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José Pedro Fonseca |
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António Matias |
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Edição de 16 de Março de 2006
Campeonato Nacional de Autocross e Kartcross
José Pedro Fonseca arranca com dois pódios
O Campeonato Nacional de Autocross e Kartcross teve o seu início, como “manda” a tradição, na catedral distrital da modalidade. Vila Nova de Foz Côa recebeu a primeira prova com a assinatura do Foz Côa Automóvel Clube e os pilotos da Guarda voltaram a marcar o ponto. Em início de temporada, José Pedro Fonseca coroou da melhor forma uma jornada marcada pelas condições meteorológicas adversas ao subir ao segundo degrau do pódio na Divisão II do Campeonato. Na Taça Nacional tanto Joaquim Frade como Marco Paixão acabaram de modo inglório na final com problemas mecânicos nos carros. Na divisão I do Campeonato António Matias não teve a sorte do seu lado por motivos diferentes. Na final, quando disputava a primeira curva na segunda posição foi vítima de um “encosto” que se traduziu na capitulação do Mitsubishi: “a partir daí o carro começou a falhar com graves problemas de rendimento e acabei por ter que baixar os braços! O toque ali não se justificava até porque eu estava melhor posicionado com a curva a ser minha…”.
A segunda jornada do Campeonato levou os concorrentes até Murça. O palco dos acontecimentos não é fácil quer pelo traçado quer pelo piso o que dificulta a vida de todos. José Pedro Fonseca averbou mais um segundo pódio “numa corrida muito difícil com o piso da pista a não facilitar a vida a ninguém. No arranque para a final saí da linha da frente e até acabei por ganhar o arranque. Mas, para evitar os toques, optei por desviar a minha trajectória – o que me fez perder um lugar – preferindo, assim, garantir a posição final.” António Matias não terminou a final da Divisão I, do Campeonato Nacional já que o motor do Lancer cedeu, uma sina que se começou a traçar logo na primeira Manga “quando se notou uma franca perda de potência à saída dos ganchos. Na Final a pressão do óleo do carro começou a cair acompanhada de um barulho estranho, que denunciou logo do que se tratava e claro, nada mais houve a fazer.”. Quanto a Joaquim Frade, na prova de Murça averbou a 3ª posição da categoria depois de ter liderado grande parte da prova. No entanto a quebra da transmissão relegou-o para o lugar mais baixo do podium.
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Citroën com duas novas versões
Picasso tem novo motor
Fez em Janeiro seis anos que o Picasso viu a luz do dia pela primeira vez. Seis anos depois o sucesso deste monovolume traduz-se em cerca de 1.260.000 unidades vendidas, numa carreira que terminará no final do ano, já que a 2ª geração deverá surgir no Salão de Paris.
Mesmo assim, o conceito mantém-se perfeitamente actual em relação à concorrência, o que atesta o vanguardismo do design e a polivalência do conceito que lhe permitem, ainda hoje manter o 2º lugar no "ranking" das vendas. A esse facto não será alheia a superior qualidade evidenciada, a par de um comportamento dinâmico muito eficaz. Num habitáculo espaçoso e igualmente confortável, mantém características inegáveis de atracção apesar de alguns conceitos utilizados acusarem o peso dos anos. Nada que dentro em breve, por certo, não seja remediado.
Mesmo assim, a marca francesa decidiu dotar o Xsara Picasso de uma nova motorização que lhe permite uma redução de preço, sem contudo, afectar as prestações, por aí além.
Ao volante
Na apresentação nacional, que decorreu nas estradas e auto-estradas do Alentejo conduzimos esta versão dotada do motor 1.6 HDI de 92 cv, directamente derivado do bloco que debita 110 cv. A redução da potência quase não teve tradução em termos de performances uma vez que este Picasso apenas perde, para o “ 110”, 8 km/h em velocidade máxima e 2” nas acelerações. Onde se poderá notar mais alguma diferença será nas recuperações obrigando a um maior recurso à caixa manual de cinco velocidades. Mas não será por isso que o condutor deixará de optar por um modelo que custa bastante menos que o seu “irmão”, o que é sempre um factor a ter em linha de conta, tanto mais que, dinamicamente, mantém intactas as características bem nossas conhecidas de outros contactos. O equipamento Confort (26.459 €), coloca-o também num nível agradável e a Citroën disponibiliza ainda, com este motor, o nível SX ( 25.109 €).
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Apresentação Regional…uma vez mais
De novo, a Citroën descentralizou e voltou ao interior para apresentar esta nova versão do Picasso à imprensa regional. Na Quinta da Bica, em Belmonte, reuniram-se os órgãos de comunicação social dos distritos da Guarda e Castelo Branco e a ocasião foi aproveitada pela marca para dar a conhecer, igualmente, a nova motorização Diesel de 55 cv que, desde Janeiro, está disponível no C1 e de que já aqui falámos. Depois de uma conferência de Imprensa, onde José Raul Pereira, Director de Comunicação e Marília Custódio, Chefe de Produto, deram a conhecer estas duas novas propostas, os jornalistas tiveram oportunidade de os conduzir num percurso misto de estrada, cidade e auto-estrada, suficiente para aquilatar das reais capacidades dos mais recentes lançamentos da marca.
Uma acção, na sequência daquilo que é tradicional, e que reflecte a preocupação em divulgar junto da imprensa não especializada e regional, os mais recentes lançamentos. Uma atitude que terá a sua continuação, segundo referiram os responsáveis presentes e que é sempre de louvar.
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Na estrada com…
Audi A6 2.0 TDI Avant
Conhecidas as qualidades deste modelo alemão, onde o desenho exterior exibe um conjunto de formas francamente sedutoras e um interior onde pontua a qualidade, interessa verificar até que ponto a utilização do motor 2.0 TDI é uma alternativa credível nesta versão da tão bem sucedida carrinha Audi. Com 140 cv, um binário de 320 Nm disponível desde as 1750 rpm e uma caixa manual de 6 velocidades, rapidamente nos apercebemos que este motor no A6 é agradável desde as primeiras impressões. As relações de caixa estão muito bem adaptadas e possibilitam uma condução suave em cidade para, na estrada, se revelarem um precioso auxiliar no aproveitamento do bloco de 2 litros, tendo em atenção que esta unidade pesa mais de tonelada e meia. É verdade que precisamos pisar o acelerador durante as recuperações mas nada que venha pecar contra um motor cujas subidas de regimes são muito lineares e que possibilita excelentes performances com o velocímetro a subir até aos 205 km/h. As qualidades intrínsecas destes motores TDI vêm, igualmente, ao de cima no que a consumos diz respeito, 6,1 litros de consumo combinado, é obra! Em auto-estrada mesmo a velocidades mais elevadas mantém a estabilidade já evidenciada noutras situações o que mostra bem o excelente desenho do chassis. Uma palavra para o conforto e o desempenho dinâmico ao melhor nível em qualquer tipo de piso. Penalizada apenas pelo preço final (50.652€) e pelo preço de alguns extras, não deixa, no entanto de estar, ao nível da concorrência, neste capítulo, superiorizando-se em muitos outros. |