|
Edição de 22 de Agosto de 2003
Nissan 350 Z
O regresso da letra mágica
Todos os modelos desportivos da Nissan trazem consigo a sigla
Z. Desaparecida das propostas da marca já há alguns
anos, os responsáveis da Nissan entenderam que era chegada
a hora de fazer reviver esta letra mágica. Em boa hora anunciaram
a chegada no novo 350 Z.
Pretendendo relançar a imagem desportiva da marca, o novo
350 Z aposta na estética e nas performances para conseguir
os objectivos da marca. Projectado com base nos ensinamentos retirados
da competição, destina-se aos que gostam de emoções
fortes e de usufruir dos prazeres da condução.
Dotado de tracção traseira, a suspensão sofreu
um estudo e um trabalho apurado, enquanto a motorização
(motor V6 de 3500 c.c. debitando 280 c.v.) permite alcançar
valores de velocidade máxima (250 km/h) e aceleração
(5,9 seg dos 0 aos 100) que em nada ficam a dever aos melhores desportivos
em comercialização.
Os técnicos da marca efectuaram, igualmente, um trabalho
profundo a nível de chassis, dotando-o de uma estrutura altamente
eficaz na resistência à torção. O interior
também não foi descurado e apresenta algumas soluções
inovadoras. O condutor, sente-se envolvido num habitáculo,
onde tudo foi pensado para lhe proporcionar a máxima eficácia
de condução, ao mesmo tempo que a utilização
de materiais de elevada qualidade contribuem para o bem estar a
bordo. Por enquanto desconhece-se o preço, mas sabe-se que
este novo desportivo da Nissan, estará à venda no
último trimestre deste ano.
|
|
|
Estreia em Frankfurt
Daewoo Lacetti, em 2004
Dando mostras de plena vitalidade, apesar da crise que afecta
a maioria dos mercados, a Daewoo revelou as primeiras fotos oficiais
do novo Lacetti, um modelo que vem competir no segmento médio,
isto pouco tempo depois de ter dado início à comercialização
do Spazio, um modelo que se apresenta como algo mais que a versão
três volumes do Kalos.
Com o novo Lacetti de 5 portas a ser lançado no Salão
Internacional do Automóvel em Frankfurt que decorre de 13
a 21 de Setembro, a Daewoo acrescentará um novo modelo à
sua gama de produtos, para a classe dos compactos. O novo Lacetti,
um cinco portas e tracção dianteira, terá três
tipos de motores (1.4,1.6 e 1.8 a gasolina) com transmissão
manual ou automática, esta última só disponível
para as duas motorizações mais potentes.
As linhas modernas do Lacetti foram concebidas pela Italdesign,
a companhia fundada por Giugiaro, já responsável pelo
design dos Daewoo Matiz e Kalos.
No segmento de alto volume, este novo automóvel de cinco
portas foi concebido para responder às necessidades europeias
sendo um modelo compacto apenas no que respeita às suas dimensões
exteriores. Devido à utilização do seu espaço
interior, este atinge dimensões acima da média para
um automóvel da sua classe. A traseira possui 932 milímetros
de espaço para as pernas, o que o coloca no topo da sua categoria.
O novo modelo, possui uma sofisticada suspensão independente
ás 4 rodas, do tipo McPherson à frente e de duplo
braço atrás. Quatro travões de disco e o sistema
ABS de quatro canais de série, contribuem para um sistema
de travagem excelente. Airbags frontais e laterais, e cinco cintos
de segurança com três pontos de fixação
são elementos de série, para uma maior protecção
dos ocupantes.
Enquanto a sua concepção e desenvolvimento foram feitos
na Europa, o novo modelo da Daewoo será construído
na fábrica de Kunsan na Coreia do Sul e chegará ao
mercado em Março de 2004.
Spazio já em comercialização
Entretanto, no passado mês de Julho, a Daewoo deu inicio
à comercialização do Spazio. Partindo da base
do Kalos, a marca sul-coreana apresenta um produto que não
pretende ser visto apenas como uma extensão deste, antes
se constituindo como uma mais valia na gama da Daewoo.
Surgindo com uma carroçaria de três volumes e quatro
portas, pormenores estéticos marcam, a diferença,
sobretudo, naturalmente, na traseira. Saindo das pranchas de desenho
da Italdesign, de Giugiaro, este Spazio, foi construído,
à semelhança dos modelos mais recentes da marca a
pensar no gosto do consumidor europeu, sem perder o toque “asiático”
característico dos produtos do construtor do grupo GM.
No interior encontramos grandes semelhanças com o seu “irmão”
mais pequeno, mas o terceiro volume veio dar-lhe outras possibilidades
constituindo-se como uma séria opção para a
família que pretende um automóvel capaz de lhe possibilitar
o transporte de bagagem, mesmo para um período de férias.
Equipado com um motor de 1,4 litros e 94 c.v. de potência,
a habitabilidade e o preço ( 14.800 euros) são os
principais trunfos deste pequeno familiar. Proposto em duas versões
(SX e SX AC) o ar condicionado (700 euros) faz a principal diferença.
ABS e duplo airbag fazem parte do equipamento de série, com
os airbags laterais e as jantes em liga leve a serem propostos como
opcionais. A garantia de 100.000 kms oferecida pela Daewoo é
outro dos valores a ter em conta neste modelo que se enquadra na
política de reestruturação da gama para os
próximos anos.
|
|
|
Da moto ao avião
Michelin em evolução constante
A Michelin acaba de anunciar a produção de uma
vasta gama de pneumáticos que vão da competição
ao uso corrente, abrangendo um vasto leque de possibilidades que
abrangem desde as motos …aos aviões.
Começando pelas motos a Michelin evolui a sua gama de pneus
de motocross e apresenta dois novos modelos: o Starcross MH3 e o
Starcross MS3 que substituem os Starcross MH2 e MS2. Estes dois
novos pneus são o resultado das experiências da Michelin
no Campeonato dos EUA de motocross,
Estes dois pneus da gama motocross da Michelin oferecem um excelente
comportamento em qualquer tipo de terreno, mas o Starcross MH3 destaca-se,
acima de tudo, pelas suas performances em terrenos duros, enquanto
que o Starcross MS3 é a escolha mais adequada para terrenos
moles.
O pneu traseiro do Michelin Starcross MH3 caracteriza-se por uns
tacos muito mais maciços no centro, que oferecem uma magnífica
aderência em terrenos duros. Ao mesmo tempo, oferecem uma
melhor motricidade em linha recta e uma excelente resistência
ao desgaste. O maior comprimento dos seus tacos laterais permite
melhorar a motricidade em curva, assim como a resistência
as forças laterais.
O pneu dianteiro do Michelin Starcross MH3, graças aos seus
novos tacos centrais e laterais, tem uma grande motricidade tanto
sobre solos moles como duros. A forma biselada dos seus tacos laterais
melhora a motricidade em curva. A micro deformação
do topo e a garganta central dos tacos permite uma melhor evacuação
do pó e aumenta a aderência em solos duros e poeirentos.
Os Michelin Starcross MS3 são fabricados com uma mistura
de borracha provada na gama Starcross 2, a qual, junto com a base
reforçada dos seus tacos, favorece a travagem e a duração
do pneu. O agarre ao solo aumenta graças aos tacos especiais.
A disposição dos tacos, característica comum
da gama de pneus de motocross da Michelin, facilita as mudanças
de trajectória, assegurando a homogeneidade entre motricidade
e a capacidade de “agarrar” em curva.
Audi A6 com PAX System
A Audi optou pelo PAX System da Michelin para equipar a versão
"Quattro" do A6 (à semelhança do que já
acontecera com o A8) pelas suas performances em matéria de
comportamento e conforto, mas também porque permite continuar
a rodar com toda a segurança em caso de perda de pressão.
Esta opção está disponível na Europa
desde o passado dia 1 de Junho e compreende duas versões:
Pilot Primacy (versão Verão) e Pilot Alpin (versão
Inverno)
O PAX System é composto por 4 elementos (roda, pneu, apoio
e detector de pressão) e oferece uma condução
e um comportamento muito superiores às restantes tecnologias
actualmente no mercado. O PAX System oferece um novo equilíbrio
das performances pneumáticas que proporciona um maior prazer
de condução e comodidade ao automobilista, ao mesmo
tempo que reduz o consumo de combustível.
Para além disso, o PAX System oferece uma mobilidade e uma
segurança acrescidas porque a jante nunca sai, permitindo
rodar até 200 km com a roda esvaziada a uma velocidade de
80 km/h. Deste modo, e em caso de furo, o automobilista mantém
o controlo do seu veículo e pode continuar o seu trajecto
com toda a segurança, escolhendo onde e quando quer realizar
a reparação.
Assim, o Michelin PAX System é a única tecnologia
do mercado capaz de oferecer maiores performances, segurança
e mobilidade a todos os segmentos de veículos.
Aviões com pneus radiais
Em 2001, apenas 46% dos novos aviões comerciais podiam ser
equipados com pneus radiais. A Michelin prevê que cerca de
60% dos aviões comerciais entregues em 2003 poderão
ser equipados com pneus radiais. Esta espantosa aceleração
do processo de radialização animou a Michelin a propor
aos construtores de aviões umas soluções tecnológicas
inovadoras. A Airbus, por exemplo, optou desde 2002 pela Michelin
e pela sua moderna tecnologia radial NZG para o seu novo A380, o
maior avião de passageiros da história. A tecnologia
radial Michelin NZG, que tornou possível que o Concorde pudesse
voltar a voar, foi optimizada para o Airbus A380 e A380F, e está
pensada para responder às especificações particularmente
exigentes do construtor em termos de massa, performances e resistência
aos impactos. Os primeiros pneus serão entregues no princípio
de 2004.Os pneus radiais Michelin Air X NZG foram igualmente escolhidos
para equipar o actual Airbus A340-500/600 e os novos programas Boeing
777-200 LR/300ER e Dassault-Aviation Falcon 7X.
Os pneus desempenham um papel crucial nas duas fases mais críticas
do voo: a descolagem e a aterragem. São momentos nos quais
devem suportar uma carga até 600 toneladas, à velocidade
de um Fórmula 1. O pneu de estrutura radial é mais
seguro, fiável, resistente, eficaz e económico que
o pneu convencional, tem diversas vantagens, mas até agora
enfrentava um parque de aviões equipado com tecnologia convencional.
A Michelin, inventora da tecnologia radial e primeiro fabricante
a adaptá-la à aviação em 1981, tem vindo
a trabalhar no sentido de promover esta tecnologia mais segura e
eficaz, que já se impôs em muitos outros sectores como
os veículos ligeiros, camiões de grande tonelagem
e maquinaria de obras públicas. Neste momento mais de meia
centena de aviões de todos os tipos utilizam pneus radiais
da Michelin.
|