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Foto: RaceSpirit |
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Edição de 05 de Novembro de 2004
Troféu PRM 160
David Saraiva estreia-se com vitória
Integrado no Open de Velocidade realizou-se, no passado domingo no circuito do Estoril, mais uma jornada do Troféu PRM 160CV. Após ter alcançado a vitória no Troféu PRM 100, David Saraiva foi convidado a participar nesta prova e tudo correu da melhor forma ao piloto da Guarda, já que foi o melhor ao longo de todo o dia, conseguindo juntar à ‘pole-position’, que lhe permitiu sair da primeira linha da grelha de partida do Open, a volta mais rápida, na volta 9, com 2:29,447 – à média de 100,7 Km/h e uma excelente e merecida vitória na prova.
Com os treinos a realizarem-se com a pista ligeiramente molhada, David Saraiva conseguiu superiorizar-se face aos seus mais experientes adversários.
Pouco antes da partida, um autêntico dilúvio inundou a pista tornando as condições extremamente difíceis para os PRM. Indiferente à intempérie, David Saraiva conseguiu manter a primeira posição logo no arranque, seguido por Miguel Cristóvão, Ruben Vicente e José Monroy.
David Saraiva conseguiu superar as inúmeras dificuldades da pista, para vencer destacado na frente do líder da competição, Miguel Cristóvão e afirmaria no final: “Foi uma boa estreia nos PRM 160CV, depois de já ter alguma experiência dos 100CV, consegui adaptar-me bem e consegui fazer bons tempos tanto em seco como à chuva. A corrida não foi fácil, porque o carro com a pista muito molhada não consegue pôr a potência no chão e torna-se muito difícil de pilotar.”
David Saraiva fez um total de 11 voltas em 28:04,428s, secundado pelo vencedor do Troféu, Miguel Cristovão, a 24,687s e José Monroy, a 1:11,889
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Foto: AIFA |
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Francisco Carvalho termina em 2º no Honda
Troféu perdido na última corrida
Parecia que este seria o ano de todas as vitórias, mas acabou por se transformar no ano dos… segundos lugares. Depois do Seat e do Clio, foi agora a vez de no Troféu Honda, Francisco Carvalho perder o Troféu na última corrida da temporada, realizada no passado fim de semana, no circuito do Estoril.
Antes desta corrida, as atenções centravam-se na discussão pelo título. Francisco Carvalho e Ricardo Bravo eram os únicos com hipóteses de alcançar o triunfo, com vantagem para o piloto da Guarda que contava com uma diferença de 13 pontos. Na sessão de treinos cronometrados, Bravo ao assegurar a pole-position reduziu para oito pontos a desvantagem para Carvalho, tendo este último ficado no terceiro lugar, não somando qualquer ponto suplementar. Na partida para as 12 voltas da corrida, Leal dos Santos foi o mais rápido (viria a ser penalizado por falsa partida), surgindo depois Carvalho e Bravo. E, no início da volta seguinte, Bravo surge já na liderança para, ambos serem protagonistas de uma luta emocionante até ao final da prova. Bravo cruzou a linha de chegada com uma vantagem de 1,874s sobre Carvalho que afirmou: “tenho de dar os parabéns ao Ricardo Bravo pela excelente corrida que realizou. Em relação à minha prestação julgo que tudo se complicou quando o Leal dos Santos, que estava mais lento, não deixou espaço de manobra para mim e o Bravo, embora este último ao curvar por fora no fim da recta da meta no início da segunda volta tenha ascendido ao comando. Depois andei sempre em sua perseguição e só a duas voltas do final, altura em que falhei a travagem na chicane, fiquei convencido que já não chegaria a um título que conquistei nos dois anos anteriores”.
Na classificação final da temporada 2004 da Honda BPI Cup, Ricardo Bravo somou um total de 259 pontos, Francisco Carvalho 257 e José Dória garantiu o terceiro lugar com um total de 181 pontos. Agora resta aguardar por melhor sorte para 2005…
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Campeonato do Mundo de Ralis
bpFord Rally Team vence na Catalunha
A vitória na penúltima etapa do WRC 2004 foi assinada por Marko Martin. O piloto da bpFord Rally Team venceu, em Lloret de Mar, o Rali da Catalunha numa jornada marcada não pela decisão final da vitória absoluta na prova mas pelas emoções trazidas pela conquista dos restantes lugares do pódio. Marcus Gronhom da Peugeot e Carlos Sainz da Citroën protagonizaram um bonito duelo em terras catalãs que acabou por ser favorável ao piloto do 307. Carlos Sainz, que entretanto anunciou já o final da carreira nesta temporada brindou o público da casa com uma prestação ao nível dos seus pergaminhos.
Numa prova que conheceu três diferentes pilotos na liderança, desde cedo se desenhou a vitória de Martin após o abandono do companheiro de equipa da Ford, François Duval, e do piloto da Citroën Sebastian Loeb, de resto já virtual campeão. Duval, vítima de uma saída de estrada logo na primeira etapa, cedeu a liderança do rali a Loeb que, na segunda etapa, também não evitou um toque mais violento na parte debaixo do Xsara que veio provocar uma ruptura na bomba de óleo do motor ditando a desistência. A partir daqui, Marko Martin herdou a liderança da prova e, até final, limitou-se a gerir a diferença para os adversários.
Escape Livre acompanhou a vitória do bpFord Rally Team
A convite da bp Portuguesa, fomos à Catalunha e tivemos a oportunidade de “viver por dentro” as emoções em redor da equipa WRC da bpFord. Confessamos que já tínhamos algumas saudades de sentir de perto, de novo, o mundial de ralis… Ao longo do fim-de-semana acompanhamos de perto a equipa de Malcom Wilson num périplo não só de espectaculares troços em redor de Vic como também da azáfama de uma equipa que acabou por vencer a prova. Do lado da equipa técnica no terreno, 60 pessoas por rali, o dia começa cedo para realizar os preparativos do parque de assistência, duas a três horas antes da chegada dos pilotos. No espaço destinado à equipa, existe uma motor-home onde, à semelhança da Fórmula 1 a equipa técnica reúne para traçar o plano estratégico e acertar a electrónica dos carros, um veículo com cerca de 150 pneus, um camião que dispõe de material suficiente para poder montar quatro Ford Focus (se tal for necessário!...) e uma área social.
Cada um com a sua função, a equipa articula-se, da melhor forma, com o fim último da eficácia em cada assistência. Com cerca de vinte minutos disponíveis, é possível realizar uma troca de pneus, amortecedores ou algum órgão mecânico com a excepção da carroçaria e do motor. A afinação do carro é ditada pelo piloto assim como é o piloto que faz um breve relatório sobre as condições de funcionamento do carro para que os engenheiros possam resolver algum problema.
É esta a imagem de uma “confusão” ordenada que se pode desfrutar num rali pleno de emoções onde o espectáculo proporcionado - e sentido - vale mais do que mil palavras…
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NA ESTRADA COM…
Rover 75 Tourer
A recente renovação de todas as gamas da Rover veio acentuar o estilo da versão de topo que conduzimos na forma de carrinha, com o “top” de equipamento. Não foram muitas as alterações introduzidas, mas a verdade é que esta Rover 75 Tourer é um verdadeiro vencedor. Assume uma distinção natural capaz de seduzir um segmento de mercado onde a exclusividade de pormenores conta muito. Foi assim desde a sua concepção e por isso, se entendeu que não havia necessidade de grandes “mexidas”. Esteticamente notam-se alterações nas ópticas, uma grelha mais integrada e novo desenho dos pára-choques. No interior, continuamos com o charme de um ambiente “very british” onde um completo equipamento, a par da qualidade dos materiais, eleva os padrões. A versão diesel do modelo possui 2 litros de cilindrada e oferece uns honestos 131 cv, que não sendo um valor referencial, se mostram suficientes para proporcionar viagens tranquilas com as recuperações em bom nível a permitir ultrapassar com alguma facilidade sem ter que se recorrer permanentemente à caixa de velocidades. Daí que os consumos se revelem modestos, como convém nos dias que correm. Com a suspensão a privilegiar o conforto e a direcção, agora revista e mais precisa, permite manter a tranquilidade em viagem. O preço desta versão, a rondar os 45 000 Euros, acaba por se revelar honesto, comparativamente à concorrência, tendo em vista a qualidade geral desta Rover Tourer a par de um equipamento como poucos oferecem na sua classe.
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