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4ª CONFERÊNCIA DE GOUVEIA
O automóvel do futuro é eléctrico… ou não Em Gouveia várias personalidades debateram um tema da grande actualidade perante uma plateia interessada e interventiva. Conhecer até que ponto o automóvel pode ser amigo do ambiente e de que forma a competição pode contribuir para menores consumos e mais baixas emissões poluentes nos automóveis do dia-a-dia, foi o desafio enfrentado. Após uma introdução ao tema feita por Luis Celínio e José Pinto, os moderadores de serviço, coube a Jorge Magalhães da Peugeot dar o mote. “Esta Conferência vem no momento oportuno pois estão actualmente em análise e desenvolvimento diferentes opções em termos de energia. Os automóveis que vamos ter daqui a 5 anos estão agora a ser criados”. Para Jorge Gregório do Instituto Politécnico da Guarda a tónica deve ser posta “no peso dos automóveis” para acrescentar “um menor peso é determinante, por exemplo, para consumir menos combustível ou para travar melhor”. Já Carlos Barros director da competição Peugeot mostrou-se convicto que “tal como no passado a competição automóvel vai continuar a contribuir para a evolução dos carros de todos os dias. Um menor consumo é possível através de uma aerodinâmica mais apurada, de pneus com menor atrito e de um menor peso, questões com que já lidamos nas corridas”. Na hora de abordar o carro do futuro todos os intervenientes foram unânimes em sublinhar que não haverá uma única solução. Mas foi Ricardo Oliveira da Renault que defendeu que o carro de amanhã será eléctrico “por três razões principais: poluição, consciencialização das pessoas sobre o aquecimento global e o preço do petróleo”. Fazendo a Renault parte da Aliança com a Nissan que recentemente assinou um acordo com o governo português para iniciar a comercialização de carros eléctricos em 2011, Ricardo oliveira recordou que “o carro de motor eléctrico é anterior ao carro de motor térmico pelo que para o seu sucesso terá de oferecer a mesma mobilidade e um preço de venda semelhante aos carros actuais.” Houve ainda tempo para falar do contributo de cada pessoa para um melhor ambiente através de pequenas atitudes e comportamentos como por exemplo respeitar os limites de velocidade. É que quando aumentamos a velocidade para o dobro o consumo aumenta 8 vezes! Apesar de actualmente e como incentivo os carros eléctricos estarem isentos de ISP, a pergunta ficou sem resposta pois nenhum dos responsáveis presentes acredita que, quando os carros eléctricos circularem em maior número, um qualquer governo prescinda dos seus impostos. Gouveia, 1 de Junho de 2009
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