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Edição de 17 de Outubro de 2003
Encerrado um ciclo de 14 edições
Land Rover Rota Histórica no património da
humanidade
Em 1990 tinha início a 1ª Land Rover Rota Histórica.
Pela primeira vez em Portugal, um Clube – o Clube Escape Livre
– organizava um passeio todo o terreno destinado em exclusivo
a uma marca de viaturas – a mais carismática das marcas
de todo o terreno. Catorze anos depois, o distrito da Guarda foi
percorrido nos seus catorze concelhos. Vila Nova de Foz Côa
encerrou um ciclo de Rotas Históricas. Mas o êxito
tem sido tal que a iniciativa não pode ficar por aqui. Há
que abrir outras portas e prosseguir na descoberta do muito que
esta região – tão bonita – tem para mostrar
e dar a quem a visita.
As gravuras rupestres do Vale do Côa e as paisagens do Douro
foram os “alvos” principais desta Rota. Ou não
fossem Património de toda a Humanidade. Mas pelos caminhos
trilhados por entre vinhas alinhadas e pelo meio do negro pintado
há pouco, por esses montes fora, outras descobertas foram
sendo feitas. As sete dezenas de Land Rover e os mais de duzentos
participantes descobriram as quintas onde vinhos famosos são
produzidos. As pequenas aldeias que as águas não engoliram,
ou as ruínas de antigos povoados agora só motivo de
atracção turística. Nos trilhos de xisto do
trajecto feito em duas etapas foi-se percorrendo a história
e parando aqui e ali, nos controles montados pela organização,
para comer uma fartura, um iogurte, receber um presente ou simplesmente
para apreciar paisagem. E às vezes desligar o motor para
sentir o silêncio. No convívio de um fim-de-semana
os que vieram a esta edição da Rota Histórica
foram de “olho bem cheio”. E com a vontade de voltar.
Em poucas imagens ficam alguns dos momentos vividos pelos participantes
– desde o cidadão mais anónimo até à
personalidade mais mediática – nesta Land Rover Rota
Histórica. Pelo que contavam no final sente-se que valeu
a pena. Esta e todas as outras Rotas. Por isso sente-se que há
que continuar. Esta região merece-o…
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Edição
só para o mercado nacional
Hyundai Getz: adrenalina “made in” Portugal
Conhecedora dos gostos do cliente português, a Hyundai
“pegou” no Getz e com pequenas alterações
fez o G1. Especialmente para o mercado português e do qual
apenas vão ser produzidas 32 unidades (uma por concessionário)
o pequeno coreano ficou mais desportivo, apto a proporcionar mais
descargas de adrenalina.
A ideia partiu do Entreposto VH – importador da Hyundai para
o nosso País e, partindo do 1.6 de 105 cv introduziu-lhe
25 novos elementos e criou o G1. Spoilers à frente e atrás,
saias laterais, jantes e pneus especiais, molas específicas
na suspensão, grelha dianteira com design específico,
e o logótipo G1 em apenas duas cores de carroçaria
(vermelho ou preto) distinguem-no por fora. Na mecânica a
principal alteração está ligada com o sistema
de escape que permite aqui um ganho de 5 cv. O binário melhorou
passando dos 143 Nm às 4300 rpm para os 153 Nm às
3200 rpm.
Estivemos na apresentação nacional desta proposta
do importador Hyundai e num breve contacto apreciámos francamente
a estética, que sendo discreta q.b. transmite-lhe um toque
desportivo francamente agradável. Na estrada e apesar de
apenas se terem ganho 5 cv, o som proveniente do escape transmite
para dentro do habitáculo a sensação de estarmos
em presença de um automóvel de potência superior.
Diga-se no entanto que a agradabilidade de condução
sofreu um forte incremento neste G1 graças à suspensão
e aos pneus que possibilitam outro comportamento ao pequeno e simpático
Getz. A inserção em curva é agora mais eficaz
possibilitando tirar mais proveito das capacidades do motor. A aceleração
(abaixo de 10” dos 0 aos 100) está entre os melhores
valores da classe. Curiosamente, rolando em relações
de caixa mais baixas, puxando o motor até perto das 3500/4000
rpm, o som proveniente do escape convida a uma condução
desportiva, mas acima destes valores e passando para relações
mais altas, deixa de se sentir o “roncar”, o que beneficiará
os ocupantes em termos de conforto quando se rolar em auto-estrada.
E aí os 200 km/h de velocidade máxima auguram facilidade
de rolar sem esforço nesse tipo de percurso. Com um consumo
combinado de 7,8 l/ 100 (valor honesto se atendermos às prestações)
e um preço final de 19.550 euros, o importador Hyundai provou
que com engenho e arte e uns pequenos retoques é possível
transformar um pacato automóvel num apetecível produto
com tudo para esgotar rapidamente, ou não fosse o cliente
português um adepto dos pequenos desportivos.
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