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Edição de 19 de Setembro de 2003
Pelo 2º ano consecutivo
Francisco Carvalho vence Honda BPI Cup
O quarto lugar assegurado por Francisco Carvalho na sétima
prova da Honda BPI Cup foi quanto bastou para que o piloto da Guarda
assegurasse a conquista virtual da edição 2003 do
troféu Honda, repetindo, assim, o êxito alcançado
o ano passado. “Nesta corrida queria, acima de tudo, garantir
os pontos suficientes para a conquista do título. O quarto
lugar bastou para que tal acontecesse. Em relação
às restantes corridas já realizadas também
havia conseguido o meu objectivo, pois venci todas as cinco provas
em que estive presente”, afirmou Francisco Carvalho no final
de uma corrida onde a competitividade e emoção foram
notas dominantes.
A participação de Francisco Carvalho nesta sétima
corrida da Honda BPI Cup não começou da melhor forma,
uma vez que um sério problema com a transmissão impediu
o piloto da Guarda de efectuar uma volta, sequer, de treinos sendo
forçado a largar da última posição da
grelha. João Diogo Lopes garantiu a pole-position ao realizar
uma volta ao traçado do autódromo do Estoril em 2m
10,730s. O piloto do Team OIH dominou a primeira metade da corrida,
embora sempre perseguido pelo pelotão que seguia a escassos
décimos de segundo da sua traseira. Devido a uma falha de
travões, João Diogo Lopes foi forçado a abandonar,
passando então Manuel Fernandes para a liderança.
E as derradeiras voltas da corrida foram plenas de emotividade com
um pelotão constituído por Manuel Fernandes, José
Monroy, Vasco Ferreira, José Dória e Pedro Villar,
a que se juntaram Rui Leal dos Santos e Francisco Carvalho, que
fez uma corrida notável. Com José Monroy a instalar-se
definitivamente na liderança da corrida durante a oitava
volta aconteceram trocas constantes de posições atrás
de si, acabando Vasco Ferreira e Manuel Fernandes por acompanhar
Monroy na subida ao pódio. Cumpridas sete das oito jornadas
da Honda BPI Cup, o grande motivo de interesse para a última
corrida (Circuito do Estoril 4 a realizar no primeiro fim de semana
de Outubro) estará na discussão pelas posições
imediatas a Francisco Carvalho que conta com um total de 235 pontos,
seguindo-se Dória (172), José Monroy (140), Manuel
Fernandes (127), Vasco Ferreira (119), Pedro Villar (115), João
Diogo Lopes (83) e Francisco Mota (82).
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Na apresentação
mundial, em Lisboa
Conduzimos o novo Fiat Panda
Com a 2ª geração do Fiat Panda a marca italiana
pretende dar continuidade ao espírito que presidiu ao aparecimento
dos primeiros Panda – e já lá vão quase
25 anos: carros simples, de pequenas dimensões, fáceis
de conduzir destinados a uma clientela jovem, descomprometida e
não muito exigente. Na apresentação mundial
de Lisboa a Fiat disponibilizou três motores: Fire 1.1 e 1.2
de 55 e 60 cv, respectivamente – já em comercialização
entre nós – e ainda o motor 1.3 Multijet de 70 cv que
chegará lá mais para o final do ano.
Num breve contacto efectuado a cada uma das versões ressalta
em comum a boa agilidade e maneabilidade do Panda, ou não
fosse ele um verdadeiro citadino. A direcção assistida
(com o botão City a torná-la ainda mais assistida)
facilita a condução nas ruas mais estreitas e nas
manobras de parqueamento. A suspensão está em bom
nível, embora nas curvas mais apertadas tenhamos notado algum
adornamento da carroçaria, mais por “culpa” de
um centro de gravidade mais alto que o comum. Nada que o hábito
não leve a que não se estranhe. Em termos de “desenvoltura”
ambos os motores a gasolina se mostraram capazes e à “altura”
do Panda permitindo, mais do que altas velocidades, boas recuperações
desde os regimes de rotação mais baixos. Mesmo assim,
e no percurso delineado, que incluía alguns kms em auto-estrada,
o Panda não deixará os seus donos envergonhados, porquanto
dispõe de uma boa relação/peso potência,
o que lhe permite encarar com à vontade os percursos em estrada.
Quanto ao diesel, foi, sinceramente, a motorização
que mais nos agradou. A diferença de potência para
os motores a gasolina é considerável, melhorando,
naturalmente, a relação peso/potência e permitindo-lhe
além das acelerações, melhorar as prestações
quer em termos de velocidade de ponta, quer em termos de acelerações.
Tratando-se do motor diesel de última geração
a economia de combustível (a marca indica 4,3 l/100 em percurso
misto) será um factor a ter em linha de conta, apesar da
fiscalidade portuguesa o penalizar fortemente. Em resumo o Panda
é um automóvel ágil, dócil, vocacionado
para a cidade, mas com motores que lhe permitem encarar as viagens
com todo o à vontade.
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Novo Citroën C2
Tamanho não é documento!
É o mais pequeno dos Citroën. Vem para substituir
o Saxo. Mas o tamanho não deve ser o seu documento de identificação.
Porque o C2 tem mais, muito mais para dar.
Partilhando a plataforma com o C3 e o Pluriel, o espaço
interior surge na linha do actual conceito de construção
dos pequenos automóveis. Pequeno por fora, grande por dentro.
Com o C3 partilha também o tablier e os comandos. A caixa
de velocidades e os motores. Então, perguntar-se-á:
o C2 não tem nada dele? Não se preocupe. O C2 tem
uma “personalidade” muito própria. Tem uma traseira
e um perfil muito bonitos fruto de um design apurado. Tem uma frente
imponente que lhe transmite um ar desportivo. Vem de encontro aos
objectivos dos responsáveis da marca para quem o automóvel
que passa a ser a gama de entrada na Citroën (por enquanto)
é um carro de desporto urbano. (veja-se a publicidade - Urban
Sports Car).
O apelo à juventude é notório. Mas um casal
de idade mais “avançada” não se irá
sentir mal a bordo do C2. Com motorizações que vão
do 1100 ao 1600, com potências entre os 52 e os 110 cv, motores
gasolina ou diesel, caixas manuais ou automáticas há
C2 para todos os gostos e para todas as bolsas, uma vez que os preços
vão dos 11.900 até muito perto dos 19.000 euros.
Mas, para além disso, o C2 tem pormenores que marcam a diferença
e estreiam novos conceitos de originalidade. A pega interior da
porta e o selector de velocidades são da cor da carroçaria,
em material translúcido, que em conjunto com o revestimento
parcial das portas e dos bancos, também na mesma cor, contribui
para um ambiente alegre e jovial dentro do C2. A originalidade de
conceitos prolonga-se para os bancos traseiros, já que são
apenas dois e independentes. O movimento longitudinal permite aumentar
o espaço para as pernas ou o volume da bagageira, tapada
por uma 3ª porta, bipartida – o que é uma inovação
no segmento e que dá sempre jeito para colocar objectos em
locais apertados. Além do mais, a parte inferior suporta
pesos até 100 kg (óptimo para cargas e descargas e
possui um pequeno compartimento para guardar pequenos objectos.
Em termos de equipamento, há itens que, consoante as versões
não é comum surgirem neste tipo de segmento. Com tudo
isto, a Citroën coloca, uma vez mais a fasquia mais alta que
a concorrência. O cliente é que fica a ganhar.
Ao volante
Estivemos na apresentação mundial à imprensa
do novo C2, a convite da Citroën Portugal e pudemos experimentar
as versões equipadas com as motorizações 1.4
(75 cv) e 1.6 (110 cv) VTR, ambas equipadas com caixa Sensodrive.
Com caixa manual estava equipada a versão dotada da motorização
HDi de 70 cv já conhecida no seio do Grupo PSA.
Circulamos por estradas secundárias, pelo meio de vilas e
aldeias francesas, num percurso de mais de 150 km que nos possibilitou
aquilatar das capacidades do C2, um citadino por eleição,
graças à maneabilidade evidenciada, e à facilidade
de parqueamento, mesmo em pequenos espaços. A posição
de condução está muito próxima do ideal
devido à regulação do banco e do volante. O
peso do conjunto permite que mesmo com o motor 1.4 o C2 revele boas
acelerações e recuperações, ao mesmo
tempo que consegue um andamento vivo em cidade. Já o motor
1.6 de 110 cv torna o C2 no expoente da imagem desportiva que a
marca quer transmitir com este modelo. As prestações
e a capacidade de aceleração proporcionam excelentes
momentos de condução, num chassis onde a suspensão
impede o bambolear da carroçaria. A motorização
diesel está igualmente bem adaptada. No nosso País
a versão de entrada conta com a motorização
1.1, a qual, por razões fiscais será decerto a que
terá maior procura no mercado nacional, onde o C2 está
disponível desde o passado dia 13.
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