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Autocarros movidos a Hidrogénio
Autocarros movidos a Hidrogénio
Autocarros movidos a Hidrogénio

 

 

 

Edição de 20 Fevereiro de 2004

Porto recebe projecto pioneiro
Autocarros movidos a Hidrogénio


No âmbito do projecto Clean Urban Transport for Europe (CUTE), a cidade do Porto é uma das nove cidades escolhidas pela União Europeia (em conjunto com Amesterdão, Barcelona, Estocolmo, Estugarda, Hamburgo, Londres, Luxemburgo e Madrid) para testar a nova tecnologia da fuel cell ao longo dos próximos dois anos tendo como base o Hidrogénio (H2).

A experiência está a ser concretizada pela Sociedade de Transportes Colectivos do Porto (STCP) com três autocarros com a particularidade de utilizarem o H2 como combustível lançando apenas vapor de água para a atmosfera contribuindo, desta forma, para a diminuição das emissões tóxicas.
A BP, a Daimler Chrysler e a Linde são parceiros num projecto onde se pretende mostrar que, um autocarro movido a fuel cell tendo como base o Hidrogénio pode funcionar integrado numa rede de transportes públicos analisando as suas vantagens no plano ecológico, técnico e económico, em comparação com os combustíveis tradicionais. Esta experiência pretende apurar qual o impacto que estes veículos podem ter no efeito de estufa e no cumprimento das metas do Protocolo de Quioto. Em Portugal, cabe ao Instituto Superior Técnico a avaliação permanente do impacto ambiental das operações destes veículos. Os autocarros agora em circulação têm uma capacidade para 52 passageiros e uma autonomia de cerca de 200 quilómetros podendo atingir uma velocidade máxima de 80 quilómetros por hora.

Hidrogénio: energia limpa

Do ponto de vista científico, o trabalho realizado nos últimos anos permite concluir da mais valia da utilização do Hidrogénio na produção de uma energia dita “limpa”. Em termos simplistas, sabe-se que o Hidrogénio é constituído apenas por um protão e um electrão sendo o elemento mais simples, leve e abundante do Universo – cerca de 90 por cento de toda a matéria é constituída por H2. Regista-se a presença do H2 na água, no ar e em toda a matéria orgânica. A título de exemplo, um quilo de hidrogénio contém três vezes mais energia que um quilo de petróleo e gera apenas água como produto residual. No caso do projecto que agora decorre na cidade Invicta, a produção do H2 é feita a partir da electrólise da água utilizando a energia eléctrica da rede. No processo de produção do Hidrogénio e no transporte de passageiros são eliminadas as emissões locais de CO2 e poluentes havendo apenas a libertação de vapor de água. Encerra-se o ciclo do Hidrogénio que, começando com a água apenas devolve água de novo ao sistema.
A BP é, no caso desta experiência em Portugal, a empresa fornecedora do hidrogénio e responsável pela instalação do equipamento. Todo o sistema de armazenamento e a funcionalidade da estação são monitorizados e controlados à distância por telemetria. O sistema instalado no Porto permite elevados caudais de enchimentos consecutivos sendo cada viatura abastecida em plena segurança em menos de 12 minutos.

 

David Saraiva

 

 

Com o PRM no Estoril
David Saraiva cumpriu

David Saraiva continuou os testes ao volante do PRM, desta feita no Estoril onde, no passado sábado, o piloto teve oportunidade de efectuar algumas voltas ao traçado do Autódromo Fernanda Pires da Silva.
Depois de ter efectuado o melhor tempo nos testes realizados em Braga, como tivemos oportunidade de relatar na nossa anterior edição, Saraiva foi convidado para esta sessão de testes e cumpriu da melhor forma ao fazer, igualmente o melhor tempo entre os pilotos que participaram na mesma sessão.
A subida de um corrector levou à quebra do cubo da roda da frente do lado direito do carro conduzido por Saraiva e este incidente obrigou-o a terminar a sua sessão de testes mais cedo do que o previsto. No entanto e apesar de apenas ter efectuado 7 voltas a um circuito perfeitamente desconhecido para o jovem piloto da Guarda estas foram suficientes para que estabelecesse o melhor crono.
Esta sessão de testes ao volante dos PRM de 100 cv dividia-se em duas séries, nas quais estiveram presentes alguns dos pilotos que já tinham corrido em Braga, bem como pilotos que irão participar nesta competição em 2004. Na sessão que decorreu entre as 17h e as 18.30h, David Saraiva cotou-se como o mais rápido em pista e este facto leválo-á a uma última sessão a ter lugar, de novo, no Circuito Vasco Sameiro em Braga. Só após esta última sessão, a ter lugar em data ainda a determinar pela organização se saberá se David Saraiva irá ser piloto convidado para uma das corridas desta competição. Não está ainda, por outro lado, afastada a hipótese de Saraiva poder fazer esta época por completo ao volante de um PRM, faltando apenas, para que tal possa acontecer, reunir os apoios necessários.


Fiat Stilo MY 2004
Fiat Stilo MY 2004
Fiat Stilo MY 2004

Fiat Stilo MY 2004
Renovação tranquila

A Fiat resolveu que o Stilo merecia uma actualização, com vista ao ano de 2004. Ligeiros retoques, novas motorizações provocaram uma renovação da gama. Feita de forma tranquila, não deixa de provocar uma evolução num modelo, já de si, bem conseguido.

A competição é elevada, no segmento dos familiares compactos e daí que a Fiat aproveite alguns dos novos motores estreados no seio do Grupo para actualizar a oferta do Stilo, aproveitando para modernizar – ainda que muito ligeiramente – esta oferta para 2004. Assim, apenas a traseira sofreu alterações com os faróis de nevoeiro a estarem integrados nas ópticas, com os frisos na tampa da mala e do pára-choques a serem, agora, da mesma cor da carroçaria. No interior os revestimentos com novas cores são a principal modificação.
A maior novidade reside então nas motorizações, surgindo o alargamento da oferta através do 1.4 a gasolina (talvez o mais importante para o mercado nacional, uma vez que desaparece a versão 1.2) e do 1.9 Mulijet. Com 16v o motor a gasolina debita uma potência de 95 cv às 5800 rpm enquanto o binário máximo se situa nos 128 Nm disponível às 4500 rpm. Já o Multijet (injecção directa commom-rail de 2ª geração) debita uns excelentes 140 cv e um binário de 305 Nm às 2000 rpm, o que possibilita ao Stilo realizar prestações deveras interessantes como sejam os 200 km/h de velocidade máxima ou fazer menos de 10” (9,8) dos 0 aos 100 km/h em aceleração. As novas versões do Fiat Stilo já se encontram em comercialização, com preços a partir dos 17.000 euros.

 

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