Jornal
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Fábrica do Grupo PSA
Fábrica do Grupo PSA

 

 

Edição de 27 Fevereiro de 2004

Visitámos a fábrica do Grupo PSA
Um Picasso feito em Vigo

Integrando o Grupo PSA (Peugeot Citroën) o Centro de Vigo, é uma das seis principais unidades de produção do 1º construtor francês. Estava-se em 1958, quando, num armazém portuário, nasceu o primeiro veículo fabricado em Vigo: as furgonetas AZU. Em 1959, realizou-se a mudança para o Polígono de Balaídos, local onde actualmente ainda se mantém (mesmo em frente ao estádio do Celta de Vigo). A convite da Citroën visitámos este Centro onde nascem os Citroën Picasso, C15 e Berlingo e a Peugeot Partner.

No total fabricaram-se 24 modelos distintos na unidade de Vigo numa produção contínua que hoje se situa nos 473.000 veículos construídos, contra as 400 unidades fabricadas no 1º ano de produção.
Uma superfície total de 650.000 m2, dos quais um terço é área coberta, distribuem-se as zonas de Enchimento, Soldadura, Pintura, Montagem, Veículos Piloto e Colecções CKD (fabrico das diversas partes de um automóvel que depois são exportadas para outras fábricas como é o caso de Mangualde).
Contando com um total de efectivos de 9.200 pessoas, que desenvolvem a sua actividade em três turnos contínuos: manhã, tarde e noite, a actual capacidade de produção da fábrica é de 2.024 unidades por dia.
Cerca de 88% da produção do Centro de Vigo, destinou-se à exportação. Dos 100 países importadores dos cinco continentes, a União Europeia acolheu 85% da produção, com a França, Inglaterra, Itália e Alemanha como principais mercados. Para o resto da Europa, o Centro de Vigo enviou cerca de 9%, para o continente Asiático 3%, para o Africano 2%, para a Oceania e América 1 %.
O centro de Vigo é assim uma das mais importantes unidades de produção do Grupo francês, sendo o único a produzir o Picasso. Os outros modelos produzidos beneficiam do facto de partilhar a mesma plataforma, daí serem construídos nesta mesma unidade.
Como 1ª fábrica do Grupo PSA, a importância deste Centro está patente em todas as áreas do construtor, fazendo parte integrante dos seus centros de decisão. De referir que mais de 20% das exportações da Galiza têm aqui origem, sendo uma fábrica com um peso essencial na economia galega e mesmo na economia portuguesa já que recebe componentes de mais de uma dúzia de fornecedores portugueses entre os quais está a fábrica da Guarda da Delphy.
De referir que, em todo o mundo não haverá -dentro do sector automóvel- mais de dez fábricas com a mesma capacidade de produção deste Centro de Vigo.

 

Automóvel Club de Portugal

 

 

ACP
Corrida eleitoral já começou

A pouco mais de dois meses das eleições para a direcção do ACP, o maior clube português, estão perfilados os candidatos apesar de algumas indefinições na composição das listas. A semana passada, Jorge Mira Amaral apresentou o programa de trabalho. O candidato apresenta uma lista com nomes conhecidos e ligados ao mundo automóvel numa aposta clara na credibilização de um programa ambicioso. A tónica programática assenta na dinamização do ACP como organização e como uma voz legítima do automobilista e do automobilismo em Portugal. Na linha condutora de acção, Mira Amaral aposta em áreas tão diversas como são a do ensino da condução, a segurança rodoviária e a defesa do meio ambiente.
Noutra vertente, a candidatura tem um alcance maior ao procurar imprimir uma superior notoriedade aos acontecimentos desportivos nacionais criando as condições necessárias para que se possa voltar a catapultar o nome de Portugal na organização de eventos internacionais.
Mas um dos aspectos fundamentais da candidatura de Mira Amaral relaciona-se com a aproximação do clube aos associados. Para além da dinamização crescente das actuais regalias proporcionadas aos associados, a candidatura pretende alargar as actividades propondo uma melhor dinamização da sede do clube com um conjunto de actividades tão diferentes como as da restauração ou de carácter lúdico.
Na corrida eleitoral, mas sem ainda terem apresentado o programa definitivo de candidatura, estão Miguel Paes do Amaral e Carlos Barbosa.

 

Citroën Picasso
Citroën Picasso
Citroën Picasso

Citroën Picasso com novo motor
Um Diesel à medida do mercado

Desde que foi lançado, o Citroën Xsara Picasso tem dado importantes alegrias à marca e com ele começou uma nova era para o construtor francês. Surgem, agora, alguns melhoramentos, que têm a ver, sobretudo, com a introdução de um novo motor HDi.

Devido ao sistema fiscal português, este novo motor vem constituir uma oferta muito séria para o consumidor nacional, já que passa a dispor de um motor com menos cilindrada, mas que oferece mais potência e melhores prestações a menor custo. A Citroën (embora decerto sem pensar nisso) construiu um motor mesmo à medida do mercado nacional. Trata-se do bloco 1.6 HDi, desenvolvido pelo Grupo PSA e pela Ford. A partir do 1.4 HDi, construiu-se este novo motor, em alumínio, o que reduziu o seu peso para uns excelentes 120 kg. Aumentando o diâmetro e o curso subiu-se a cilindrada e com a opção da injecção directa commom rail de 2ª geração e um turbocompressor de geometria variável obtém-se uma potência de 110 cv e um binário de 240 Nm disponível logo a partir das 1750 rpm. Com a função overboost, este binário é ainda melhorado em cerca de 20 Nm o que constitui uma ajuda fundamental em situações em que as exigências são maiores.
Por menos dois mil euros que a versão equipada com o motor 2.0 HDi de 90 cv, o Picasso dispõe agora de uma outra capacidade que pudemos comprovar ao longo de quase 1000 kms ao volante deste Citroën. As recuperações e as acelerações estão agora a outro nível, o mesmo se podendo dizer em termos de velocidade máxima. A caixa manual de cinco velocidades tem um correcto escalonamento e muito contribui para a agradabilidade geral de condução desta nova versão que consegue obter médias muitos interessantes de consumo, (sempre abaixo dos 7 litros) e isto sem quaisquer preocupações de economia.
O trabalho de desenvolvimento deste novo motor incluiu preocupações com o ruído (daí que tenhamos um silêncio de funcionamento quase idêntico aos gasolina) e com o meio ambiente, respeitando as últimas normas. A partir do próximo verão estará disponível o novo filtro de partículas mais evoluído e eficaz.
A Citroën aproveitou a inclusão deste novo motor para introduzir ligeiras alterações estéticas. Assim, a grelha e o capot surgem com um novo desenho, os para choques são agora mais estilizados, incluindo frisos cromados, enquanto os grupos ópticos à frente e atrás surgem com um novo desenho. O interior mantém-se inalterado, e apenas se estranha a ausência de um conta-rotações. De resto a funcionalidade não sofreu qualquer alteração. Os bancos têm novo revestimento, destacando-se a pele e alcântara no nível Exclusive, apesar de isso significar um acréscimo de 1000 euros face à versão Premier, que conduzimos. Com este novo motor, o Picasso passa a ter uma gama de quatro motorizações distintas em três níveis de equipamento, a preços que vão dos 20.550 aos quase 30.000 euros. Este 1.6 HDi, na versão Premier é proposto ao competitivo preço de 25.930 euros.

 

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Última modificação:23-01-2009