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Edição de 03 de Agosto de 2006
Citroën C5 com motor HDI 173 cv FAP
Um novo trunfo
A gama do Citroën C5 ficou mais enriquecida com a dotação de um novo e evoluído motor turbodiesel 2.2 HDi que na Citroën debita 173 cv, contra (curiosamente) os 170 cv anunciados para o mesmo motor estreado pelo Peugeot 407. Resultado da cooperação entre o Grupo PSA, (Peugeot e Citroën) e a Ford, o HDi 173 FAP vem completar a oferta de motorizações diesel disponíveis para as versões berlina e break C5, colocando-os automaticamente no topo do seu segmento e dando à marca trunfos suficientes para entrar no “jogo” das potências a rondar os 170 cv.
Apresentado há cerca de um mês na região de Versalhes, com o centro dos acontecimentos a ter lugar nas instalações da Citroën Sport, esta nova versão Diesel do C5 tem o lançamento em Portugal previsto para Setembro. Na mesma altura a Citroën apresentou uma nova caixa manual pilotada de seis velocidades (para já) na gama C4 e de que falaremos na nossa próxima edição.
Graças a um conjunto de inovações este motor distingue-se por uma potência e, sobretudo, pelo prazer de condução que fornece, nomeadamente em baixos regimes, ao mesmo tempo que alia desempenhos ambientais de alto nível e um consumo reduzido.
Das inovações que apresenta, destaque para o duplo turbo sequencial paralelo, uma estreia mundial para um motor diesel de 4 cilindros, que favorece a resposta do motor a baixos regimes e minimiza os tempos de resposta do sistema de turbo. O binário máximo de 370 Nm está disponível a partir das 1 500 rpm e para a nova câmara de combustão “ECCS” (sigla em inglês de sistema extremo de combustão convencional), que optimiza a mistura ar/combustível, e um common rail de terceira geração no qual a pressão aumentada para 1 800 bars assegura uma pulverização de combustível mais fina. Esta combinação permite uma redução das emissões poluentes e do consumo ao mesmo tempo que melhora os desempenhos. Em concreto, a baixas rotações (até cerca das 2700 rpm, apenas um dos turbos permanece em funcionamento, assegurando uma resposta instantânea do motor. Logo que se ultrapassa este regime entra em acção o segundo turbo, garantindo a melhoria e a eficácia do desempenho a rotações mais elevadas.
O HDi 173 FAP caracteriza-se igualmente pelo seu design compacto. Ocupa menos espaço debaixo do capot fornecendo assim melhor protecção para peões em caso de colisão.
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Ao volante
Este considerável aumento de potência face ao 2.2 de 136 cv e sobretudo a presença do duplo turbo (que melhora a resposta em todos os regimes) associado a uma caixa manual de cinco velocidades) tornam este C5 um excelente estradista proporcionando um notável desempenho em todos os regimes. Torna-se francamente agradável de conduzir porque mesmo com velocidades mais altas engrenadas, a resposta surge pronta e dispomos de potência mesmo em caso de situações mais apertadas. Escusado será dizer que as recuperações se tornam referenciais e as acelerações possibilitam ao C5 lutar, agora, de igual para igual com a concorrência, tanto mais que os consumos rondam 5,0 l/100 km conforme tivemos oportunidade de verificar durante o teste dinâmico onde estivemos a convite da Citroën portuguesa. O C5 2.2 HDi 173 estará disponível em Portugal, a partir de Setembro, com o nível de equipamento Exclusive, o mais completo da gama, com a berlina a custar 44.537 euros, enquanto a versão Break custará mais cerca de 1020 euros. Valores perfeitamente justificados por tudo o que o C5, com este novo motor, nos oferece.
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Foto: AIFA |
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Velocidade no Estoril
Jornada tranquila
O Autódromo do Estoril recebeu mais uma jornada do Campeonato de Velocidade com a realização do Circutito ACDME 3 onde os pilotos da Guarda David Saraiva e Francisco Carvalho partilharam sortes diferentes. Num fim-de-semana estival, Saraiva assinou, de novo, o livro do ponto no Troféu Honda onde se assistiu a muita emoção na pista. David Saraiva subiu ao terceiro lugar do pódio depois de ter realizado uma corrida tranquila. Sem ser um espectador passivo, David Saraiva acabou por assistir a uma prova plena de duelos onde também ele, protagonizou um papel importante. O piloto até realizou um bom arranque conseguindo manter-se “junto dos três primeiros. Um erro do Guillermo Aso ditou a minha subida ao terceiro posto. A partir daí limitei-me a controlar o meu andamento até ao final da corrida”. Apesar deste lugar conseguido, a corrida de Saraiva não foi fácil numa prova em que sentiu “o carro pouco cooperante… Notei sempre que à saída das curvas ele revelava um comportamento lento”. A corrida foi ganha por Miguel Neto tendo-se classificado, na segunda posição, Nuno Vinagre.
Quanto à corrida do Campeonato Nacional de Velocidade, a antepenúltima prova, Francisco Carvalho assinou dois quintos lugares em luta directa com o parceiro de liderança no campeonato. Na primeira corrida Carvalho ficou à frente de Pina Cardoso o mesmo não sucedendo na derradeira corrida da jornada dupla do Estoril. Incontestáveis foram os triunfos de Miguel Freitas nas duas corridas.
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Na estrada com… Audi A4 1.8 T Cabriolet
Nesta altura do ano, nada melhor do que um convite a belos passeios… Um dos belos momentos de prazer ao volante que podemos passar é de quando temos a oportunidade de conduzir de “cabelos ao vento”. É aquilo que nos proporciona o Audi A4 Cariolet. Nesta nova geração, o modelo reúne a sofisticação de linhas, rigor de concepção, tecnologia de ponta, um equipamento de excepção e excelente níveis de segurança. Os detalhes notam-se logo na qualidade de materiais empregues na capota quer ao nível do isolamento quer até pelo uso de um verdadeiro óculo traseiro de vidro. Mas é com ela recolhida, tarefa rápida de se realizar com apenas um toque num botão, que os sentidos agradecem e se soltam… Os novos reforços estruturais garantem qualidade de rolamento, e a configuração do modelo acaba por oferecer uma boa protecção aerodinâmica. Para além dos reforços estruturais, a Audi dotou o novo cabriolet com um complexo programa electrónico de estabilidade ESP da mais recente geração e de um sistema activo de arcos de segurança anti-capotamento.
A qualidade de condução traduz-se pelo rigor do comportamento e pelo conforto das suspensões e por um conjunto de equipamentos de excepção. A motorização deste modelo passa por um bloco de quatro cilindros, com 1 781 cc e 163 cv, vinte válvulas, injecção electrónica sequencial e um turbo de reduzidas dimensões. Desta motorização, importa destacar a linearidade de resposta o que permite uma condução tranquila mas com o dinamismo suficiente para se desfrutar de belos momentos de condução. Este sonho pode-se “comprar” a partir dos 47.202 €.
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