Jornal
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Edição de 21/05/2004

Edição de 21/05/2004

 

 

Edição de 21 de Maio de 2004

Editorial
Um século para a história

Não é todos os dias que algo ou alguém comemora 100 anos de vida. Com este número o jornal "A Guarda" comemora um século de existência, mau grado todas as vicissitudes, contrariedades e dificuldades que, fazem parte de um passado rico em estórias e que, por isso mesmo, fazem com que este jornal faça parte da história da Guarda.

Nesta hora de congratulações, importa salientar o esforço, dedicação e espírito de sacrifício com que centenas de pessoas ao longo destes 100 anos, conseguiram manter vivo um jornal que é já um ícone na imprensa escrita regional. Recordar quem, no passado, conseguiu manter de pé um jornal como "A Guarda" é ter a certeza que o futuro estará garantido por novas gerações que hão-de manter, por muitos mais anos, este semanário. Com a sua especificidade muito própria, "A Guarda" soube garantir um público fiel que, em cada sexta-feira, espera pelo "seu" jornal.

Desde há quatro anos que a equipa do Escape Livre mantém uma página semanal dedicada ao desporto e à indústria automóvel. E é com enorme orgulho que fazemos parte dos colaboradores de um jornal centenário e que nos associamos ao júbilo de todos quantos, semanalmente, levam a cabo a tarefa de o publicar. A realização, neste número, de uma página dupla totalmente a cores, é uma forma de nos associarmos a esta efeméride, com os desejos de que "A Guarda" viva, pelo menos, mais 100 anos. Em tempo de aniversário não é só o jornal que está de parabéns. A cidade da Guarda, o concelho, a região e os leitores espalhados pelo mundo estão, todos, de parabéns.

Estamos certos que será com o mesmo orgulho que se há-de fazer o próximo século do jornal "A Guarda".

 

Peugeot 407

 

Peugeot 407

 

Peugeot 407

 

Comercialização começa este fim de semana
Peugeot 407: chegou o "Rei Leão"

Aguardado com enorme expectativa, eis que se inicia a comercialização no novo Peugeot 407. Na sequência de êxitos comerciais como o 206 e o 307, o novo modelo traz a responsabilidade de substituir o 406, também ele um modelo que deu enormes alegrias à Peugeot. Ao 407 não faltarão argumentos para se tornar "rei" no segmento em que se insere. Chegou sua majestade o Rei Leão.

A apresentação à imprensa internacional decorre desde o passado dia 12 de Abril e prolonga-se até ao próximo dia 5 de Junho. Mais de 1700 jornalistas de todo o mundo passaram (e passam ainda) pelas estradas do Algarve para tomar contacto com as primeiras versões do novo Peugeot. Os portugueses foram os primeiros a conduzi-los, por deferência da marca que, pela primeira vez, escolheu o nosso País para uma apresentação mundial de um seu modelo.

O design exterior (e que marcará as futuras gerações dos modelos da marca) consegue transmitir um ar agressivo, robusto e sólido. As linhas aliam conceitos modernos com algum classicismo de formas, numa simbiose que resulta num automóvel agradável à vista. Recorrendo aos mais recentes métodos de construção, o 407 vem dotado de tecnologias de ponta (por exemplo o ajuste eléctrico do volante e do banco do condutor e a monitorização interior da pressão dos pneus) aliadas a conceitos de segurança elevados ao expoente máximo de que os 9 airbags (incluindo para os joelhos do condutor) são apenas a ponta do "iceberg". No interior ressalta a subida de nível na qualidade de construção e a procura de bem-estar a bordo, para o qual muito contribui o bonito desenho do tablier e da consola central. Dotado de níveis de equipamento que propõem de série, ou em opção, quase tudo o que de mais moderno existe, o 407 coloca-se, em determinados casos a nível de segmentos superiores.

Como referimos, a comercialização do 407 tem início neste fim-de-semana e no lançamento estarão disponíveis as motorizações gasolina 1.8 de 116 cv e o V6 3.0 de 211 cv e o diesel 2.0 HDi de 136 cv. No início do mês de Julho surgirá a motorização 1.6 HDI de 110 cv, que deverá ser a de maior procura no mercado nacional. Premium, Executive, Sport e Griffe são os níveis de equipamento propostos o que proporcionará, dentro em pouco uma gama com cerca de nove versões. Quanto à aguardada SW, esta só deverá estar disponível, nos diferentes mercados, depois do Verão. Durante a apresentação internacional, onde estivemos a convite da Peugeot Portugal, conduzimos as versões equipadas com os motores 2.0 HDi e o V6. Numa das nossas próximas edições, aqui deixaremos as impressões de condução de ambas as versões. Quanto a preços estes variam entre os 28.250 euros para o 1.8 Premium, passando pelos 37.000 do 2.0 HDi Griffe, até aos 50.300 euros para o topo de gama V6 3.0, só disponível no equipamento mais "rico", Griffe.

 

Nova Série 5 Touring

 

Já em comercialização
Nova Série 5 Touring chega a Portugal

O concessionário Matos & Prata apresentou no passado sábado, nas suas instalações a nova e esperada Touring da Série 5. Depois do sucesso que tem sido a comercialização da versão berlina, eis que chega a "carrinha" que mantém interiores e motorizações idênticas à versão que lhe dá origem. Só a partir do pilar B se notam, naturalmente, as diferenças, mas a beleza das linhas e a qualidade de construção mantêm-se como apanágio nesta BMW. Assim, no início da comercialização vão estar disponíveis as motorizações gasolina 525 i de 192 cv (61.233 euros) e 545 i de 333 cv (99.780 euros). No que diz respeito aos diesel (os mais procurados no mercado nacional) está já disponível a versão equipada com o motor 525 d de 177 cv (61.733 euros), estando prevista para Outubro o início da comercialização da versão equipada com o novo motor 530 d que debita 218 cv e proposta a um preço muito próximo dos 72.000 euros. Como de costume existe um equipamento base que vai sendo enriquecido à medida que se sobe nas motorizações. A lista de opcionais é, como de costume, extensa, o que poderá elevar o preço final de um produto que bem pode ser caracterizado como dos mais bonitos projectos saídos das pranchas de desenho da marca alemã.

 

Barrichello deu

 

Shell V-Power Challenge
Barrichello deu "show"

Para demonstrar as performances dos combustíveis V-Power, a Shell trouxe ao autódromo, no dia 19 de Abril, o piloto Rubens Barrichello que com o Ferrari F2002, conseguiu encher as bancadas como nos tempos em que a F1 corria no Estoril. Numa iniciativa bem promovida e... original, o piloto da Ferrari encantou os mais de seis mil espectadores ao passar na recta a uma velocidade superior aos 300 Km/h, utilizando o combustível habitual para a Fórmula 1. Seguiu-se um "abastecimento", frente ao público, com o combustível V-Power e após mais algumas voltas ao circuito, piloto e carro demonstraram que as performances do combustível V-Power são bastante semelhantes às possibilitadas pelo combustível da F1.

" É impressionante, como os combustíveis são tão parecidos. O carro mantém a mesma rapidez e velocidade de arranque tanto com o combustível de Fórmula 1, como com Shell V-Power " afirmou, no final, Rubens Barrichello.

Após esta demonstração o piloto brasileiro brindou o público com uma "sessão" de piões no F1. A jornada terminou com uma "passagem de modelos" com cerca de 40 Ferraris, desde um DINO, ao último modelo da marca, o ENZO.

 

Suzuki Jimny

 

Novo concessionário Suzuki apresenta novidades
Jimny e Liana com novas motorizações

O novo concessionário Suzuki na Guarda, CIAAG, apresentou na passada semana os novos Jimny e o Liana, proporcionando um "test-drive" de ambos os modelos a jornalistas e clientes. Para além de ligeiros retoques estéticos a grande inovação do novo Jimny é o motor 1.5 DDis, um diesel de 65 cavalos, com commom rail. Para além disso, o pequeno 4x4 da marca beneficiou da introdução de melhorias técnicas, quer a nível do sistema de tracção, quer da segurança. Em simultâneo, a CIAAG proporcionou um test-drive ao Liana onde surge o motor 1.4 DDis que graças ao turbo compressor debita 90 cavalos, que lhe oferece um nível superior de resposta num vasto leque de regimes. Ambas as propostas estão já em comercialização.

 

Ministro da Economia visitou Centro de Produção da PSA

 

Ministro da Economia visitou Centro de Produção da PSA

 

Ministro da Economia visitou Centro de Produção da PSA
"Fábrica de Mangualde deve continuar a crescer"

Inserida numa visita de trabalho ao distrito de Viseu o Ministro da Economia Carlos Tavares esteve no passado dia 13 no Centro de Produção de Mangualde do Grupo PSA.

Constituído pelas marcas Peugeot e Citroën, o Grupo PSA é líder de mercado no nosso País (com uma quota de 20,5% em 2003), sendo o 2º maior grupo a nível europeu. A presença do Grupo PSA, em Portugal, tem sido fortemente incrementada nos últimos anos através das filiais de componentes Faurecia, a filial logística Cefco, o Banco PSA Finance e, naturalmente, o Centro de Produção de Mangualde gerando cerca de 5.000 postos de trabalho directos e mais 15.000 indirectos.

O Centro de Produção de Mangualde foi criado em 1962, então como fábrica da Citroën, tendo produzido cerca de 411.000 veículos até ao final de 2003, de diversos modelos, dos quais se destacam os famosos AMI, GS, CX ,Visa, AX ou Saxo. Actualmente, em Mangualde, são montados os Peugeot Partner e Citroën Berlingo (líder do mercado no seu segmento) ao ritmo de 231 veículos por dia, em três turnos de 8 horas. Numa superfície total de cerca de 87.000 m2, dos quais 38.500 correspondem a áreas cobertas, 1239 funcionários levaram Mangualde a uma facturação de cerca de 386 milhões de euros, no ano passado.

O Grupo PSA atribui enorme importância a este Centro de Produção, estando actualmente em construção novas áreas que vão aumentar a unidade fabril. Numa altura em que o sector automóvel atravessa uma grave crise, o Ministro da Economia teve oportunidade de tomar conhecimento da dimensão do Grupo quer a nível nacional, quer mundial, e ao mesmo tempo ouvir dos responsáveis do Grupo o pedido de que o Governo tudo fizesse para reactivar o mercado nacional, permitindo assim, níveis de motorização idênticos aos dos restantes países da Europa e possibilitando o desenvolvimento das actividades industrial e comercial do sector.

" Só o crescimento económico do País poderá levar ao desenvolvimento dos diferentes sectores, nomeadamente do automóvel. Crescer é o grande desafio que se coloca ao País e a unidades como este Centro de Produção do Grupo PSA, âncora de desenvolvimento desta região. A fábrica da PSA em Mangualde é a prova de que também no interior pode haver unidades como esta, que se tornam autênticos pólos de desenvolvimento. E o grande desafio que aqui se coloca é o do crescimento desta unidade foi isso que me foi transmitido pelos responsáveis do Grupo e é esse desafio que também eu lanço. Crescer para se poder desenvolver " afirmou no final da visita, o Ministro da Economia.

 

Shell Eco Marathon 2004

 

Shell Eco Marathon 2004

 

Shell Eco Marathon 2004
Gota a gota.

A fórmula é simples: percorrer o maior número de Kms com apenas um litro de combustível. Este é o desafio da Shell Eco Marathon que reuniu, na edição deste ano, 218 equipas em torno de projectos pedagógicos que envolveram as diferentes comunidades escolares um pouco de todo o mundo. Em França ficou provada a importância dos projectos apresentados na procura não só de novas técnicas para a redução do consumo energético como, também, na procura de soluções alternativas ao tradicional combustível fóssil contribuindo, cada vez mais, para uma redução das emissões poluentes. Este ano, a prova francesa contou com o apadrinhamento da Comissão Europeia.

Dos cinco projectos do distrito da Guarda presentes na maratona, três conseguiram alcançar a qualificação o que se traduz num resultado positivo tendo em conta o número de equipas participantes. Mesmo assim, os caminhos percorridos foram bem diferentes onde as expectativas se mantiveram até ao minuto final da prova. Desde cedo, a equipa do IPG se qualificou tendo sido ela a obter a melhor classificação distrital, terceira a nível nacional. Na estreia do novo carro, fica a certeza de uma boa base de trabalho e do desenvolvimento do projecto. Do Externato Secundário do Soito, apareceu mais uma proposta arrojada que, muito para além dos números de uma qualificação, procurou ir mais longe. Apostados na criação de novas ideias estilísticas, o projecto assentou num desenvolvimento pedagógico que decorreu ao longo do ano em colaboração com o gabinete da Proto Design e que culminou com a edição de um livro transformado num manual do designer . E com uma história construída pelos azares esteve a Escola Secundária da Sé. A qualificação do carro foi obtida depois de dois furos, um acidente e uma volta a mais ao circuito francês de Nogaro. Pelo caminho ficaram dois projectos se bem que por motivos diferentes. O carro solar do IPG acabou por não se qualificar, à semelhança de outros projectos idênticos presentes em França, uma vez que foi impossível à organização encontrar forma de quantificar o rendimento energético deste tipo de veículos por falta de instrumentos e fórmulas de cálculo. Contudo, esta é uma categoria que vai continuar presente no acontecimento em próximas edições uma vez que ela representa uma mais valia em termos de investigação futura. O outro carro da Escola da Sé não obteve a qualificação devido a problemas técnicos de homologação.

Classificação

1º. L. Joliverie - 3 410 Km
37º. IPG - 900 Km
108º. Exter. Soito - 316 Km
134º. Esc. Sé - 89 Km

 

Berlina S40 e a SW

 

Berlina S40 e a SW

 

Dois irmãos escandinavos.

A Volvo iniciou recentemente a comercialização das suas últimas criações: a berlina S40 e a SW dele derivada: a V50. Compactos e desportivos querem atrair um público de jovem idade mas que, dadas as suas características, têm tudo para agradar a um leque mais vasto de clientes.

Ao S40, um familiar de quatro portas, foi relativamente fácil dar-lhe um ar desportivo, enquanto que na V50 o trabalho foi ainda mais simplificado, pois olhando para a dianteira e para a secção traseira não é difícil perceber que a herança das Station Wagons da marca está ali bem patente.

O aspecto desportivo é-lhe conferido pelas contidas dimensões, com as rodas colocadas nos extremos da carroçaria, o que contribui em muito para elevar o aprumo e a qualidade de condução do automóvel sueco. Precisamente neste aspecto, o que mais impressionou no contacto que tivemos com ambos os automóveis, foi o equilíbrio do chassis. A suspensão independente e um sistema multi-braço no eixo posterior, permitem que estes "suecos" se mostrem muito estáveis em qualquer situação, sejam curvas amplas, ou fechadas, ou ainda que o piso da estrada se encontre em mau estado, são capazes de "digerir" tudo.com rapidez e sem esforços, sem que no seu interior se aperceba de algo errado. Mas não acabam aqui as virtudes de condução destes dois exemplares; os seus comportamentos muito bem apurados proporcionam uma dose extra de segurança que facilmente é transmitida para o condutor. Os bancos cómodos, e um posto de condução onde é muito fácil chegar à posição ideal em conjunto com a elevada qualidade dos acabamentos fazem com que o interior destes "Volvos", seja exclusivo e bastante moderno, com especial atenção para a parte de trás da consola central, que é "oca" e que permite aproveitar, e em muito, este espaço para arrumar pequenos objectos.

O motor que os equipa é o resultado de uma parceria levada a cabo pela Volvo e pela Ford em conjunto com o Grupo PSA. Fruto desta união resultou um motor, com uma mecânica que responde rapidamente aos pedidos do condutor: 9,6 segundos para alcançar os 100 km/h e uma velocidade máxima de 210 km/h, disponibilizando a potência de um modo progressivo, com consumos bastante comedidos (cerca de 6 litros em cada 100 km).

Disponíveis no nosso mercado, apresentam um preço apelativo, desde os 35.700 euros para o S40, e desde os 37.200 euros para a V50.

 

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Última modificação:23-01-2009