| ELF Rota Histórica 4x4 |
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6, 7 e 8 de Maio
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| Tipo de Evento: |
Passeio Todo-o-Terreno Turístico |
| Localidade: |
Vila Nova de Foz Coa |
POR ENTRE SABORES E TRADIÇÕES
Tendo como palco a cidade de Vila Nova de Foz Côa, a ELF Rota Histórica 4x4 teve início com um pequeno aquecer de motores junto da pista de AutoCross. Num pequeno trajecto, foi possível fazer o “gosto ao dedo” numa pequena incursão fora de estrada onde, pela tranquilidade da noite, houve quem repetisse a dose… Sem dificuldades de maior, foi possível desfrutar de uma agradável condução onde cada um aproveitou, da melhor forma, as potencialidades dos veículos.
Depois de uma noite mais ou menos tranquila, bem cedo, pela manhã, foi traçado o caminho rumo às gravuras do Parque Arqueológico do Vale do Côa. Num percurso labiríntico, os participantes na caravana tiveram a oportunidade de visitar três núcleos arqueológicos devidamente acompanhados por guias do Parque. Num trajecto com muito pó à mistura, um dos percursos permitiu aos participantes atravessarem a vau o rio Côa antes de convergirem para a tranquilidade da Quinta da Erva Moira num mar de vinhedos…
Já depois do almoço, o périplo pelas paisagens durienses avizinhava-se a passos largos. Desde o Pocinho até Sto. Amaro, a subida é única tendo como companhia inquestionável o rio Douro. A leve brisa quente não engana nestas terras estivais numa Primavera florida. Já depois de Freixo de Numão, a calçada do Prazo e do Rumansil, verdadeiros santuários históricos da região, preparavam a subida ao imponente castelo de Numão onde a paisagem continua a crescer na vastidão do horizonte…
Já perto, vislumbra-se o perfil do monte da Sra. do Viso. Este é um local de devoção onde também a alma se reconforta com a paz da natureza por entre as serras do Marão, lá longe, o vale do Douro, ao fundo, e a serra da Marofa. Era quase o final de jornada que estava marcado para S. João da Pesqueira. O reabilitado centro histórico do concelho coração da região demarcada do Douro serviu de palco a um merecido descanso na emblemática Praça da República onde os sabores do vinho, das amêndoas e dos figos granjearam todos aqueles que por ali demandaram. A descida para o rio Douro, ao entardecer, marcou o final de um dia matizado pelas cores de uma região povoada por sabores únicos…
E, depois de dois dias em pleno por entre aventuras nos vales do Douro vinhateiro, um descanso era merecido. Nada melhor do que um tranquilo passeio de barco em pleno coração de um rio cheio de história entre o Pinhão e o Pocinho. Em cada serpentear de curva, em cada sombra dos socalcos, permanece uma história secular onde o rosto das gentes espelha um quotidiano vivido entre as águas e os vinhedos. Ao longo das margens permanecem os testemunhos do tempo, aqui e além, pintalgados pelo casario das velhas quintas. Ao longo das silenciosas águas, os participantes desfrutam do aconchego de um vale tépido apenas recortado por um horizonte limitado pelos montes arados e pelo cantar dos pássaros em margens marcadas pelo passar da corrente. Sinais de modernidade permitem a navegabilidade do rio. As eclusas das barragens da Valeira e do Pocinho permitiram subir rio acima numa experiência única. Depois da tranquilidade da subida do rio, estava já marcado o regresso ao Pinhão. Para finalizar a jornada, a linha do Douro serviu de palco para a deslocação dos aventureiros numa viagem através do tempo por entre apeadeiros outrora vivos e as pequenas estações emblemáticas de uma linha-férrea plena de passado histórico.
Esta viagem através dos sabores e das tradições contou com o patrocínio dos lubrificantes ELF e da Auto-Jardim, concessionário Nissan na Guarda, Covilhã e Castelo Branco, a colaboração da Camel Active, SPAL – Porcelanas de Alcobaça, Barcadouro, Dom Digital, RFM, Todo o Terreno e Autopress, e o apoio do Governo Civil da Guarda e Câmaras da Guarda, Vila Nova de Foz Côa, S. João da Pesqueira e Alijó.
Num apelo, habitual, à veia poética dos participantes alguns mostraram que em cada português há um poeta...
Belas paisagens do Douro Moldura de momentos livres Esta é apenas mais uma etapa De convívio com o Escape Livre. - N.º 41 – Fernando Jubileu -
No papel em «risco fino» Qual gravura… que nem vi!… Me deleito com o hino Do passeio que vivi! - N.º 30 – Isabel Guimarães -
À Elf Rota Histórica viemos Começámos com um «drible» Continuamos encantados Graças ao Escape Livre. - N.º 43 – José Reis -
Foi num dia solarengo, Que eu fui ver as gravuras. Estavam muito escondidas, Lá para baixo, nas funduras! - N.º 33 – Sara Cardoso -
Escape Livre é curtição De beleza sem igual Nós somos de coração Os “maiores” de Portugal. - N.º 44 – João Davin -
Quem visita Portugal Não deve andar à toa Lindo mesmo é visitar As gravuras de Foz Côa - N.º 36 – Hélder Godinho -
Do Côa, à Régua, ao Pinhão O Escape Livre nos traz Queremos mais, pois então! - N.º 57 – Eng. Pinheiro de Melo -
P’ra quê falar de amarguras Se esta vida são dois dias Um para ver as gravuras O outro… t’ava a ver que não ias… - N.º 56 – Isabel Videira -
Pelo Escape Livre viemos Numa aventura desgarrada Obrigada pelos dias que tivemos Foi deveras animada. - N.º 6 – Américo Paiva -
Fui visitar as gravuras Lá para os lados do Côa Bebi tanto vinho do Porto Só espero que a barriga não doa. - N.º 14 – Ângela Moreira -
Por vales e encostas Escape Livre e lá vão Alguma poeirada no ar Como manda a tradição. - N.º 15 – Carlos Mariano -
Velocidade, pó e terra Meu Deus, que penas duras! A correr por estas serras, Só para ver as gravuras! - N.º 19 – Carlos Ferro -
Estradas de terra e alcatrão Tudo o Escape Livre me deu O companheirismo encheu o coração O que se rompeu… tinha de ser o pneu. - N.º 17 – Carolina Silva -
Por entre pedras e céu Homens deixaram gravuras E levantaram o véu De histórias e aventuras. - N.º 21 – Francisco Belo -
Escape Livre a organizar É road-book sem rasuras Não são gagos a explicar E até nos mostram as gravuras. - N.º 18 – José Manuel Antunes -
Para o Douro avancei Em registo catalítico Dizem que do paleolítico As gravuras vislumbrei. - N.º 22 – Jorge Tomás -
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