conforto.
Do ponto de vista estético, o Mégane GT sublinha um aspecto desportivo, com linhas dinâmicas, mas, ao mesmo tempo, elegantes (carroçaria de 3 e 5 portas). Em conjunto com o rendimento da motorização 2.0 dCi de 150 cv que concilia performance (aceleração dos 0-100 km/h em 8.7) e economia (5.5 l/100km) o construtor dotou o modelo com um chassis de afinação específica: os amortecedores têm uma taragem própria proporcionando o controlo dos movimentos da carroçaria, qualquer que seja o tipo de condução sem que o conforto seja prejudicado em demasia; as barras estabilizadoras são mais rígidas o que permitem reduzir o ângulo de inclinação em curva; o rebaixamento da permite transformar a condução ágil e reactiva; a nova afinação do sistema de assistência da direcção permite reforçar a precisão em curva com uma melhor rapidez de resposta. O modelo está disponível a partir dos 32.600 €.
|
| |
|
| |
|
|
| Voltar
à secção jornal
|
|