Jornal
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Edição de 9 de Maio de 2003

Novo Plano Rodoviário apresentado na Guarda
Objectivo: 2010

O novo Plano Rodoviário Nacional foi apresentado na Guarda, com a presença do Secretário de Estado da Administração Interna, em reunião da Comissão Distrital de Segurança Rodoviária. O objectivo prioritário é reduzir em 50% o número de mortos e feridos graves nas estradas portuguesas até ao ano de 2010.

Nuno Magalhães começou por considerar aquele Plano como "ambicioso" tendo em consideração os números que se pretendem atingir num período de sete anos, mas "só assim será possível atingir os valores da média europeia".
Neste estudo estiveram envolvidos mais de três dezenas de técnicos quer de entidades privadas, quer de entidades públicas e após a sua apresentação oficial pelo Primeiro-Ministro em 1 de Março, o Plano Nacional tem vindo a ser debatido em todos os distritos, no intuito de que cada Comissão Distrital de Segurança Rodoviária o possa adaptar à realidade local.
O Secretário de Estado mostrou-se ainda animado com os resultados registados no primeiro trimestre deste ano, já que se verificou uma redução de vítimas face a igual período do ano passado. Ainda assim, Nuno Magalhães considera que há ainda muito para fazer e que de modo a que este Plano possa ser concretizado é necessário o empenhamento de todos.
O Plano agora apresentado na Guarda é, segundo o Secretário de Estado, "multidisciplinar, plurianual e eminentemente técnico". As ideias bases foram reunidas em três áreas fundamentais: Educação contínua do utente, Ambiente Rodoviário Seguro e Quadro Legal e sua aplicação.
Este Plano indica ainda onze "pontos negros" e que condicionam, a nível nacional, a Segurança Rodoviária.
A este propósito foi referido que Portugal apresenta uma taxa de mortos, nas estradas, por habitante superior em 50% à média dos Países da União Europeia.

 

 

VW apresenta novos modelos
Touran e Beetle Cabrio seduzem

Em segmentos de mercado distintos, a VW apresentou recentemente dois novos modelos que assumem uma maturidade própria. O Touran sintetiza a versatilidade do espaço num automóvel com elevados padrões de segurança e tecnologia, o Beetle Cabrio seduz um espírito aberto para uma condução de "cabelos ao vento" e com uma imagem única de tradição. Os dois modelos estão disponíveis nos concessionários da marca já este fim-de-semana.

 

Novo Beetle Cabrio:
De cabelos ao vento...

Num segmento de mercado muito específico, a VW traduziu uma forma de expressão ao volante muito própria ao "desnudar" o new Beetle. Mantendo inalteradas as formas exclusivas do Beetle, o construtor "apenas" teve que retirar a capota ao modelo mantendo as características que o definem marcando novos padrões de qualidade na sua classe. Com quatro lugares ao sol, a VW conseguiu uma concepção vocacionada para a utilização no dia-a-dia. Com uma grande simplicidade, o modelo passa a cabriolet com a maior das facilidades mesmo sem se optar por uma capota eléctrica, também ela disponível. O conforto dos ocupantes não foi esquecido com um equipamento que ajuda a desfrutar das características do modelo, dos estofos em couro passando pelo ar condicionado (para os dias mais quentes!) e o deflector de ar.
No lançamento nacional a partir de amanhã, o Beetle Cabrio disponibiliza duas motorizações a gasolina. A entrada na gama faz-se com o motor 1.4 l de 75 cavalos estando, também, disponível o motor 1.6 l de 102 cv. A partir da segunda metade deste ano surgirá, um motor da família 1.9 TDI com injector bomba e turbo de geometria variável a debitar 100 cv. Todas as motorizações estão associadas a uma caixa manual de cinco velocidades ou a uma automática de seis relações. Dotado de uma elevada rigidez estrutural, o novo Beetle cabrio oferece um sistema de protecção anti-capotamento automaticamente extensível que se situa atrás das costas dos bancos traseiros, óculo traseiro em vidro e aquecido e com um conjunto de equipamentos de segurança referenciais: airbags dianteiros e laterais nos lugares da frente, revestimentos laterais com absorção de impacto, o ABS e o ESP montados de série em todas as versões. Os preços do novo Beetle Cabrio variam entre os 24.309 e os 29.786 Euros. Para se desfrutar a céu aberto...

 

Ao volante do Honda Civic Type R
Emoções em alta...

Depois da renovação de um dos modelos emblemáticos da indústria automóvel, a Honda continuou a desenvolver modelos desportivos que sempre representaram uma inquestionável imagem desportiva da marca. A série "Type R" prossegue com mais uma aposta ousada do Civic. O carácter desta versão está espelhado numa imagem retocada no exterior através de elementos específicos da carroçaria de três portas, dos ailerons às saias laterais passando pelas jantes específicas. No interior, sobressaem as irrepreensíveis baquets, uma decoração bicolor e alguns pormenores racing, do volante aos pedais. A imagem do Civic "R" divide-se, por um lado, pela sua utilização pacata no dia-a-dia de onde se destaca o apreciável conforto da suspensão (para as características deste modelo), a habitabilidade e pela docilidade do conjunto motor/caixa e, por outro, a exuberância de uma condução desportiva. Sentados ao volante, apreciamos a facilidade de condução, a visibilidade e a colocação dos principais comandos, incluindo uma inédita posição da alavanca da caixa junto ao tablier. Deixemos a "pacatez" e vamos para as ousadias... Com um chassis específico em termos de afinação dos elementos suspensos e reforços estruturais são por demais evidentes os resultados: condução desportiva. A condução do Civic Type R exige determinação ao volante. Para se explorar o motor 2 l com 200 cv é necessário rodar em altas (acima das 7000 rpm) numa explosão de prazer de som metálico ao volante agarrados a uma caixa de seis relações bem escalonada que o fazem acelerar dos 0 aos 100 em menos de 7``... A eficácia do conjunto eleva a fasquia do comportamento para patamares elevados mas, quando são atingidos os limites, é necessário uma certa dose de determinação para se desfrutar da "casta" racing do modelo. É a combinação da alternância das escorregadelas controladas de frente e das saídas de traseira propositadas que determinam o prazer de condução nas trajectórias em curva com o testemunho de uma direcção precisa e uns travões milimétricos. Sem dúvida que estamos perante a melhor proposta desportiva do segmento capaz de "suportar" sem problemas um "upgrade" para a competição. Uma argumento tentador que merece ser desfrutado em espaços controlados e, sobretudo, com algumas lições de condução pelo meio...

 

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