| III Off-Road ACP |
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15, 16 e 17 de Abril
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| Tipo de Evento: |
Passeio Todo-o-Terreno Turístico |
| Localidade: |
Guarda |
NOTAS À MARGEM
Cai a noite na cidade… As expectativas são mais do que muitas. Depois de uma tarde de grande azáfama para perceber muito bem o que o regulamento diz, eis-nos chegados à hora da partida.
Por esta tarde fora, importa destacar os meticulosos gestos na colocação dos autocolantes nas viaturas assim como entender um pouco mais de como iria decorrer esta aventura. Pelo meio, sempre foi bom dar uma piscadela de olho pelas informações úteis inseridas no dito regulamento como que um abrir da curiosidade perante as histórias da região.
A meteorologia, depois de algum tempo de incertezas nas previsões, acabou por oferecer uma trégua apesar da noite fresquinha sentida na cidade mais alta de Portugal. Depois do jantar, era tempo de se fazer à noite. O percurso desenhado pelo Clube Escape Livre propunha uma curta etapa que conduzia os participantes por caminhos onde é possível desfrutar da paisagem nocturna da cidade em plenitude. Aos poucos, os fios de luz preenchiam o caminho em contraste com a escuridão da noite pintalgada pelas luzes da cidade.
O ponto de chegada estava marcado para a Arrifana. A tradição do rancho folclórico local, uns bolinhos, um chá e um chocolate quente aqueceram todos aqueles viajantes que também conseguiram descobrir as raízes populares testemunhadas no museu local.
A grande etapa estava para vir. A ligação da Guarda a Foz Côa terminando-se, no final da tarde, no alto da Marofa, era um desafio único. Pelo périplo, estaria a descoberta de alguns dos mais importantes castelos da região assim como a sua história.
Depois de se vislumbrar a grandiosidade do Vale do Mondego, a manhã começava logo com um dos pontos altos da etapa: a travessia a vau do maior rio português, o Mondego. Cada um encarou o desafio da melhor forma num momento único que antecipava a passagem pelas jovens cidades de Trancoso e da Mêda. O castelo de Longroiva marcou quase o final da etapa numa manhã em que se desfrutou da prova de alguns dos ingredientes mais tradicionais da comida beirã onde não faltaram as bolas de carne, os enchidos e a boa pinga…
Para a tarde, estava aguardada a ligação entre Foz Côa e Castelo Rodrigo. Por entre o contraste da paisagem duriense e as encostas da Marofa ficavam as vistas de um território povoado de histórias de gentes que aram a terra há séculos, com o tempo do tempo bem espelhado na visita ao museu de Escalhão.
Já para final de etapa a passagem por Figueira de Castelo Rodrigo foi apenas o aperitivo para se desfrutar primeiro, da paisagem humana e arquitectónica de Castelo Rodrigo e, depois, das paisagens que se avistam do alto da Serra da Marofa pejada de lendas seculares…
No Domingo, pela manhã, pouco se via qual nevoeiro se abatia sobre as encostas da cidade... Nos rostos de alguns estava estampada a incerteza porque se isto de se navegar com o road-book já não é lá muito fácil quanto mais andar à descoberta dos trilhos da Estrela por entre as brumas matinais… Mesmo assim, poderia ter sido pior. À medida que a caravana se dirigia para os meandros do Parque Natural da Serra da Estrela mais o tempo “se compunha”. Aos poucos, a descida para o Vale do Caldeirão deixava espreitar alguns dos recortes da Estrela. A subida da calçada da Corujeira foi um agradável desafio por entre as estreitas ruas.
Já depois do Santuário da Senhora do Soito, em Fernão Joanes, o percurso subia de altitude para deixar ver alguns dos horizontes mais bonitos que se podem espreitar destas bandas. Por entre matas, terras xistosas e graníticas, o desafio chegava com a descida do corta-fogo sobranceiro ao Vale glaciar do rio Zêzere. Se para muitos as redutoras se tratam por “tu” para muitos dos presentes este seria um termo vão. Mesmo assim, com este desafio lançado, ninguém deixou de se satisfazer com esta descida até porque, em plena segurança, os limites são outros… Pouco a pouco, a caravana serpenteou as valas sempre com uma plateia generosa de belos recantos a caminho do Ski Parque.
Já quase em final de etapa, os desafios radicais não faltaram onde apenas o tempo escasseou para tanta vontade em praticar este tipo de aventura. O III Off Road ACP terminou com um belo almoço na Academia de Golf da Quinta da Bica ficando, desde já a promessa de continuidade desta proposta de descoberta dos mais belos recantos do país.
Num apelo, habitual, à veia poética dos participantes alguns mostraram que em cada português há um poeta...
Por entre vales e pedras Vamos nós a rodar Só que aqui na Guarda Faz um frio de rachar
A iniciativa do ACP Veio mesmo a calhar Porque com o frio que está Talvez possa ver nevar - José Gomes Pereira -
Este passeio está a ser óptimo Facilmente se percebe porquê Nota-se nele a excelência Duma organização ACP - João Paulo Medina -
O ACP tem destas ideias, Que nos deixa maravilhados. Com as paisagens e a gastronomia, Ficamos todos conquistados!
A caminho da Guarda eu vou, Contente e satisfeito Por caminhos que nem a Deus lembrou, Seguimos um road-book perfeito! - Luís Lopes de Matos -
Quem me viu e quem me vê, Eu aqui, pela Guarda Nem imagina o ACP, Que volto aqui não tarda - Joaquim Caridade Fino -
Guarda cidade bela A mais alta de Portugal Pouco conhecemos dela Mas é difícil encontrar igual
Escape Livre e ACP Que grande combinação Os seus passeios TT São prazer e emoção - Joaquim Hermenegildo -
Três dias maravilhosos Toda a gente encantada Com o passeio de Todo-o-Terreno De visita à Guarda
Agradecimento sincero A toda a organização Escape Livre e ACP Aceitem um abração - José Luís Ventura -
Por este belo fim-de-semana Ao ACP temos de agradecer Emoção e alegria E adrenalina a valer - Manuel Areias Marques -
O desporto é bom e dá saúde É o que nunca nos faz mal Para que a ideia não mude Contamos com o Automóvel Club de Portugal - António Santos -
Poeta não sou Pintor também não Mas a beleza da Guarda Levo-a na coração
Sempre que saio de casa Para viagens de lazer Do cartão do ACP De certo não me irei esquecer - Manuel Coelho -
A decisão está tomada Tralha e famelga preparada Com a Guarda no horizonte O Land Rover fez-se à estrada
O Mondego atravessei As calças arregacei Dei de beber ao gado E lá cheguei ao outro lado
Esta gente tão hospitaleira Enche-nos de tanto presente Uns levamo-los para casa Outros, dão que fazer ao dente
Depois de um copo de tinto A veia poética fluiu Às curvas e contracurvas Mais uma quadra surgiu - Rogério Pereira da Silva -
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