| Aventura Land Rover |
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28, 29 e 30 de Maio
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| Tipo de Evento: |
Passeio Todo-o-Terreno Turístico |
| Localidade: |
Guarda |
NOVO PASSEIO DO ESCAPE LIVRE AVENTURA REFORÇA ESPÍRITO LAND ROVER
Com o objectivo de sublinhar o espírito da marca britânica, o Clube Escape Livre organizou pela primeira vez, entre 28 e 30 de Maio, a Aventura Land Rover passeio que percorreu diversos concelhos do distrito da Guarda e que teve a originalidade de reunir todos os concessionários oficiais da marca a nível nacional.
“Esse era um dos objectivos deste passeio em todo o terreno: proporcionar uma maior aproximação entre o concessionário e o cliente, num convívio que ultrapasse a mera visita à oficina. Esta Aventura, ao mesmo tempo que divulgou a região da Guarda, como sempre procuramos fazer nas iniciativas que levamos a efeito, conseguiu plenamente os objectivos a que nos propusemos”, diria no final Luís Celínio responsável do Clube da Guarda.
Por sua vez Gomes Vieira, máximo responsável da Auto Sueco (Coimbra), concessionário Land Rover no Centro e Beiras afirmaria “esta organização que o Escape Livre fez em prol da Land Rover, que é uma marca de prestígio no todo o terreno, está a dar uma satisfação muito grande a todos os participantes. Tivemos a oportunidade de curtir os veículos mas especialmente a paisagem e as maravilhas desta região da Guarda. O objectivo está atingido e deve manter-se anualmente.”.
Já para Cândido Júnior, da concessão M Coutinho Porto, “foi muito interessante ver aqui os pais e os filhos a gozarem este tipo de evento e apreciarem o convívio entre possuidores Land Rover.”.
Entretanto, o Juiz Rui Teixeira, que uma vez mais se deslocou até à Guarda para um passeio do Clube Escape Livre afirmou que “o espírito Land Rover já é mítico mas esta organização faz jus à tradição britânica porque tem sido impecável, não falha nada.”.
Esta Aventura Land Rover reuniu mais de 150 pessoas de todo o País que percorreram as três etapas do passeio em todo o terreno em cerca de seis dezenas de Land Rover de todos os modelos e idades. Guarda, Trancoso, Longroiva e Figueira de Castelo Rodrigo, foram algumas localidades visitadas - a par das magníficas paisagens do Douro e da Serra da Estrela, numa organização que mereceu o elogio unânime dos participantes.
A Aventura Land Rover teve o patrocínio da Land Rover Portugal, o apoio do Governo Civil da Guarda, Câmaras da Guarda, Trancoso, Figueira de Castelo Rodrigo e Junta de Freguesia de Longroiva e a colaboração de lubrificantes Elf, Camel Active, SPAL, Nortenha, Philips, Dom Digital, Cerveja Jansen, Diário XXI, RFM e Autosport.
CÚMPLICES ATÉ AO FIM... Pela primeira vez numa iniciativa do Clube Escape Livre, foi possível juntar três parceiros fundamentais numa aventura todo-o-terreno: os veículos, os participantes e os concessionários. Tendo como elo de união os Land Rover, foi possível, ao longo de um fim-de-semana desfrutar do prazer da descoberta num convívio aberto ao longo das paisagens desconcertantes desta beira portuguesa…A bordo de mais de 50 jipes da marca britânica, foi possível percorrer paisagens tão diferentes como as do vale do rio Mondego, do extenso planalto beirão, do vale do rio Douro dos horizontes que do alto da Marofa se avistam ou, então, desfrutar das belezas naturais do parque Natural da Serra da Estrela.
Contrastes assumidos em torno de uma aventura diferente que começou com uma etapa nocturna. O prazer da descoberta do outro lado dos trilhos, à noite, assume novos contornos de desafio e que pode deixar no ar alguma ansiedade… “Como é que vai ser isto? Epá, esqueci-me de montar os meus faróis de longo alcance!... Eu cá acredito nas ampolas do meu que já têm 30 anos… Estou mesmo preocupado como é que eu vou ler isto…ou melhor com o quê é que eu hei-de ler as notas! Claro que com os olhos!… E a luz?! Do luar… Como é que se lêem os bonecos?” Desabafos da emoção de um passeio à beira da Guarda e do outro lado do dia, à noite! E não é que a noite não fez jus ao F de Fria? “Hum isto até nem parece a Guarda! Que rica noite!... O Luís Celínio deve ter lá uma cunha no S. Pedro!...”
Apesar da brisa fresca sentida à beira do Hotel Vanguarda, durante o caminho a quietude da noite brindou por quem nela se aventurava. Depois de passada a linha da Beira Baixa, sem ser a vau claro está (!), a escuridão da noite escondia uma descida íngreme até a um pontão estreito que deu direito a algumas manobras… Aqui, bem que a história pode testemunhar a passagem da velha diligência que há dois séculos fazia a ligação entre a Guarda e Lisboa… Quem diria!... A passagem pelo vale da Benespêra trouxe algumas belas imagens. No horizonte, observava-se a escuridão da noite recortada pelos faróis dos Land Rover. A passagem pela moderna A 23 complementou as vistas da Cova da Beira que se desfrutou no seu esplendor nocturno depois da passagem pela localidade da Dominga Feia onde os poucos residentes vieram até à beira do trilho para ver passar a caravana.
A ligação por asfalto desde a Vela até ao Hotel serviu para acalmar os ânimos para uma noite de descanso antes da grande aventura da segunda etapa que iria passar por mil e uma paisagens nesta Primavera beirã repleta de cores únicas…
Depois de uma noite de merecido descanso, a hora da aventura tinha chegado. Aos poucos, as várias gerações de Land Rover começaram a alinhar. Até mesmo o espreguiçar dos mais “velhotes” se transforma num regalo. Para os colocar em funcionamento, quantos vezes é necessário fazer desse gesto um verdadeiro ritual: “Isto tem que verificar tudo antes da partida… Até parece um avião… só que deita mais fumo! Isto de se andar por estes caminhos tem o seu quê. É necessário ver óleo, água…e, estes instantes de aquecimento, são mesmo obrigatórios!”
Aos poucos o nevoeiro que se avistava no horizonte ia-se dissipando. As paisagens da Beira estavam ali mesmo ao lado… a primeira parte do percurso contemplou uma vista geral sobre a cidade da Guarda. É certo que o seu perfil altaneiro se vai modificando com os tempos mas o recorte continua a ser o mesmo que a história escreveu. Depois do Alvendre, as vistas sobre o vale do rio Mondego começaram a vislumbrar-se. A chegada às margens do maior rio português aguçou o espírito dos aventureiros…“Epá, isto aqui é largo! …Como é que vamos passar? Deixa mas é ver isto primeiro! Tem que ser de redutoras? Como é que os Freelander vão passar!? Ó amigo olhe que isto também é um Land Rover…”
Mesmo molhados até a porta, a sempre espectacular travessia do rio antecedeu a subida à vila medieval de Trancoso. Uma paragem de certo a saber a história numa vila beirã que pode figurar como exemplo de um trabalho de recuperação patrimonial. Um belo pequeno-almoço foi servido pela Câmara Municipal onde não foram poupados elogios ao sabor gastronómico. “Bolas… ou bolas!... Mas olha que esta é de carne… Cá para mim ainda vou levar algum pedaço para o resto da jornada! Já reparaste no sabor? E mesmo aqui à beira desta praça, isto até sabe a história!”
Do alto do planalto de Trancoso, as vistas perdem-se no horizonte. Se para Norte é a barragem do Terrenho que marca a fronteira, já para sul é o recorte da serra da Marofa que se demarca da paisagem sóbria já em tons de amarelo. Depois da passagem pela Meda e sobre as vistas de Marialva, os caminhos encaracolados da paisagem começaram a revelar outras paragens. O Douro património mundial estava a chegar e a regalar as vistas. Em Longroiva, nada melhor que um descanso à beira do secular castelo. Oferta da Junta de Freguesia, foi um aperitivo generoso que fez as delícias de muitos paladares. “Que rica pinga a sair mesmo do garrafão…assim até sabe melhor! E estes bolos estão mesmo no ponto. Olha agora a bola de carne também é saborosa. Mas a esta hora… isto a gente aqui com a companhia do Escape Livre nunca mais paramos de saborear estes tesouros gastronómicos!
E a manhã estava quase passada. Depois do almoço em Vila Nova de Foz Côa, o clima das terras quentes sublinhou a passagem destes aventureiros pelas terras vinhateiras. Apesar do céu carregado, a tranquilidade da paisagem deixava embeber os sentidos de quem por lá andou. Do alto da Capela de S.Gabriel, as vistas não podiam ser melhores. Num pleno 360º, o horizonte perdia-se ao longe. Aos poucos, devagar devagarinho, todos se deixaram seduzir por estas paragens de vales e montes bordados de vinhedos, olivais e amendoais. O santuário da Senhora do Campo, sem estar perdido na devoção das gentes destas quintas, marca um ponto de passagem antes de se entrar no concelho de Figueira de Castelo Rodrigo. À medida que se ia subindo, o recorte da paisagem duriense dava lugar às penedias do planalto figueirense. Depois da passagem pelo museu etnográfico de Escalhão e da igreja matriz, ao longe já se avizinhava Castelo Rodrigo. A visita incontornável a este núcleo arquitectónico deixou aos visitantes a vontade de voltarem um pouco com mais tempo. O lanche oferecido pela Junta de Freguesia com os tradicionais sabores caseiros dos bolos do concelho, abriu o “apetite” para o final do percurso em plena Serra da Marofa.
Este é um final sempre desejado para os amantes do todo-o-terreno um pouco mais radical. A subida ao alto da Marofa é sempre um desafio mas não antes de todos passarem pela tradicional Via Sacra. As duas, ou três, alternativas finais desenhadas no road book constituíram um perfeito desafio para final de jornada. Logo o primeiro corta-fogo era muito selectivo. “Ena pá, isto até nem sobe muito mas esta cascalheira é de cortar canivetes… E já reparaste naquela pedra ao meio? Ná… sigo até à frente… Olha lá, não és capaz de subir ali pelo lado esquerdo… Olha que é a única passagem! Não, até porque me esqueci de trazer o meu 88… é que para estas coisas é o melhor! Huf… desta vez consegui passar! Cá fica mais uma para o curriculum!... Da outra vez trouxe o Defender… com esse ainda lá ia!”
E se os aventureiros lá iam conseguido subir, outros preferiram desfrutar de uma saída mais agradável e, quiçá… airosa. “Quem diria que os Freelander aqui subiriam… Até de roda no ar! Olha o meu carro já vinha sem tracção à frente e agora ficou sem o resto… Subo isto mas é a pé! De regresso à Guarda, restava contar, para a memória dos tempos, mais um dia de aventura nesta ventura do Clube Escape Livre.
O dia já ia alto… Depois de uma noite de segredos no travesseiro, a caravana rumou em direcção ao Parque Natural da Serra da Estrela. Outras paisagens, outros desafios a mesma satisfação de sempre. Com algumas passagens mais difíceis, o panorama da mais alta montanha de Portugal continental regalava os olhos num contraste perfeito de cores. E para quem gosta de aventura, o grande corta-fogo serviu para fazer despertar os sentidos daqueles que ainda se deleitavam com o perfume primaveril. “Ó pá, este ainda é mais difícil que o outro de ontem. Agora sim. E quem diria que isto eram só estradões! Eu bem tentei mas nada. Aquilo ali escorregava muito! Ora toma lá mais um para os troféus da subida. Cinco estrelas!... Ao meu Freelander só faltou motor… Mas hei-de cá vir outra vez!” E lá em pleno coração da Estrela, o sabor de uma fartura e de um cafezinho fazia desta refeição um misto de prazer e de exclusividade. “Onde já se viu, isto só com o Escape Livre!”
Dali até final, restava a passagem pelo alto da Azinha e pelo Poço do Inferno. Para alguns, a etapa foi encurtada muito por “culpa” do gosto pela Natureza em cada canto que se passava. Do alto da serra, ficou o desejo de voltar a conhecer mais cantos desta Beira Interior que tem tanto para oferecer. A tranquilidade das paisagens naturais, a história, a gastronomia e o património humano.
ATÉ UM DIA DESTES!
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