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Revista Escape Livre Magazine organizou acção inédita
Por auto-estrada até à Guarda
A revista Escape Livre Magazine levou a efeito no passado dia 14 de Setembro a acção “Guarda - uma nova centralidade”.
Quatro viaturas distintas, tendo ao volante outros tantos elementos da revista, acompanhados por jornalistas do Jornal Motor, Diário XXI, Jornal do Fundão e Rádio Altitude saíram de Valença do Minho, Faro, Lisboa e Madrid e efectuaram a ligação por auto-estrada entre os extremos Norte e Sul de Portugal, as capitais dos dois países da Península Ibérica e a cidade da Guarda.
A recente inauguração da nova Auto-estrada A25, esteve na base desta ideia que se propunha demonstrar que, hoje em dia, é mais fácil chegar à cidade mais alta de Portugal graças à rede de auto-estradas que permitiu que a cidade da Guarda ganhasse uma nova centralidade. Para além disso recolheram-se dados como a distância, o tempo e custos que permitirão servir de referencia para quem quiser deslocar-se até à Guarda e, porque não, organizar encontros e congressos com ida e vinda no mesmo dia. Em último caso, porque não trabalhar na Guarda ou ter a sua empresa aqui, vivendo noutro ponto do País?
As viaturas utilizadas foram um BMW 120 d, Ford S Max 2.0 TDCi, VW Passat TDI e Toyota Avensis SW D4D (com motorizações diesel) cedidas pelos importadores nacionais, especialmente para esta operação.
A equipa 1, ao volante do BMW, saiu de Lisboa às 16.15 (área de serviço BP do Aeroporto), tendo gasto 2h 36 m para percorrer os 307,2 kms até à saída da A23 para a Guarda. O consumo total foi de 17,20 l. Ao custo de 18,70 €, em combustível, acresce os 5,15 € da portagem em Torres Novas perfazendo um total de 23,85€.
Já a equipa 2, ao volante de um VW Passat SW TDI, saiu de Madrid (Puerta del Hierro) às 15h01m (hora de Lisboa) chegando à Guarda às 18h 23m. A passagem em Salamanca deu-se às 17h e 6 m após 204 kms percorridos. Um total de 350 kms e 3h e 25m separam a capital espanhola da Guarda. Um total de 22,75 l perfaz um custo de 24,7 € a que acresce o custo de 7,20 € da portagem de Villa Castillo. De referir que há ainda cerca de 80 kms que falta efectuar em auto-estrada mas cujas obras seguem em bom ritmo sendo de prever que no inicio de 2007 seja possível vir de Madrid à Guarda, sempre por auto-estrada. Da capital do Algarve saiu a equipa 3, ao volante do novo S Max da Ford. A saída de Faro, na área de serviço BP junto ao Fórum Algarve, deu-se às 13h45m chegando às 18h35m à Guarda. Um total de 546,1 kms foram percorridos em 4h50m tendo gasto um total de 41.14 l (44,72€) e passando em duas portagens (Almeirim-20,50€) e Torres Novas (2€). Custo total da viagem: 67,22 €.
Finalmente a quarta equipa ao volante de uma Toyota Avensis SW saiu de Valença do Minho, da área da BP, às 15h15m entrando pouco depois na auto-estrada. A passagem pelo Porto deu-se 110kms depois e à chegada à Guarda tinham sido percorridos 304 kms, no tempo de 3 h exactas. Um total de 17,63 l implicaram um custo de 19,16€ a que se somam as portagens de Maia (7,40 €) e Albergaria (2,95 €). Um total de 29,51 € é o custo para chegar do extremo norte de Portugal à cidade mais alta do País. Referência aos cerca de 15 kms que faltam de auto-estrada na zona de Viseu. Desta cidade à Guarda distam agora, por auto-estrada, 73,5 kms percorrido em 45 m exactos.
Provou-se, deste modo que, praticamente de todos os pontos de Portugal e da Europa, é possível chegar á Guarda utilizando a rede de auto-estradas actualmente disponíveis. Para além dos valores que se indicam, referência natural à comodidade e segurança de viajar em auto-estrada, parâmetros que só o próprio condutor e acompanhantes conseguem valorizar.
À chegada à Guarda, O Presidente da Câmara Municipal e os Vereadores do Desporto Victor Santos e do Turismo, Lurdes Saavedra esperavam as equipas de jornalistas e mostraram a sua satisfação pela acção desenvolvida demonstrativa da nova centralidade e da facilidade com que agora, se chega até à cidade mais alta.
Joaquim Valente, Presidente da Câmara da Guarda referiu mesmo que “esta é a prova real da nossa centralidade e que espero possa, cada vez mais, ser aproveitada em termos turísticos e empresariais”.
Já Luís Celínio, da revista Escape Livre Magazine, salientou que “a rapidez, comodidade, segurança e economia com que hoje se chega à Guarda de qualquer ponto do País, península ou Europa demonstram as potencialidades da cidade e da região. Esta acção mais não foi que a demonstração com números desta realidade.”
Quadros de resultados
EQUIPA 1 – Lisboa /Guarda Viatura: BMW 120 D
Jornalista |
Órgão de Comunicação Social |
João Lopes |
Escape Livre Magazine |
Rui Isidro |
Rádio Altitude |
Distância percorrida: 307,5 kms
Tempo Gasto: 2h36m
Média Geral: 118,26 km/h
Consumo Total: 17,20 l
Média: 5,59 l/100
Custos: Combustível-18,70€/ Portagens-5,15€/ Total: 23,85€
Localidade |
Kms |
Hora |
Média(km/h |
Lisboa |
0 |
16h15m |
- |
Torres Novas |
94.2 |
17h03m |
117.75 |
Castelo Branco |
206,9 |
18h02m |
116,00 |
Covilhã |
258,1 |
18h25m |
119,10 |
Guarda |
307,5 |
18h51m |
118,26 |
EQUIPA 2 – Madrid /Guarda Viatura: VW Passat Variant TDI
Jornalista |
Órgão de Comunicação Social |
Pinto Moreira |
Escape Livre Magazine |
Catarina Canotilho |
Jornal do Fundão |
Distância percorrida: 350 kms
Tempo Gasto: 3h25m
Média Geral: 104,04 km/h
Consumo Total: 22,75 l
Média: 6,42 l/100
Custos: Combustível-24,72 €/ Portagens-7,20 €/ Total: 31,92€
Localidade |
Kms |
Hora |
Média(km/h |
Madrid |
0 |
15h01m |
- |
Ávila |
106 |
16h01m |
106,00 |
Salamanca |
204,4 |
17h06m |
98,11 |
Ciudad Rodrigo |
292,1 |
17h49m |
104.32 |
Guarda |
350,3 |
18h23m |
104.04 |
EQUIPA 3 – Faro /Guarda Viatura: Ford S Max 2.0 TDCi
Jornalista |
Órgão de Comunicação Social |
Rui Martins |
Escape Livre Magazine |
Miguel Roriz |
Jornal Motor |
Distância percorrida: 546,2 kms
Tempo Gasto: 4h50m
Média Geral: 113,00 km/h
Consumo Total: 41,14 l
Média: 7,53 l/100
Custos: Combustível-44,72€/ Portagens-22,50€/ Total: 67,22€
Localidade |
Kms |
Hora |
Média |
Faro |
0 |
13h45m |
- |
Ourique |
93,2 |
14h33m |
116,5 |
Alcácer do Sal |
190,5 |
15h25m |
114,30 |
Santarém |
305,3 |
16h18m |
119,72 |
Guarda |
546,2 |
18h35m |
113,00 |
EQUIPA 4 – Valença/Guarda Viatura: Toyota Avensis SW D4-D
Jornalista |
Órgão de Comunicação Social |
Nuno Antunes |
Escape Livre Magazine |
Susana Margarido |
Diário XXI |
Distância percorrida: 304 kms
Tempo Gasto: 3h
Média Geral: 101,33 km/h
Consumo Total: 17,63 l
Média: 5,79 l/100
Custos: Combustível-19,16€/ Portagens-10,35€/ Total: 29,51€
Localidade |
Kms |
Hora |
Média |
Valença |
0 |
15h15m |
- |
Ponte de Lima |
34,5 |
15h34m |
108,91 |
Braga |
68 |
15h51m |
113,30 |
Porto |
110 |
16h15m |
110,00 |
Aveiro (Albergaria) |
166 |
16h47m |
108,21 |
Viseu |
230,5 |
17h30m |
102.44 |
Guarda |
304 |
18h15m |
101,33 |
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“A viagem Lisboa-Guarda como «pendura» do João Lopes foi uma experiência estimulante: nunca antes eu atingira, no mesmo percurso e em condições normais (auto-estrada desimpedida em todo o percurso e visível défice de tráfego na A23), a média de 119 quilómetros por hora. Não sei se conseguirei repetir a proeza. Mas guardo boa impressão: é que além de ser tranquilizante saber que se vai a cumprir escrupulosamente o Código da Estrada, viajar assim também permite conversar sem sobressaltos e apreciar paisagens que normalmente passam a correr. Mas esse aspecto politicamente correcto e absolutamente pitoresco (o primeiro que não transgrida habitualmente o limite de velocidade que atire a pedra) é, na minha opinião, o de menos no objectivo do Escape Livre, ao qual a Rádio aderiu como adere a todas as causas que tenham em vista falar da Guarda e pela Guarda. O principal foi confirmar que, com maior ou menor velocidade (neste caso no limite de Lei), em bons traçados e a baixo custo, todos os novos caminhos vêm dar à cidade. Quando fixei residência na Guarda há quase seis anos, depois de oito a viver fora do país, pensei exactamente nisso: mais cedo ou mais tarde estaria a quatro horas do Algarve, três de Madrid, duas de Lisboa e uma e meia do Porto (ou pouco mais, se cumprisse o Código), a partir de uma cidade média onde tinha conseguido padrões razoáveis de qualidade de vida e de realização pessoal e profissional. Demora-se mais, para Lisboa, de Fernão Ferro ou da Abrunheira. Ou seja: é possível viver bem e trabalhar naquilo que se gosta na Guarda e, quando se deseja, fazer sem constrangimentos uma viagem de trabalho ou lazer a Lisboa ou a Madrid, que a distância é curta e o caminho é bom. O desafio é inverter o sentido: trazer as pessoas à Guarda. Fazer valer essa privilegiada centralidade. Para vencer esse desafio é que precisamos muita imaginação e trabalho. Se em vez de quatro jornalistas suficientemente conhecedores das «especificidades» da Guarda tivessem chegado à Praça Velha, naquele fim de viagem, quatro turistas ou quatro investidores, como nos teríamos desculpado das eternas obras, dos eternos ensaios, das eternas aventuras, dos eternos provisórios, do eterno mau aspecto da sala de visitas da cidade? A centralidade é um facto. Agora, toca a trabalhar para torná-la realidade!”
- Rui Isidro ( Rádio Altitude) - |